...ou como ficar de olho em São Pedro.
Desde que chegamos aqui na Europa, só haviamos pego chuva numa tarde em Paris. É Outono no hemisfério norte e pelo que tava lendo, chuvas esporádicas são comuns. O engraçado é que sempre parece nos seguir.
Ao sair de Lisboa, o pessoal do albergue já havia falado que no final de semana seguinte teria previsão de fortes chuvas. Em Porto, foi praticamente a mesma coisa. Previsão de chuva para um ou dois dias depois de nossa saída.
Em Paris, a chuva chegou a nos alcançar, mas foi passageira. Mesmo assim, no dia de nossa partida o tempo estava nublado e ameaçava chover.
Ao chegar em Veneza, a chuva já havia passado. Chovera o suficiente para deixar tudo molhado por um bom tempo e um clima londrino. A maré encheu mais que o normal e alagou um pouco a praça de São Marco. Na saída, parecia que o tempo ia mudar de novo.
Chegando em Genova, soubemos das fortes chuvas que ocorreram na região e que afetaram diversas cidades mais ao sul nos dias anteriores. Não pegamos nenhum prenúncio de chuva, mas tivemos sorte.
Em Florença, pegamos chuva ao visitar Milão e o tempo mudou para bem nublado no último dia. A previsão é de chuva. Aqui vimos nos noticiários, que uma forte chuva (500mm de chuva) atingiu Genova, 3 dias depois de sairmos e inundou muitos lugares. 6 pessoas morreram e uma desaparecida. As imagens são impressionantes e lembra bastante aquelas que costumamos ver nas enchentes de São Paulo. Realmente foi por pouco que não pegamos chuva em Genova, pois as ladeiras que tem por lá só pioram a situação.
Neste domingo iremos para Roma. Segundo os sites de meteorologia, existe previsão de fortes chuvas para o domingo e chuvas esporádicas segunda. Terça em diante que teria tempo mais aberto. Ficaremos a semana toda em Roma. Só espero que o tempo não nos atrapalhe por lá. Senão teremos que arranjar o que fazer no hotel. Pelo menos agora já se tem uma idéia do que é viajar no Outono pela Europa.
5 de novembro de 2011
Viagem e Tour por Florença...02 a 05/11/11
...Ou como o diferente pode ser igual.
Como estou atrasado e não teve muita coisa de tão especial nesses últimos dias, farei um resumão da viagem até Florença e esses dias passados por aqui.
Para variar um pouco, tivemos novos pequenos contratempos na viagem. Tudo por causa de pessoas quererem sentar em outros assentos, mesmo com assento marcado. Essa questão de querer sentar lado a lado. Até entendo, mas se eu e minha mãe as vezes não conseguimos, por que teriamos que aceitar dos outros? Na viagem entre Genova e Milão, nas famigeradas cabines, uma moça ficou de frescura com o sentido que o trem ia, para não prejudicar o pescoço (pelo que consegui entender). Depois de tentativas de comunicação, uma senhora que estava com a neta, se deslocou um assento para o lado só para deixar eu ficar ao lado de minha mãe. Já na etapa Milão-Florença, com parada em Bologna, até cheguei a trocar de lugar com um senhor, já que não ia mudar em nada minha localização em relação a minha mãe, mas quando teve uma outra troca que pediram para fazer justamente para ficar lado a lado, chegou em Bologna uma moça que nem quis saber de trocar de lugar. O pior, era brasileira. No final da viagem, ainda puxoou conversa com a gente e disse que já havia ido para Portugal e que achava que o povo de lá era muito frio e não gostava de brasileiros (com a atitude dela, nem brasileiros gostariam dela e fomos bem recebidos em Portugal).
O hotel até que é perto da estação de trem e mesmo com bondes elétricos passando (bondes, mas bem modernos) e ônibus, até que não pe barulhento a ponto de incomodar. Nem os trens incomodam. O café da manhã servido é até que bem variado, tendo até ovos mexidos e mais de um tipo de croissant. Dá para comer o suficiente para pensar em almoço bem tarde. Como no primeiro dia chegamos um pouco tarde, apenas demos uma passeada pelo caminho do centro até o Duomo de Florença. Nossa principal preocupação era achar uma lavanderia para lavar nossas roupas, já que as limpas estavam acabando. Felizmente conseguimos chegar no Duomo e encontrá-lo aberto. Estava próximo da hora de fechar, mas foi o suficiente para olharmos lá dentro. Parecia meio sem cuidados e até que pequeno se comparado a outros Duomos que já visitamos. Para variar, outras partes da igreja eram pagas, por isso ficamos mesmo no principal.
Dia seguinte, ja não mais feriado, achamos a lavanderia por indicação da recepção do hotel. Daquelas lavanderias self-service que ficamos uma hora olhando o tambor girar com a roupa e depois o secador girar com a roupa. Pelo menos sairam limpinhas e sem precisar nem passar. Já que não tinhamos muitas opções pela manhã, resolvemos ir para Pisa.
Em Pisa, tudo a mesma coisa desde a última vez que visitei. A torre continua torta. A diferença era que a fila para entrar só esperaria 30 minutos ao invés das 4 horas que eu tentei. Lógico que não fizemos questão de subir. Já disseram que não é lá grande coisa e como a torre não é exatamente o ponto mais alto da cidade, nem uma visão extensa teriamos. Ficamos pelo terreno da torre e minha mãe fez questão de tirar a típica foto dela empurrando a torre (isso só porque ela viu monte de gente fazendo isso). Na volta, resolvemos almoçar por lá mesmo, em um restaurante que mostrava muitos tipos de espaguete. Minha mãe estava com vontade. No final, não era muita quantidade e o preço saiu até um pouco alto pelo que foi servido. Pelo menos o macarrão daqui é bem diferente e dá mais gosto de comer. Depois de voltar de Pisa, passeamos mais um pouco pelo centro de Florença, vendo o local da Galeria Uffizi e apreciando as dezenas de lojas de jóias que tem na Ponte Vecchio. Tinha tanto ouro que não sabia se o brilho da loja eram dos spots de luz ou do reflexo dourado das joias. No meio de tudo, até uma loja da Rolex, com um simples relógio que possivelmente seria usado apenas em festas de altíssima classe sendo vendido pela bagatela de 22.830 euros (aquilo ali é um ponto, usado para separar os milhares no nosso sistema métrico. Ou seja é 22 mil mesmo). Jóias de diversos tipos por diversos preços. Incrível é que tem gente que compra mesmo. Afinal, essas lojas já estão nessa ponte faz décadas. Elas precisam pagar suas contas.
Dia seguinte, demos uma passeada pela galeria Uffizi. O problema desse galeria é que ela começa o passeio no 3o andar e as escadarias são um desafio a parte. Algumas obras estavam ausentes por terem sido emprestadas a outros museus ou galerias, mas os mais importantes estavam por ali (Nascimento de Venus e Primavera de Boticceli). Também estavam ali várias excursões de orientais (não eram japoneses, portanto ainda tem muitas opções) e que ficavam se aglomerando na frente das obras. Nem dava para esperar eles saírem, pois logo vinha outra turma. Ainda bem que eles não ficavam vendo todos os quadros assim saíam logo. Como minha mãe não é fã de museu, nem fomos para a Galeria Dell'Accademia ver o Davi de Michelangelo. Antes tivesse vindo nessa primeiro. Ainda bem que eu já tinha visto antes. De tarde fomos fazer o típico passeio de ônibus turístico, para conhecer outros lugares que ficam difíceis de saber. Curioso é que esse ônibus leva até uma vila 9 km afastada de Florença, que tinha ligações históricas fortes com a cidade (a vila se chama Fiosole e nem tem registros precisos de quando foi construída. Só se sabe que jpa existia no século 6 AC!).
No último dia de estada em Florença, fomos fazer mais uma viagem. Pegamos um trem para Milão (dessa vez, nem no mesmo vagão conseguimos ficar, mas pelo menos não teve problema de assentos) para ver o Duomo de Milão. Particularmente eu acho essa uma das igrejas mais lindas da Europa. Até mais que a catedral do palácio de Praga ou inclusive a basílica de São Pedro no Vaticano (que na minha opinião só quer ostentar). Infelizmente, ao chegarmos em Milão, fomos recebidos por uma chuva fina e constante. Pior, é que ao sairmos de Florença, estava um clima mais ameno e nem fomos com casacos certos para isso, muito menos com guarda-chuva. Tentamos ver alguma loja para comprar um agasalho para a minha mãe (eu estava relativamente protegido e aguento um pouco mais de frio), mas tudo muito caro para algo que só seria usado por ali mesmo. Por causa da chuva ficamos na região do Duomo e vistamos a Galeria Vittorio Emanuelle, que tem as lojas mais caras de Milão. Nem chegamos a visitar o castelo Sforzesco, mas não foi uma perda considerável.
Na volta para Florença, o tempo ficou melhor (nublado mas sem o frio e chuva) e assim termina uma estada rápida e tranquila na cidade onde Michelangelo se destacou e influenciou bastante todos ao redor. Nos preparando agora para ir para nossa última estada, ROMA!
Como estou atrasado e não teve muita coisa de tão especial nesses últimos dias, farei um resumão da viagem até Florença e esses dias passados por aqui.
Para variar um pouco, tivemos novos pequenos contratempos na viagem. Tudo por causa de pessoas quererem sentar em outros assentos, mesmo com assento marcado. Essa questão de querer sentar lado a lado. Até entendo, mas se eu e minha mãe as vezes não conseguimos, por que teriamos que aceitar dos outros? Na viagem entre Genova e Milão, nas famigeradas cabines, uma moça ficou de frescura com o sentido que o trem ia, para não prejudicar o pescoço (pelo que consegui entender). Depois de tentativas de comunicação, uma senhora que estava com a neta, se deslocou um assento para o lado só para deixar eu ficar ao lado de minha mãe. Já na etapa Milão-Florença, com parada em Bologna, até cheguei a trocar de lugar com um senhor, já que não ia mudar em nada minha localização em relação a minha mãe, mas quando teve uma outra troca que pediram para fazer justamente para ficar lado a lado, chegou em Bologna uma moça que nem quis saber de trocar de lugar. O pior, era brasileira. No final da viagem, ainda puxoou conversa com a gente e disse que já havia ido para Portugal e que achava que o povo de lá era muito frio e não gostava de brasileiros (com a atitude dela, nem brasileiros gostariam dela e fomos bem recebidos em Portugal).
O hotel até que é perto da estação de trem e mesmo com bondes elétricos passando (bondes, mas bem modernos) e ônibus, até que não pe barulhento a ponto de incomodar. Nem os trens incomodam. O café da manhã servido é até que bem variado, tendo até ovos mexidos e mais de um tipo de croissant. Dá para comer o suficiente para pensar em almoço bem tarde. Como no primeiro dia chegamos um pouco tarde, apenas demos uma passeada pelo caminho do centro até o Duomo de Florença. Nossa principal preocupação era achar uma lavanderia para lavar nossas roupas, já que as limpas estavam acabando. Felizmente conseguimos chegar no Duomo e encontrá-lo aberto. Estava próximo da hora de fechar, mas foi o suficiente para olharmos lá dentro. Parecia meio sem cuidados e até que pequeno se comparado a outros Duomos que já visitamos. Para variar, outras partes da igreja eram pagas, por isso ficamos mesmo no principal.
Dia seguinte, ja não mais feriado, achamos a lavanderia por indicação da recepção do hotel. Daquelas lavanderias self-service que ficamos uma hora olhando o tambor girar com a roupa e depois o secador girar com a roupa. Pelo menos sairam limpinhas e sem precisar nem passar. Já que não tinhamos muitas opções pela manhã, resolvemos ir para Pisa.
Em Pisa, tudo a mesma coisa desde a última vez que visitei. A torre continua torta. A diferença era que a fila para entrar só esperaria 30 minutos ao invés das 4 horas que eu tentei. Lógico que não fizemos questão de subir. Já disseram que não é lá grande coisa e como a torre não é exatamente o ponto mais alto da cidade, nem uma visão extensa teriamos. Ficamos pelo terreno da torre e minha mãe fez questão de tirar a típica foto dela empurrando a torre (isso só porque ela viu monte de gente fazendo isso). Na volta, resolvemos almoçar por lá mesmo, em um restaurante que mostrava muitos tipos de espaguete. Minha mãe estava com vontade. No final, não era muita quantidade e o preço saiu até um pouco alto pelo que foi servido. Pelo menos o macarrão daqui é bem diferente e dá mais gosto de comer. Depois de voltar de Pisa, passeamos mais um pouco pelo centro de Florença, vendo o local da Galeria Uffizi e apreciando as dezenas de lojas de jóias que tem na Ponte Vecchio. Tinha tanto ouro que não sabia se o brilho da loja eram dos spots de luz ou do reflexo dourado das joias. No meio de tudo, até uma loja da Rolex, com um simples relógio que possivelmente seria usado apenas em festas de altíssima classe sendo vendido pela bagatela de 22.830 euros (aquilo ali é um ponto, usado para separar os milhares no nosso sistema métrico. Ou seja é 22 mil mesmo). Jóias de diversos tipos por diversos preços. Incrível é que tem gente que compra mesmo. Afinal, essas lojas já estão nessa ponte faz décadas. Elas precisam pagar suas contas.
Dia seguinte, demos uma passeada pela galeria Uffizi. O problema desse galeria é que ela começa o passeio no 3o andar e as escadarias são um desafio a parte. Algumas obras estavam ausentes por terem sido emprestadas a outros museus ou galerias, mas os mais importantes estavam por ali (Nascimento de Venus e Primavera de Boticceli). Também estavam ali várias excursões de orientais (não eram japoneses, portanto ainda tem muitas opções) e que ficavam se aglomerando na frente das obras. Nem dava para esperar eles saírem, pois logo vinha outra turma. Ainda bem que eles não ficavam vendo todos os quadros assim saíam logo. Como minha mãe não é fã de museu, nem fomos para a Galeria Dell'Accademia ver o Davi de Michelangelo. Antes tivesse vindo nessa primeiro. Ainda bem que eu já tinha visto antes. De tarde fomos fazer o típico passeio de ônibus turístico, para conhecer outros lugares que ficam difíceis de saber. Curioso é que esse ônibus leva até uma vila 9 km afastada de Florença, que tinha ligações históricas fortes com a cidade (a vila se chama Fiosole e nem tem registros precisos de quando foi construída. Só se sabe que jpa existia no século 6 AC!).
No último dia de estada em Florença, fomos fazer mais uma viagem. Pegamos um trem para Milão (dessa vez, nem no mesmo vagão conseguimos ficar, mas pelo menos não teve problema de assentos) para ver o Duomo de Milão. Particularmente eu acho essa uma das igrejas mais lindas da Europa. Até mais que a catedral do palácio de Praga ou inclusive a basílica de São Pedro no Vaticano (que na minha opinião só quer ostentar). Infelizmente, ao chegarmos em Milão, fomos recebidos por uma chuva fina e constante. Pior, é que ao sairmos de Florença, estava um clima mais ameno e nem fomos com casacos certos para isso, muito menos com guarda-chuva. Tentamos ver alguma loja para comprar um agasalho para a minha mãe (eu estava relativamente protegido e aguento um pouco mais de frio), mas tudo muito caro para algo que só seria usado por ali mesmo. Por causa da chuva ficamos na região do Duomo e vistamos a Galeria Vittorio Emanuelle, que tem as lojas mais caras de Milão. Nem chegamos a visitar o castelo Sforzesco, mas não foi uma perda considerável.
Na volta para Florença, o tempo ficou melhor (nublado mas sem o frio e chuva) e assim termina uma estada rápida e tranquila na cidade onde Michelangelo se destacou e influenciou bastante todos ao redor. Nos preparando agora para ir para nossa última estada, ROMA!
3 de novembro de 2011
Procurando Nemo...01/11/11
...ou como brincar com arraias.
Saí decidido a visitar o aquário de Genova. Ok, era carinho, mas diziam que era o mais moderno da Europa (como nunca visitei nenhum outro aquário na Europa nem em nenhum outro lugar, até segunda ordem acredito no que dizem) e passara 4 vezes por ali e tinha que visitar de qualquer jeito. Não sabendo o horário de fechamento, fui na sorte. Felizmente não tinha fila e ainda tinha muito tempo para visitar.
O prédio do aquário era extenso e vários andares, tipo do Museo del Mare, mas bem mais moderno. Existia um caminho a ser seguido e logo entrei em uma sala com uma imensa parede com um vidro reforçado, pedras possivelmente semelhantes a do porto e peixes meio que simples nadando por ali. Vários avisos diziam para não usar flash. Ou seja, fotos permitidas. Uma coisa é tirar fotos sem flash em museus. Você só precisa ficar bem parado e apertar o botão enquanto segura a respiração. Outra coisa é tirar fotos sem flash de bichos em movimento e com pouca iluminação. Muitas fotos borradas. Acho que esse lugar é realmente só para visitar e guardar na lembrança (óbvio que tinha turistas bestas tirando com flash, mas funcionários já chegavam junto e davam bronca além de um sistema de som falar em várias línguas para não usar flash. "No Flash, happy fish!")
Seguindo o caminho da exposição, um imenso tubo tanque vertical no meio de uma sala. Uma pilha de pedras no meio do tubo, peixes rodando por ali e vários buracos com moréias! Confesso que fiquei besta com o tamanho dos bichos e como eram feios. Toda hora me lembrava do verme que saía do asteróide em O Império Contra-Ataca. Engraçado que elas ficavam com parte do copor para fora, respirando abrindo e fechando a boca e quando queriam, saiam da toca para enfiar a cabeça e deixar o rabo para fora... sei lá.
Tanque seguinte... alguns peixes grandinhos (tinham placas em cima dos aquários com os nomes dos peixes, mas não dava pra decorar e muitas vezes era difícil associar a foto com o peixe) e dois peixe-boi nadando tranquilamente por entre pilares de pedra. Animais grandes esses e realmente parecem tão dóceis que é incompreensível que tem gente que mata esses bichos.
Próximo tanque. Tubarões. Assim como no anterior, só consegui tirar fotos decentes nos momentos que os animais estavam mais parados ou passando em pontos mais iluminados. Algumas espécies de tubarões estavam passeando por ali. Tinham outros peixes, mas não sei se eram colegas de tanque ou futuras refeições.
Next... golfinhos! Que não estavam por ali. Uma notificação na parede dizia que existiam 3 tanques por onde os golfinhos podiam transitar livremente, mas somente um era exposto ao público. O aquário não poderia fazer nada se os golfinhos não quisessem ir para justamente esse tanque. Ou seja, desculpa célebre da dor de cabeça. Tive que me contentar com uma foto clássica estilo flipper com cabeça pra fora da água.
Outro tanque que mereceu destaque foi dos pinguins. Uma área com algumas pedras e possivelmente ambiente resfriado e vários pinguíns de 3 espécies diferentes dividino o local, formando suas turmas. Um deles resolveu chegar perto e nadar para cima e para baixo seguindo um pai que mostrava o pinguim para a filha de cerca de 2 anos (o que mais irritava era que ele ficava batendo no viro com o dedo com anel, dando gritinhos bestas e agitando tanto o pinguim quanto a filha que dava berros e batendo nas proteções de metal). Como não tinha muito mais o que fazer com os pinguins sem eles quererem, continuei o percurso.
Muitos outros tanques se seguiram. Mostravam fauna e flora dos mares de diversas partes do mundo (não eram muitos tipos diferentes de ecossistema, mas juntavam vários tipos de peixes num mesmo lugar). Tirei várias fotos meio escuras e borradas. Depois veria se dava para aproveitar algo. Num andar inferior, tinha uma exposição de florestas tropicais e uma parte com tanques mais baixos e a parte de cima exposta para o público. Finalmente cheguei no ponto máximo daquele trecho.
Um imenso tanque raso tinha várias arraias de pelo menos 2 espécies que ficavam "planando" pelo fundo. Uma placa dizia que era possível acariciar os animais desde que fosse de forma gentil (o que todos faziam) e que não tocassem nos olhos e guelras dos mesmos (Era um pouco difícil as vezes ver os olhos, pois eram da mesma coloração da pele, mas as guelras eram evidentes). Outro ponto dizia que não era para retirar os animais da água pela cauda.
Espere um pouco. Não era permitido retirar os animais pela cauda??? Quer dizer que eu poderia retirar de outra forma, tipo segurando pelas nadadeiras?!?! Li o aviso em inglês e comparando com o aviso em italiano, não parecia ser um erro de tradução. Ainda bem que o pessoal levou na interpretação de não poder tirar os animais da água. Sorte das arraias.
Mas o mais engraçado era que algumas arraias simplesmente nadavam em sua direção caso você ficasse batendo levemente na água. Elas até colocavam a parte da frente do corpo para fora dágua, como se estivesse se mostrando. Lógico que se afastavam quando chegavam perto, mas se medisse bem o tempo, era possível estender a mão por dentro da água e passar os dedos pela superfície do animal. Parecia um couro diferente. Bem liso nas extremidades, mas bem áspero perto do centro. Parecia aquelas paredes com textura rugosa, só que um pouco mais macia. Uma arraia maior e mais escura ficava no fundo e mal se mexia. No final do meu período por ali, essa chegou mais perto da beirada e ficou ali, parada. Fiquei um tempo colocando a mão na água e acariciando o bicho. Os olhos só se mexendo e as guelras abrindo e fechando. De resto, nem parecia se incomodar com os turistas metendo a mão. Não pude brincar com golfinhos, mas esse momento valeu pelo passeio.
Ali era praticamente o final do passeio. Ainda tinha uns poucos tanques com águas-vivas e outros peixes, mas com menos impacto do que no começo ou com as arraias. Lógico que tinha tanques com os famosos peixes-palhaço, mais conhecidos pelo Nemo do filme, mas até esses eram sem graça. Se esse era o mais moderno e um dos melhores aquários da Europa, nem quero ver o pior ou o menor. Mas deu para ficar um bom tempo ali e serviu como último passeio por Genova antes de seguir adiante na viagem pela Itália.
Saí decidido a visitar o aquário de Genova. Ok, era carinho, mas diziam que era o mais moderno da Europa (como nunca visitei nenhum outro aquário na Europa nem em nenhum outro lugar, até segunda ordem acredito no que dizem) e passara 4 vezes por ali e tinha que visitar de qualquer jeito. Não sabendo o horário de fechamento, fui na sorte. Felizmente não tinha fila e ainda tinha muito tempo para visitar.
O prédio do aquário era extenso e vários andares, tipo do Museo del Mare, mas bem mais moderno. Existia um caminho a ser seguido e logo entrei em uma sala com uma imensa parede com um vidro reforçado, pedras possivelmente semelhantes a do porto e peixes meio que simples nadando por ali. Vários avisos diziam para não usar flash. Ou seja, fotos permitidas. Uma coisa é tirar fotos sem flash em museus. Você só precisa ficar bem parado e apertar o botão enquanto segura a respiração. Outra coisa é tirar fotos sem flash de bichos em movimento e com pouca iluminação. Muitas fotos borradas. Acho que esse lugar é realmente só para visitar e guardar na lembrança (óbvio que tinha turistas bestas tirando com flash, mas funcionários já chegavam junto e davam bronca além de um sistema de som falar em várias línguas para não usar flash. "No Flash, happy fish!")
Seguindo o caminho da exposição, um imenso tubo tanque vertical no meio de uma sala. Uma pilha de pedras no meio do tubo, peixes rodando por ali e vários buracos com moréias! Confesso que fiquei besta com o tamanho dos bichos e como eram feios. Toda hora me lembrava do verme que saía do asteróide em O Império Contra-Ataca. Engraçado que elas ficavam com parte do copor para fora, respirando abrindo e fechando a boca e quando queriam, saiam da toca para enfiar a cabeça e deixar o rabo para fora... sei lá.
Tanque seguinte... alguns peixes grandinhos (tinham placas em cima dos aquários com os nomes dos peixes, mas não dava pra decorar e muitas vezes era difícil associar a foto com o peixe) e dois peixe-boi nadando tranquilamente por entre pilares de pedra. Animais grandes esses e realmente parecem tão dóceis que é incompreensível que tem gente que mata esses bichos.
Próximo tanque. Tubarões. Assim como no anterior, só consegui tirar fotos decentes nos momentos que os animais estavam mais parados ou passando em pontos mais iluminados. Algumas espécies de tubarões estavam passeando por ali. Tinham outros peixes, mas não sei se eram colegas de tanque ou futuras refeições.
Next... golfinhos! Que não estavam por ali. Uma notificação na parede dizia que existiam 3 tanques por onde os golfinhos podiam transitar livremente, mas somente um era exposto ao público. O aquário não poderia fazer nada se os golfinhos não quisessem ir para justamente esse tanque. Ou seja, desculpa célebre da dor de cabeça. Tive que me contentar com uma foto clássica estilo flipper com cabeça pra fora da água.
Outro tanque que mereceu destaque foi dos pinguins. Uma área com algumas pedras e possivelmente ambiente resfriado e vários pinguíns de 3 espécies diferentes dividino o local, formando suas turmas. Um deles resolveu chegar perto e nadar para cima e para baixo seguindo um pai que mostrava o pinguim para a filha de cerca de 2 anos (o que mais irritava era que ele ficava batendo no viro com o dedo com anel, dando gritinhos bestas e agitando tanto o pinguim quanto a filha que dava berros e batendo nas proteções de metal). Como não tinha muito mais o que fazer com os pinguins sem eles quererem, continuei o percurso.
Muitos outros tanques se seguiram. Mostravam fauna e flora dos mares de diversas partes do mundo (não eram muitos tipos diferentes de ecossistema, mas juntavam vários tipos de peixes num mesmo lugar). Tirei várias fotos meio escuras e borradas. Depois veria se dava para aproveitar algo. Num andar inferior, tinha uma exposição de florestas tropicais e uma parte com tanques mais baixos e a parte de cima exposta para o público. Finalmente cheguei no ponto máximo daquele trecho.
Um imenso tanque raso tinha várias arraias de pelo menos 2 espécies que ficavam "planando" pelo fundo. Uma placa dizia que era possível acariciar os animais desde que fosse de forma gentil (o que todos faziam) e que não tocassem nos olhos e guelras dos mesmos (Era um pouco difícil as vezes ver os olhos, pois eram da mesma coloração da pele, mas as guelras eram evidentes). Outro ponto dizia que não era para retirar os animais da água pela cauda.
Espere um pouco. Não era permitido retirar os animais pela cauda??? Quer dizer que eu poderia retirar de outra forma, tipo segurando pelas nadadeiras?!?! Li o aviso em inglês e comparando com o aviso em italiano, não parecia ser um erro de tradução. Ainda bem que o pessoal levou na interpretação de não poder tirar os animais da água. Sorte das arraias.
Mas o mais engraçado era que algumas arraias simplesmente nadavam em sua direção caso você ficasse batendo levemente na água. Elas até colocavam a parte da frente do corpo para fora dágua, como se estivesse se mostrando. Lógico que se afastavam quando chegavam perto, mas se medisse bem o tempo, era possível estender a mão por dentro da água e passar os dedos pela superfície do animal. Parecia um couro diferente. Bem liso nas extremidades, mas bem áspero perto do centro. Parecia aquelas paredes com textura rugosa, só que um pouco mais macia. Uma arraia maior e mais escura ficava no fundo e mal se mexia. No final do meu período por ali, essa chegou mais perto da beirada e ficou ali, parada. Fiquei um tempo colocando a mão na água e acariciando o bicho. Os olhos só se mexendo e as guelras abrindo e fechando. De resto, nem parecia se incomodar com os turistas metendo a mão. Não pude brincar com golfinhos, mas esse momento valeu pelo passeio.
Ali era praticamente o final do passeio. Ainda tinha uns poucos tanques com águas-vivas e outros peixes, mas com menos impacto do que no começo ou com as arraias. Lógico que tinha tanques com os famosos peixes-palhaço, mais conhecidos pelo Nemo do filme, mas até esses eram sem graça. Se esse era o mais moderno e um dos melhores aquários da Europa, nem quero ver o pior ou o menor. Mas deu para ficar um bom tempo ali e serviu como último passeio por Genova antes de seguir adiante na viagem pela Itália.
Último dia em Genova...01/11/11
...ou como enfrentar o sono.
E acaba o mês e começa outro. E mais um dia em Genova com o café da manhã com dona Paula já sabendo o que queriamos. Atendimento praticamente particular, pois depois dos dois primeiro dias, somente nesse que entrou mais um hóspede. Isso ajudou pois não tinhamos problema com o banheiro (que seria compartilhado com mais um quarto) e o café da manhã era tranquilo.
Saímos andando pela cidade para ver como seria o ambiente durante um feriado. Como costumamos acordar cedo, as ruas sempre estão relativamente vazias, mesmo até as que costumam ficar mais movimentadas. Fomos passando por agumas igrejas, mas pelos horários, as missas ainda demorariam ou já teriam terminado. Na Piazza Ferrari, havia uma igreja (Chiesa del Gesu) que várias pessoas estavam entrando. Acabamos seguindo o fluxo e a missa estava prevista para dali a 10 minutos. Minha mãe queria sentar lá pelas primeiras fileiras, mas com um pouco de resistência, consegui fazer com que sentassemos mais para o fundo. Mesmo sentados esperando uma missa de Todos os Santos, ela disse que não faria o repetitivo ritual de senta/levanta que tem em todas as missas. Eu que não sou religioso e ela que não queria seguir o ritual. Dois turistas em uma terra estrangeira, acompanhando uma missa numa língua não familiar e que ficariam sentados o tempo todo. Espero que os fiéis não sejam ortodoxos.
E começa a missa. Todos de pé (menos nós dois e duas pessoas de mais idade que acho que tinham problemas nas pernas) e um padre começa a falar o conteúdo do programa. Mesmo que não entendesse muita coisa, poderia ter pego o programa. Pelo menos saberia se faltava muito para acabar. Tinha o assistente que ficava no órgão, tocando música e cantando nos pontos indicados e um padre mais velho esperando a deixa para começar o sermão.
Confesso que acordando cedo todos os dias, estando sentado e parado, escutando um sermão de padre numa outra língua, foi uma enorme dificuldade não demonstrar que estava com sono (talvez demonstrar sono não fosse o problema. Pior era dar aquela famosa "pescada" com a cabeça que denuncia de longe).
Missa rolando, padre dando sermão, assistente tocando e cantando. Um senhor na fileira de trás lembrava o Cid Moreira recitando passagens da bíblia (em italiano) com uma voz cantada e grave. Quase senti incomodado de não seguir o ritual. Apenas olhando para frente, fingindo que não era comigo. Qualquer coisa dizia que era minha mãe que queria ver a missa (o que era verdade) e como ela não entendia nada, não teria problema em alegar ignorância. Mas não ficamos até o final. Depois de passarem as sacolinhas (pessoas da igreja bem melhor vestidas que a melhor beata dali) e dos cumprimentos entre os fieis (mesmo estando sentados, os outros nos estendiam as mãos para cumprimentar. Educados pelo menos eles são), resolvemos sair da igrejade fininho durante a entrega das hóstias. Aí já seria pedir demais ficar até o sermão final. Ao nos levantarmos, vimos que a igreja encheu bastante desde que entramos nela. E ainda teriam outras missas até o final do dia.
Chega de missa. Continuamos a Via San Lorenzo até o porto. Andamos até pouco depois do aquário (mais tarde faria uma visita) e fomos até uma espécie de doca para pedestres que ficava ancorado no porto e tinha vários bancos para as pessoas sentarem e curtirem a paisagem. Ficamos sentados lá vendo a vida passar (na verdade a maré e as gaivotas voando e pousando na água) por um bom tempo. Simplesmente adaptados ao clima parado de feriado.
Na saída de lá, tentamos achar um lugar para pegar coisas para comer, mas muitas lojas estavam fechadas. No final, optamos pelo mais fácil. Voltamos para o albergue e comemos sanduíches com salaminho e queijo. Não foi das melhores opções, mas Genova não tinha muita coisa aberta para escolher. Aproveitamos o momento para descansar um pouco e colocar as coisas em dia. Depois de algum tempo, minha mãe resolveu que ficaria pelo quarto mesmo. Resolvi que ainda exploraria um pouco a cidade e deixando o notebook ligado com ela, resolvi sair sozinho e procurar Nemo...
E acaba o mês e começa outro. E mais um dia em Genova com o café da manhã com dona Paula já sabendo o que queriamos. Atendimento praticamente particular, pois depois dos dois primeiro dias, somente nesse que entrou mais um hóspede. Isso ajudou pois não tinhamos problema com o banheiro (que seria compartilhado com mais um quarto) e o café da manhã era tranquilo.
Saímos andando pela cidade para ver como seria o ambiente durante um feriado. Como costumamos acordar cedo, as ruas sempre estão relativamente vazias, mesmo até as que costumam ficar mais movimentadas. Fomos passando por agumas igrejas, mas pelos horários, as missas ainda demorariam ou já teriam terminado. Na Piazza Ferrari, havia uma igreja (Chiesa del Gesu) que várias pessoas estavam entrando. Acabamos seguindo o fluxo e a missa estava prevista para dali a 10 minutos. Minha mãe queria sentar lá pelas primeiras fileiras, mas com um pouco de resistência, consegui fazer com que sentassemos mais para o fundo. Mesmo sentados esperando uma missa de Todos os Santos, ela disse que não faria o repetitivo ritual de senta/levanta que tem em todas as missas. Eu que não sou religioso e ela que não queria seguir o ritual. Dois turistas em uma terra estrangeira, acompanhando uma missa numa língua não familiar e que ficariam sentados o tempo todo. Espero que os fiéis não sejam ortodoxos.
E começa a missa. Todos de pé (menos nós dois e duas pessoas de mais idade que acho que tinham problemas nas pernas) e um padre começa a falar o conteúdo do programa. Mesmo que não entendesse muita coisa, poderia ter pego o programa. Pelo menos saberia se faltava muito para acabar. Tinha o assistente que ficava no órgão, tocando música e cantando nos pontos indicados e um padre mais velho esperando a deixa para começar o sermão.
Confesso que acordando cedo todos os dias, estando sentado e parado, escutando um sermão de padre numa outra língua, foi uma enorme dificuldade não demonstrar que estava com sono (talvez demonstrar sono não fosse o problema. Pior era dar aquela famosa "pescada" com a cabeça que denuncia de longe).
Missa rolando, padre dando sermão, assistente tocando e cantando. Um senhor na fileira de trás lembrava o Cid Moreira recitando passagens da bíblia (em italiano) com uma voz cantada e grave. Quase senti incomodado de não seguir o ritual. Apenas olhando para frente, fingindo que não era comigo. Qualquer coisa dizia que era minha mãe que queria ver a missa (o que era verdade) e como ela não entendia nada, não teria problema em alegar ignorância. Mas não ficamos até o final. Depois de passarem as sacolinhas (pessoas da igreja bem melhor vestidas que a melhor beata dali) e dos cumprimentos entre os fieis (mesmo estando sentados, os outros nos estendiam as mãos para cumprimentar. Educados pelo menos eles são), resolvemos sair da igrejade fininho durante a entrega das hóstias. Aí já seria pedir demais ficar até o sermão final. Ao nos levantarmos, vimos que a igreja encheu bastante desde que entramos nela. E ainda teriam outras missas até o final do dia.
Chega de missa. Continuamos a Via San Lorenzo até o porto. Andamos até pouco depois do aquário (mais tarde faria uma visita) e fomos até uma espécie de doca para pedestres que ficava ancorado no porto e tinha vários bancos para as pessoas sentarem e curtirem a paisagem. Ficamos sentados lá vendo a vida passar (na verdade a maré e as gaivotas voando e pousando na água) por um bom tempo. Simplesmente adaptados ao clima parado de feriado.
Na saída de lá, tentamos achar um lugar para pegar coisas para comer, mas muitas lojas estavam fechadas. No final, optamos pelo mais fácil. Voltamos para o albergue e comemos sanduíches com salaminho e queijo. Não foi das melhores opções, mas Genova não tinha muita coisa aberta para escolher. Aproveitamos o momento para descansar um pouco e colocar as coisas em dia. Depois de algum tempo, minha mãe resolveu que ficaria pelo quarto mesmo. Resolvi que ainda exploraria um pouco a cidade e deixando o notebook ligado com ela, resolvi sair sozinho e procurar Nemo...
2 de novembro de 2011
Sobre fotos no blog....
Só para explicar. Os últimos posts estão sem fotos por uma questão de agilidade. Como estou relativamente atrasado com os posts, toda vez que tentava postar um com fotos, o upload demorava um bom tempo, isso se não precisasse repetir o processo. A transição do wordpress para o blogspot apenas diminuiu o problema de upload das fotos. Por isso, mesmo que eu tivesse escrito um post anteriormente, o processo de upload de fotos e postagem do post poderia levar 30 a 40 minutos. Como também preciso fazer outras coisas na internet, como procurar locais, reservar hoteis, checar mails, acabava deixando apenas 1 ou dois posts por dia, atrasando tudo.
No momento, em Florença, a internet no quarto varia entre 1 e 2 palitos, o que dificulta bastante o upload. Quando eu conseguir uma conexão melhor, vou fazer um ou mais posts apenas com fotos tiradas nos locais e uma breve descrição do lugar.
De tudo o mais, continuem seguindo a minha viagem.
Obrigado pela preferência!
No momento, em Florença, a internet no quarto varia entre 1 e 2 palitos, o que dificulta bastante o upload. Quando eu conseguir uma conexão melhor, vou fazer um ou mais posts apenas com fotos tiradas nos locais e uma breve descrição do lugar.
De tudo o mais, continuem seguindo a minha viagem.
Obrigado pela preferência!
Passeando pelo porto...31/10/11
...ou como o porto realmente é grande.
Precisavamos desgatar todas aquelas calorias da focaccia do almoço. Vamos novamente para o porto. Pelo que vimos, o porto é o point principal da cidade. Isso e a XX de Settembre (que passamos novamente por ela. Eu disse que fariamos muitas vezes). A intenção era continuar até mais adiante no porto (na primeira vez paramos no Museo del Mare e na segunda viemos no caminho inverso) talvez até a Lanterna de Genova (nada mais que o farol da cidade mas que tem mais de 450 anos e construído em um lugar usado para orientaçãod e navios desde o século XII). Mas novamente paramos bem antes até que do Museo. Vimos um barco de passageiros atracar e várias pessoas saindo dele. Um painel com vários anúncios mostravam diversos tipos de passeio e pelo que vimos, aquele barco faria um passeio pelo porto de Genova, numa viagem de 50 minutos e por um preço barato. Diversão a baixo preço e gastando tempo? Estamos dentro.
Sentamos no deck superior, bem na frente, para garantir uma boa visão. Lógico que isso nos traria de frente com o vento, mas estavamos previnidos. O passeio começa e tem guia falando pelos alto falantes. Tudo em italiano. Precisei me concentrar bastante para pegar os principais pontos sobre cada lugar que a guia descrevia. Em suma, foi o que pensei. O porto de Genova seria um dos principais portos da Itália. Ponto de destaque em qualquer cruzeiro de passageiros pelo Mediterrâneo, rota para vários navios cargueiros que vinham para ou da Itália e outros países e com uma enorme capacidade de atendimento a passageiros (mais de 500 mil de cruzeiros e 3 milhões para Turquia e outros países do Mediterrâneo) e carga (milhões de toneladas de produto por ano). Isso tudo tendo começado a ser construído no século VI. Um extenso quebra-mar de mais de 2 quilômetros de comprimento e mais de 50 metros de altura, impedia as intempéries do oceano em dias ruins. Diversas estruturas foram construídas para abastecer e prestar auxílio a diversas embarcações e um pátio com gigantescos guindastes forneciam o carregamento e descarregamento de produtos. Também do barco, era possível se ter uma visão da geografia de Genova. A princípio, parecia um imenso favelão, com inúmeros prédios amontoados um ao lado do outro, subindo as encostas dos morros. No alto do complexo de morros que cercavam Genova, 5 grandes castelos construídos para a proteção da cidade e do porto (dali pudemos ver que um desses castelos ficava mais acima da estação de Zighi no funiculário). Passeio até que rápido, mas serviu para conhecer melhor a cidade.
Passeamos mais um pouco pelas ruas da cidade, vendo o comércio (há também uma FNAC por aqui) e havia várias pessoas fantasiadas para o Haloween. Não era exatamente uma tradição, mas muitas lojas estavam enfeitadas para a ocasião e pessoas aderiram ao hábito. Agora só nos restava esperar pelo feriado dia 1.
Precisavamos desgatar todas aquelas calorias da focaccia do almoço. Vamos novamente para o porto. Pelo que vimos, o porto é o point principal da cidade. Isso e a XX de Settembre (que passamos novamente por ela. Eu disse que fariamos muitas vezes). A intenção era continuar até mais adiante no porto (na primeira vez paramos no Museo del Mare e na segunda viemos no caminho inverso) talvez até a Lanterna de Genova (nada mais que o farol da cidade mas que tem mais de 450 anos e construído em um lugar usado para orientaçãod e navios desde o século XII). Mas novamente paramos bem antes até que do Museo. Vimos um barco de passageiros atracar e várias pessoas saindo dele. Um painel com vários anúncios mostravam diversos tipos de passeio e pelo que vimos, aquele barco faria um passeio pelo porto de Genova, numa viagem de 50 minutos e por um preço barato. Diversão a baixo preço e gastando tempo? Estamos dentro.
Sentamos no deck superior, bem na frente, para garantir uma boa visão. Lógico que isso nos traria de frente com o vento, mas estavamos previnidos. O passeio começa e tem guia falando pelos alto falantes. Tudo em italiano. Precisei me concentrar bastante para pegar os principais pontos sobre cada lugar que a guia descrevia. Em suma, foi o que pensei. O porto de Genova seria um dos principais portos da Itália. Ponto de destaque em qualquer cruzeiro de passageiros pelo Mediterrâneo, rota para vários navios cargueiros que vinham para ou da Itália e outros países e com uma enorme capacidade de atendimento a passageiros (mais de 500 mil de cruzeiros e 3 milhões para Turquia e outros países do Mediterrâneo) e carga (milhões de toneladas de produto por ano). Isso tudo tendo começado a ser construído no século VI. Um extenso quebra-mar de mais de 2 quilômetros de comprimento e mais de 50 metros de altura, impedia as intempéries do oceano em dias ruins. Diversas estruturas foram construídas para abastecer e prestar auxílio a diversas embarcações e um pátio com gigantescos guindastes forneciam o carregamento e descarregamento de produtos. Também do barco, era possível se ter uma visão da geografia de Genova. A princípio, parecia um imenso favelão, com inúmeros prédios amontoados um ao lado do outro, subindo as encostas dos morros. No alto do complexo de morros que cercavam Genova, 5 grandes castelos construídos para a proteção da cidade e do porto (dali pudemos ver que um desses castelos ficava mais acima da estação de Zighi no funiculário). Passeio até que rápido, mas serviu para conhecer melhor a cidade.
Passeamos mais um pouco pelas ruas da cidade, vendo o comércio (há também uma FNAC por aqui) e havia várias pessoas fantasiadas para o Haloween. Não era exatamente uma tradição, mas muitas lojas estavam enfeitadas para a ocasião e pessoas aderiram ao hábito. Agora só nos restava esperar pelo feriado dia 1.
Comida típica Genovesa...31/10/11
...ou como ter tanta caloria em tão pouco.
Na volta do funiculário, fomos pelas vias até o porto, mas paramos em uma espécie de padaria para finalmente comprar o que seria o prato típico da cidade (apesar de ter em outros cantos e não ser exatamente um prato, o considero aqui para efeitos de narrativa).
Focaccia!
Podem pensar que seria semelhante as Fogazas vendidas no Brasil. Digo o que uma amiga minha que mora em Milão disse. Nada poderia ser tão longe da verdade. A palvra Fogaza nem quer dizer nada e não tem nada de semelhante as legítimas focaccias. É uma massa semelhante a do pão ou pizza, só que ao assar no forno, coloca-se azeite para não ficar seco. A aparência é um pão cheio de ondulações e seco, mas ao pegar e comer, realmente é uma massa macia e gordurosa. Considera-se bem calórico. Pegamos um bom pedaço de focaccia e vários outros exemplares de doces que vendiam ali. Como aquilo ali era para levar, então levamos de volta para o albergue. Foi uma refeição estilo fast-food, mas pelo menos podemos dizer que experimentamos da cozinha local.
Na volta do funiculário, fomos pelas vias até o porto, mas paramos em uma espécie de padaria para finalmente comprar o que seria o prato típico da cidade (apesar de ter em outros cantos e não ser exatamente um prato, o considero aqui para efeitos de narrativa).
Focaccia!
Podem pensar que seria semelhante as Fogazas vendidas no Brasil. Digo o que uma amiga minha que mora em Milão disse. Nada poderia ser tão longe da verdade. A palvra Fogaza nem quer dizer nada e não tem nada de semelhante as legítimas focaccias. É uma massa semelhante a do pão ou pizza, só que ao assar no forno, coloca-se azeite para não ficar seco. A aparência é um pão cheio de ondulações e seco, mas ao pegar e comer, realmente é uma massa macia e gordurosa. Considera-se bem calórico. Pegamos um bom pedaço de focaccia e vários outros exemplares de doces que vendiam ali. Como aquilo ali era para levar, então levamos de volta para o albergue. Foi uma refeição estilo fast-food, mas pelo menos podemos dizer que experimentamos da cozinha local.
Segundo dia em Genova...31/10/11
...ou como subir pelo buraco.
Amanhece novamente em Genova. O dia não se decide se vai fazer mais ou menos frio que o anterior. Café da manhã de sempre, porém durante a noite anterior, chegou uma família grande para os quartos restantes. Até onde conseguimos ver, 4 adultos e 3 crianças. Ainda bem que acordaram bem depois e pudemos tomar café da manhã em paz.
Por garantia, resolvemos ir até a estação de trem garantir as passagens de nossa próxima etapa. A senhora do guichê sabia um pouco de inglês, mas a comunicação foi um pouco difícil. Ela não entendia direito a data que eu queria e até pegou um calendário na parede para que eu apontasse a data correta. Por causa de nossa experiência anterior, queria até tentar pegar a 1a classe (diferença de 5 euros) mas na troca de informações truncadas, acabamos ficando novamente com a segunda classe. Pelo menos eram lugares lado a lado (de frente para o outro na janela da cabine com 6 pessoas, mas mesmo assim melhor que ser em cabines diferentes).
Subimos pela XX de Settembre (vamos passar muitas vezes por aqui) e tomamos um outro caminho ao chegar no chafariz da Piazza Ferrari. Novamente chegamos a Via Garibaldi e agora ela parecia ser melhor durante o dia. Não perdemos muito tempo por ali, pois minha intenção era outro lugar. Mais para frente, chegamos a uma praça (nem todas as praças por aqui são pedaços de terra cercados de ruas. Um entroncamento de ruas com um espaço mais largo entre elas acaba ganhando esse título) onde um prédio discreto abrigava o funiculário Zecca-Righi.
Funiculário. Procure no google caso não acredite.
Um elevador para subir pelo morro até um lugar mais alto. Genova tem vários. Lógico que existe acesso por ruas e até a pé, mas o elevador ajuda mais. Um passeio de 15 minutos por dentro da rocha nos levou até a estação de Righi. Um ponto onde se tinha uma ampla visão da cidade. Em Sacre Couer em Paris tinha um, mas nada comparado com esse aqui, em se tratando de extensão. Uma coisa que descobrimos depois era que lá no alto, não era exatamente o máximo que achavamos que poderiamos ter ido. Tinha umas extradas que subiam, mas não sabiamos o que tinha por lá e o ticket do funiculário estava expirando. Tirei várias fotos da cidade e nos pusemos a descer novamente. Hora mais uma vez de procurar almoço. Dessa vez seria mais cedo.
Amanhece novamente em Genova. O dia não se decide se vai fazer mais ou menos frio que o anterior. Café da manhã de sempre, porém durante a noite anterior, chegou uma família grande para os quartos restantes. Até onde conseguimos ver, 4 adultos e 3 crianças. Ainda bem que acordaram bem depois e pudemos tomar café da manhã em paz.
Por garantia, resolvemos ir até a estação de trem garantir as passagens de nossa próxima etapa. A senhora do guichê sabia um pouco de inglês, mas a comunicação foi um pouco difícil. Ela não entendia direito a data que eu queria e até pegou um calendário na parede para que eu apontasse a data correta. Por causa de nossa experiência anterior, queria até tentar pegar a 1a classe (diferença de 5 euros) mas na troca de informações truncadas, acabamos ficando novamente com a segunda classe. Pelo menos eram lugares lado a lado (de frente para o outro na janela da cabine com 6 pessoas, mas mesmo assim melhor que ser em cabines diferentes).
Subimos pela XX de Settembre (vamos passar muitas vezes por aqui) e tomamos um outro caminho ao chegar no chafariz da Piazza Ferrari. Novamente chegamos a Via Garibaldi e agora ela parecia ser melhor durante o dia. Não perdemos muito tempo por ali, pois minha intenção era outro lugar. Mais para frente, chegamos a uma praça (nem todas as praças por aqui são pedaços de terra cercados de ruas. Um entroncamento de ruas com um espaço mais largo entre elas acaba ganhando esse título) onde um prédio discreto abrigava o funiculário Zecca-Righi.
Funiculário. Procure no google caso não acredite.
Um elevador para subir pelo morro até um lugar mais alto. Genova tem vários. Lógico que existe acesso por ruas e até a pé, mas o elevador ajuda mais. Um passeio de 15 minutos por dentro da rocha nos levou até a estação de Righi. Um ponto onde se tinha uma ampla visão da cidade. Em Sacre Couer em Paris tinha um, mas nada comparado com esse aqui, em se tratando de extensão. Uma coisa que descobrimos depois era que lá no alto, não era exatamente o máximo que achavamos que poderiamos ter ido. Tinha umas extradas que subiam, mas não sabiamos o que tinha por lá e o ticket do funiculário estava expirando. Tirei várias fotos da cidade e nos pusemos a descer novamente. Hora mais uma vez de procurar almoço. Dessa vez seria mais cedo.
Tarde/Noite em Genova...30/10/11
...ou como o feriado parecia estar em lugar errado.
Era domingo. Restaurantes relativamente cheios. Apesar de termos chegado nos momentos finais de um deles. Era um restaurante com menu fixo assim como o preço. Macarrão a bolognesa, frango com batatas e uma bebida. Lógico que fomos disso. Tentando entender as coisas, descobrimos no meio do caminho que o frango havia acabado. As opções eram uma salada mista e algo a parmeggiana. Escrevi esse "algo" porque na verdade não havia captado exatamente o que era. Mas algo a parmeggiana no lugar de frango, meu cérebro assumiu ser bife. Minha mãe pediu a salada. Esperamos e descobri o que era a parmeggiana. Berinjela.
Odeio berinjela e não estava disposto a começar a gostar. Ainda bem que minha mãe pediu salada. Ela pegou um pouco da salada e juntou com a berinjela e eu peguei o resto da salada. Depois eu fui procurar na internet como era berinjela em italiano (melanzana), mas não parecia ter escutado eles falarem isso. Demos uma rápida volta ao albergue, pois o restaurante estava sem banheiro e voltamos a nos embrenhar pela cidade. Resolvemos tomar um outro caminho que subia uma longa ladeira (nunca mais pegamos esse caminho durante nossa estada por aqui. Minha mãe fez questão disso) e fomos conhecer a via Garibaldi. Mais um lugar que descobrimos que teria sido melhor durante o dia. Muitos prédios de bancos que os saguões internos eram abertos ao público com algumas pinturas e estátuas. Não sabendo mais o que fazer por ali, uma vez que já estava anoitecendo (saímos tarde do museu e o almoço fez com que a tarde passasse rápido) pegamos uma viela intencionando ir até o centro histórico.
Essa viela era uma longa jornada por lugares mal iluminados, em obras e com travessas perpendiculares que lembravam becos de favela. O bom era que muita gente descia por ali. O ruim era que não acabava nunca. As vias de Genova são desse jeito. Muitas delas se estendem por quarteirões e como a cidade é nas encostas de morros, tudo é uma longa ladeira. Ao final da viela, uma praça e várias ruas saindo para lados diferentes. Serviu para algo, pois encontramos um Carrefour express (até aqui tem, ainda bem) e pudemos comprar as coisas que comeriamos nas noites seguintes. Depois de mais uns giros, saímos na Via San Lorenzo, da catedral, e subimos o longo caminho para o albergue. Uma coisa que chamava a atenção era que muitas lojas estavam com avisos nas portas dizendo que não abririam ou no dia 31 ou no dia 01 ou em ambos... feriado seria dia 2. Estariam os italianos mais acomodados que os brasileiros e querendo enforcar mais do que devia? Estava parecendo que talvez o feriado de Finados não fosse exatamente um feriado ou talvez dia 1 também fosse feriado. Precisavamos confirmar isso. Especialmente pelo fato de talvez precisarmos depender de lojas e ou mercados para nossas compras diárias.
No dia seguinte, confirmei com Francesco que de fato dia 1 e não dia 2 era feriado. Antigamente os dois dias eram feriados, mas o dia 2 foi removido. Ou seja, comemoram com feriado o dia de Todos os Santos e não Finados.
Era domingo. Restaurantes relativamente cheios. Apesar de termos chegado nos momentos finais de um deles. Era um restaurante com menu fixo assim como o preço. Macarrão a bolognesa, frango com batatas e uma bebida. Lógico que fomos disso. Tentando entender as coisas, descobrimos no meio do caminho que o frango havia acabado. As opções eram uma salada mista e algo a parmeggiana. Escrevi esse "algo" porque na verdade não havia captado exatamente o que era. Mas algo a parmeggiana no lugar de frango, meu cérebro assumiu ser bife. Minha mãe pediu a salada. Esperamos e descobri o que era a parmeggiana. Berinjela.
Odeio berinjela e não estava disposto a começar a gostar. Ainda bem que minha mãe pediu salada. Ela pegou um pouco da salada e juntou com a berinjela e eu peguei o resto da salada. Depois eu fui procurar na internet como era berinjela em italiano (melanzana), mas não parecia ter escutado eles falarem isso. Demos uma rápida volta ao albergue, pois o restaurante estava sem banheiro e voltamos a nos embrenhar pela cidade. Resolvemos tomar um outro caminho que subia uma longa ladeira (nunca mais pegamos esse caminho durante nossa estada por aqui. Minha mãe fez questão disso) e fomos conhecer a via Garibaldi. Mais um lugar que descobrimos que teria sido melhor durante o dia. Muitos prédios de bancos que os saguões internos eram abertos ao público com algumas pinturas e estátuas. Não sabendo mais o que fazer por ali, uma vez que já estava anoitecendo (saímos tarde do museu e o almoço fez com que a tarde passasse rápido) pegamos uma viela intencionando ir até o centro histórico.
Essa viela era uma longa jornada por lugares mal iluminados, em obras e com travessas perpendiculares que lembravam becos de favela. O bom era que muita gente descia por ali. O ruim era que não acabava nunca. As vias de Genova são desse jeito. Muitas delas se estendem por quarteirões e como a cidade é nas encostas de morros, tudo é uma longa ladeira. Ao final da viela, uma praça e várias ruas saindo para lados diferentes. Serviu para algo, pois encontramos um Carrefour express (até aqui tem, ainda bem) e pudemos comprar as coisas que comeriamos nas noites seguintes. Depois de mais uns giros, saímos na Via San Lorenzo, da catedral, e subimos o longo caminho para o albergue. Uma coisa que chamava a atenção era que muitas lojas estavam com avisos nas portas dizendo que não abririam ou no dia 31 ou no dia 01 ou em ambos... feriado seria dia 2. Estariam os italianos mais acomodados que os brasileiros e querendo enforcar mais do que devia? Estava parecendo que talvez o feriado de Finados não fosse exatamente um feriado ou talvez dia 1 também fosse feriado. Precisavamos confirmar isso. Especialmente pelo fato de talvez precisarmos depender de lojas e ou mercados para nossas compras diárias.
No dia seguinte, confirmei com Francesco que de fato dia 1 e não dia 2 era feriado. Antigamente os dois dias eram feriados, mas o dia 2 foi removido. Ou seja, comemoram com feriado o dia de Todos os Santos e não Finados.
Primeiro dia em Genova...30/10/11
...ou Colombo nasceu aqui.
Se lembra que eu disse que estavamos tendo sorte com o café da manhã dos albergues? Aqui também foi assim. Existe um casal que cuida do albergue. Paula e Francesco. Ficamos com a opinião que Francesco cuida única e exclusivamente de receber os hóspedes. Paula que realmente toma conta de tudo. Ela que que recebe o pagamento e faz os recibos, limpa o albergue, arruma as camas dos quartos, limpa o banheiro e faz o café da manhã. Quando chegamos na sala, ela nos recebeu com um sorriso e pergunto o que queriamos: café, chá, leite, capuccino ou chocolate quente. Enquanto minha mãe ficava com o hábito do café, resolvo ficar no capuccino. Como opções, ainda tinha cereais, bolos, pão com uma torradeira, cream cheese, manteiga, geleia, iogurte, suco de laranja, biscoitos amanteigados, queijo e um tipo de presunto que parecia o presunto parma. Aparentemente os italianos devem comer bastante durante o café da manhã (ou pelo menos a Paula achava). Um outro casal e um senhor estavam no albergue e compartilharam a mesa. Como nem eu nem minha mãe falamos italiano, ficamos boiando.
Saindo do albergue e recebendo um clima frio de Outono, descemos o morro e fomos direto para a praça Colombo (aquela cheia de gente da noite anterior) e seguimos até chegar na XX de Settembre. Agora com a luz do dia, ficava mais fácil admirar os imensos arcos que cobriam as lojas de ambos os lados. Uma coisa que precisa ser comentado é que os prédios são antigos e praticamente todos com a mesma altura (altos, tipo 5 a 7 andares). Segundo Francesco, muitos prédios variavam entre os séculos XI e XVIII ! Com certeza os mais antigos devem ter recebido uma renovação na fachada, pois estavam todos pintados, bonitinhos, parecendo ter apenas 30 anos. Outra coisa a se notar era que os prédios construídos nas transversais das principais avenidas eram muito juntos um dos outros. As vielas eram tão estreitas quanto em Veneza e as ruas que seriam um pouco maiores eram que nem as ruas de Praga. Nos desviando um pouco do caminho, antes de chegar na Piazza Ferrari e seu imenso chafariz, viramos na Via Dante e fomos até o que seria uma das grandes portas que existiam na antiga Genova.
Pelo que li, Genova possuia mais de 1500 muralhas para dividir e proteger a cidade de ataques de invasores. Em muitos pontos, imensas portas ladeadas por altas torres permitiam o acesso a diversas partes da cidade. Estavamos diante de uma dela. É interessante notar que até as muralhas eram altas. Tipo, 50 metros de altura. Realmente eles deveriam ter problemas cominvasões na época. Antes de chegar na porta de fato, uma construção nos chamou a atenção. Era um espaço aberto onde uma construção com pilares baixos delineavam um local que, segundo mapas e guias turísticos, seria onde Cristovão Colombo teria nascido e crescido. Dizem as lendas que ele era genoves e havia nascido ali e só quando adulto resolvido ir para Portugal. Lógico que a casa não está mais lá, mas monte de lugar turistico pela Europa só tem uma placa indicando algo importante.
Passando pela Porta, seguimos morro abaixo (as portas ficam no plano mais alto daquele morro onde fica a XX de Settembre) na Via San Lorenzo. Essa via seria uma passagem principal pelo centro histórico de Genova, ligando a praça Ferrari com o porto. Também nessa via se encontrava o que seria a catedral metropolitana de Genova. Resolvemos parar por ali e entrar para conhecer. Já imaginando regras contra fotos, guardei a máquina, mas logo percebi que tinham turistas tirando fotos. E a igreja não era paga pra entrar! Aliás, o que mais vi foi igrejas e locais turísticos gratuitos e sem problemas com fotos, desde que tiradas sem flash.
Seguindo o caminho do porto, encontramos o equivalente a Praça XV no Rio de Janeiro. Um imenso calçadão com acesso restrito a carros e um elevado passando por cima como rota do trânsito. Muita gente estava passeando por ali e aproveitando o domingo. Logo vimos um dos pontos turísticos bastante procurado da área do porto de Genova. O aquário de Genova. Uma enorme fila de pessoas desestimulava o passeio, ainda mais que se observava que eram entradas em horários programados. Teriamos que deixar para depois. Continuando o caminho do porto, vemos três coisas de destaque: pessoas andando no sentido contrário, muitos estabelecimentos com temas marítimos e inúmeros vendedores africanos vendendo bolsas, camisas, agasalhos e brinquedos (muito provavelmente falsificados). Pelo menos não eram do tipo que ficavam tentando chamar a atenção. A menos que você resolvesse parar para ver algum produto.
E eis que chegamos até o segundo ponto mais procurado no porto de Genova. O Museo del Mare. Um imenso prédio de 3 andares (4 se considerar o terraço) com temas cobrindo a história marítima de Genova. Como o preço estava mais em conta e a fila pequena, eis que encontramos nosso primeiro programa de fato na cidade.
O prédio começa com a história de Genova desde o século XV, mostrando como era o porto e as obras que continuamente eram realizadas para melhorar um ou outro aspecto. Impressionante os feitos de arquitetura e planejamento para montar uma imensa estrutura como aquela suficiente para suportar navios de qualquer tamanho e finalidade. Seguindo o curso, tinhamos uma sala dedicada ao Colombo, inclusive mostrando certos documentos de autoria do mesmo, que indicavam que ele de fato seria de Genova (existem controvérsias, mas como estamos em Genova, vamos acreditar e concordar). Várias maquetes mostrando os barcos da época e alguns paineis falando sobre algum tópico específico (estavam em italiano, mas era possível entender o sentido geral).
Após a parte dos séculos XV e XVI, segue-se a época dos barcos a vela. Muitas maquetes, instrumentos antigos e pinturas retratando tudo. Próximo ponto e andar, barcos movidos a vapor. Tudo razoavelmente coberto com textos, mapas, maquetes e tudo o mais. Mas o mais interessante foi o 3o andar.
Uma mostra interativa de como era a época da imigração italiana para outros países, principalmente as Américas. Recebiamos uma réplica de um certificado de embarque e um passaporte (nomes tudo iguais, mas um adesivo com código de barras mostrava a diferença entre eles). Logo no começo, um painel com uma TV simulava um guichê para embarque no navio. Passando o código de barras do passaporte, um funcionário (através de um filme gravado) contava quem você era, o que fazia e para onde ia. Outros detalhes eram revelados. Lógico que tudo foi em italiano, mas consegui pegar um ou outro detalhe. O problema era que precisava saber o meu e o da minha mãe.
Logo depois do "check-in", entravamos em salas simulando o interior do barco usado para as viagens. Tudo bem apertado e vários painéis indicando os problemas que os imigrantes passavam para chegar ao seu destino. Passeio interessante, especialmente para se ter uma idéia de conforto (sua ausência, claro), higiene, comida e saúde. Ao final do passeio, existia um outro guichê simulando a imigração nos EUA. Precisavamos passar o passaporte e responder uma série de perguntas feitas pelo fiscal e dependendo das respostas, seriamos aceitos ou não no país. Lembra do primeiro guichê com as informações pessoais? Pois é. Eu ia ter que responder tanto para mim quanto para minha mãe. Eu não sei se era algo do tipo "sabemos sua história, se responder errado mandamos você de volta", mas consegui responder direito para eu ser aceito (era um comerciante com negócios nas américas). Entretanto não consegui manipular as respostas para minha mãe ser aceita (a explicação da vida dela era bem vaga) e ela teve que voltar (freedom!). Uma outra parte do andar mostrava o funcionamento e a vida dentro de um submarino, mas todos os vídeos em italiano não ajudavam muito. No final, existia até uma prova de múltipla escolha para ganhar um certificado. Consegui ganhar facilmente para a minha mãe, mas na minha hora, sem querer vieram as perguntas em italiano. Meu chutômetro foi ótimo. Saímos do museu com certificados de marinheiros de submarinos e uma perspectiva melhor (ou não) de vida nas Américas.
Saindo de lá, almoço, pois já estava ficando tarde.
Se lembra que eu disse que estavamos tendo sorte com o café da manhã dos albergues? Aqui também foi assim. Existe um casal que cuida do albergue. Paula e Francesco. Ficamos com a opinião que Francesco cuida única e exclusivamente de receber os hóspedes. Paula que realmente toma conta de tudo. Ela que que recebe o pagamento e faz os recibos, limpa o albergue, arruma as camas dos quartos, limpa o banheiro e faz o café da manhã. Quando chegamos na sala, ela nos recebeu com um sorriso e pergunto o que queriamos: café, chá, leite, capuccino ou chocolate quente. Enquanto minha mãe ficava com o hábito do café, resolvo ficar no capuccino. Como opções, ainda tinha cereais, bolos, pão com uma torradeira, cream cheese, manteiga, geleia, iogurte, suco de laranja, biscoitos amanteigados, queijo e um tipo de presunto que parecia o presunto parma. Aparentemente os italianos devem comer bastante durante o café da manhã (ou pelo menos a Paula achava). Um outro casal e um senhor estavam no albergue e compartilharam a mesa. Como nem eu nem minha mãe falamos italiano, ficamos boiando.
Saindo do albergue e recebendo um clima frio de Outono, descemos o morro e fomos direto para a praça Colombo (aquela cheia de gente da noite anterior) e seguimos até chegar na XX de Settembre. Agora com a luz do dia, ficava mais fácil admirar os imensos arcos que cobriam as lojas de ambos os lados. Uma coisa que precisa ser comentado é que os prédios são antigos e praticamente todos com a mesma altura (altos, tipo 5 a 7 andares). Segundo Francesco, muitos prédios variavam entre os séculos XI e XVIII ! Com certeza os mais antigos devem ter recebido uma renovação na fachada, pois estavam todos pintados, bonitinhos, parecendo ter apenas 30 anos. Outra coisa a se notar era que os prédios construídos nas transversais das principais avenidas eram muito juntos um dos outros. As vielas eram tão estreitas quanto em Veneza e as ruas que seriam um pouco maiores eram que nem as ruas de Praga. Nos desviando um pouco do caminho, antes de chegar na Piazza Ferrari e seu imenso chafariz, viramos na Via Dante e fomos até o que seria uma das grandes portas que existiam na antiga Genova.
Pelo que li, Genova possuia mais de 1500 muralhas para dividir e proteger a cidade de ataques de invasores. Em muitos pontos, imensas portas ladeadas por altas torres permitiam o acesso a diversas partes da cidade. Estavamos diante de uma dela. É interessante notar que até as muralhas eram altas. Tipo, 50 metros de altura. Realmente eles deveriam ter problemas cominvasões na época. Antes de chegar na porta de fato, uma construção nos chamou a atenção. Era um espaço aberto onde uma construção com pilares baixos delineavam um local que, segundo mapas e guias turísticos, seria onde Cristovão Colombo teria nascido e crescido. Dizem as lendas que ele era genoves e havia nascido ali e só quando adulto resolvido ir para Portugal. Lógico que a casa não está mais lá, mas monte de lugar turistico pela Europa só tem uma placa indicando algo importante.
Passando pela Porta, seguimos morro abaixo (as portas ficam no plano mais alto daquele morro onde fica a XX de Settembre) na Via San Lorenzo. Essa via seria uma passagem principal pelo centro histórico de Genova, ligando a praça Ferrari com o porto. Também nessa via se encontrava o que seria a catedral metropolitana de Genova. Resolvemos parar por ali e entrar para conhecer. Já imaginando regras contra fotos, guardei a máquina, mas logo percebi que tinham turistas tirando fotos. E a igreja não era paga pra entrar! Aliás, o que mais vi foi igrejas e locais turísticos gratuitos e sem problemas com fotos, desde que tiradas sem flash.
Seguindo o caminho do porto, encontramos o equivalente a Praça XV no Rio de Janeiro. Um imenso calçadão com acesso restrito a carros e um elevado passando por cima como rota do trânsito. Muita gente estava passeando por ali e aproveitando o domingo. Logo vimos um dos pontos turísticos bastante procurado da área do porto de Genova. O aquário de Genova. Uma enorme fila de pessoas desestimulava o passeio, ainda mais que se observava que eram entradas em horários programados. Teriamos que deixar para depois. Continuando o caminho do porto, vemos três coisas de destaque: pessoas andando no sentido contrário, muitos estabelecimentos com temas marítimos e inúmeros vendedores africanos vendendo bolsas, camisas, agasalhos e brinquedos (muito provavelmente falsificados). Pelo menos não eram do tipo que ficavam tentando chamar a atenção. A menos que você resolvesse parar para ver algum produto.
E eis que chegamos até o segundo ponto mais procurado no porto de Genova. O Museo del Mare. Um imenso prédio de 3 andares (4 se considerar o terraço) com temas cobrindo a história marítima de Genova. Como o preço estava mais em conta e a fila pequena, eis que encontramos nosso primeiro programa de fato na cidade.
O prédio começa com a história de Genova desde o século XV, mostrando como era o porto e as obras que continuamente eram realizadas para melhorar um ou outro aspecto. Impressionante os feitos de arquitetura e planejamento para montar uma imensa estrutura como aquela suficiente para suportar navios de qualquer tamanho e finalidade. Seguindo o curso, tinhamos uma sala dedicada ao Colombo, inclusive mostrando certos documentos de autoria do mesmo, que indicavam que ele de fato seria de Genova (existem controvérsias, mas como estamos em Genova, vamos acreditar e concordar). Várias maquetes mostrando os barcos da época e alguns paineis falando sobre algum tópico específico (estavam em italiano, mas era possível entender o sentido geral).
Após a parte dos séculos XV e XVI, segue-se a época dos barcos a vela. Muitas maquetes, instrumentos antigos e pinturas retratando tudo. Próximo ponto e andar, barcos movidos a vapor. Tudo razoavelmente coberto com textos, mapas, maquetes e tudo o mais. Mas o mais interessante foi o 3o andar.
Uma mostra interativa de como era a época da imigração italiana para outros países, principalmente as Américas. Recebiamos uma réplica de um certificado de embarque e um passaporte (nomes tudo iguais, mas um adesivo com código de barras mostrava a diferença entre eles). Logo no começo, um painel com uma TV simulava um guichê para embarque no navio. Passando o código de barras do passaporte, um funcionário (através de um filme gravado) contava quem você era, o que fazia e para onde ia. Outros detalhes eram revelados. Lógico que tudo foi em italiano, mas consegui pegar um ou outro detalhe. O problema era que precisava saber o meu e o da minha mãe.
Logo depois do "check-in", entravamos em salas simulando o interior do barco usado para as viagens. Tudo bem apertado e vários painéis indicando os problemas que os imigrantes passavam para chegar ao seu destino. Passeio interessante, especialmente para se ter uma idéia de conforto (sua ausência, claro), higiene, comida e saúde. Ao final do passeio, existia um outro guichê simulando a imigração nos EUA. Precisavamos passar o passaporte e responder uma série de perguntas feitas pelo fiscal e dependendo das respostas, seriamos aceitos ou não no país. Lembra do primeiro guichê com as informações pessoais? Pois é. Eu ia ter que responder tanto para mim quanto para minha mãe. Eu não sei se era algo do tipo "sabemos sua história, se responder errado mandamos você de volta", mas consegui responder direito para eu ser aceito (era um comerciante com negócios nas américas). Entretanto não consegui manipular as respostas para minha mãe ser aceita (a explicação da vida dela era bem vaga) e ela teve que voltar (freedom!). Uma outra parte do andar mostrava o funcionamento e a vida dentro de um submarino, mas todos os vídeos em italiano não ajudavam muito. No final, existia até uma prova de múltipla escolha para ganhar um certificado. Consegui ganhar facilmente para a minha mãe, mas na minha hora, sem querer vieram as perguntas em italiano. Meu chutômetro foi ótimo. Saímos do museu com certificados de marinheiros de submarinos e uma perspectiva melhor (ou não) de vida nas Américas.
Saindo de lá, almoço, pois já estava ficando tarde.
1 de novembro de 2011
Primeira noite em Genova...29/10/11
...ou O que tem aqui mesmo?
Saindo do albergue e descendo o pequeno morro onde ele fica, conseguimos avistar ao longe uma imensa aglomeração de pessoas. Como no momento não tinhamos mesmo muito o que fazer já que estava para anoitecer, resolvemos ver o que era. Nada mais que uma aglomeraçao de pessoas mesmo. Numa concentração de ruas que desembocam em uma praça. Como hoje é sábado, isso significa que aquele era um dos points da galera genovesa. No caminho, achamos um mercadinho, dois restaurante e uma padaria (que nos dias seguintes não ajudaria muita coisa) e ainda um mercado tipo o municipal de Campinas, chamado Mercado Orientale. Um imenso saguão circular com um anel externo vendendo tipos de carne, um intermediário com frutas e alimentos em geral e um interno com roupas e afins. Interessante observar o tipo de produto que cada um vende, descobrir os nomes diferentes e tentar fazer comparação de preços (o "pedacinho" de bacalhau estava bem mais barato do que no Brasil, considerando que era uma peça inteira). Minha mãe deu várias mostras de não saber o caminho de volta por onde entramos graças a tantas voltas que demos. Ainda bem que eu estava marcando pontos geográficos para me orientar.
Saindo do mercado, entramos em outra rua próxima que subia fazendo uma suave curva. Subimos por ela por ser rua de pedestres e ter bastante movimento de pessoas. Ao final, chegamos numa imensa avenida de duas mãos que depois descobri ser a principal de Genova. A XX de Settembre. Com um trecho com longos arcos cobrindo as calçadas, essa seria uma das mais movimentadas de pessoas, tudo por causa das lojas que ali ficavam. Todas aquelas lojas de marca estavam ali. Poderia se comparar até com a Champs Elysee (guardando-se as proporções, claro) com tanta marca famosa e a quantidade de pessoas.
No alto da Via (aqui não parece ter nomes como rua ou avenida e sim vialle, Via entre outros) chegamos na Piazza Ferrari, que seria a principal praça de Genova, com o palácio Ducalle (pelo visto, Ducalle seria um título, pois palacios Ducalle são encontrados em vários lugares) e um imenso chafariz central com pessoas ao redor. Como estava já ficando de noite e escuro, voltamos pela XX de Settembre pela outra calçada, para podermos ter visto ambos os lados. Voltando para a praça que vimos no começo (Piazza Cristovao Colombo) e adiante até encontrar o mercadinho visto antes. Preços em conta, algumas coisas interessantes, resolvemos comprar o suficiente para a refeição noturna e voltar para o albergue.
Lanche com pão de forma, cream cheese, queijo emental (era para ser queijo que se derrete em misto-quente por exemplo, mas decidimos comer frio mesmo) prosciutto (vulgo presunto) e uma bebida láctea com chocolate. Como ainda tinhamos o cuteau (de Paris), fizemos sanduíches e assistimos um pouco de noticiários italianos. Sem entender nada, mas sem problemas. O único que teve foi o fato de todo dia 29, temos uma tradição de comer nhoque (gnochi por aqui), mas não conseguimos encontrar nada aberto que oferecesse o prato, portanto tradição suspensa pelo mês. Sono continua pesando, portanto dormir para tentar aproveitar o dia seguinte.
Minha mãe perguntando na volta o motivo de estarmos aqui, uma vez que até o momento ela só havia visto um trânsito caótico(não chega ser tão caótico assim, mas nunca se sabe se pode ou não atravessar um sinal). Eu lembrei a ela que estavamos ali justamente pelo fato dela ficar lendo revistas de passeios turísticos e ficar repetindo várias vezes que queria ir para a Liguria. Bom, estammos aqui (nota mental, realmente não deixar minha mãe ler nenhuma revista de turismo enquanto se planeja uma viagem). Não vimos o que seria o principal por aqui, que é o porto, mas já dava para perceber que a cidade tinha seus pontos altos (de fato, varios pontos altos em morros ao redor).
Saindo do albergue e descendo o pequeno morro onde ele fica, conseguimos avistar ao longe uma imensa aglomeração de pessoas. Como no momento não tinhamos mesmo muito o que fazer já que estava para anoitecer, resolvemos ver o que era. Nada mais que uma aglomeraçao de pessoas mesmo. Numa concentração de ruas que desembocam em uma praça. Como hoje é sábado, isso significa que aquele era um dos points da galera genovesa. No caminho, achamos um mercadinho, dois restaurante e uma padaria (que nos dias seguintes não ajudaria muita coisa) e ainda um mercado tipo o municipal de Campinas, chamado Mercado Orientale. Um imenso saguão circular com um anel externo vendendo tipos de carne, um intermediário com frutas e alimentos em geral e um interno com roupas e afins. Interessante observar o tipo de produto que cada um vende, descobrir os nomes diferentes e tentar fazer comparação de preços (o "pedacinho" de bacalhau estava bem mais barato do que no Brasil, considerando que era uma peça inteira). Minha mãe deu várias mostras de não saber o caminho de volta por onde entramos graças a tantas voltas que demos. Ainda bem que eu estava marcando pontos geográficos para me orientar.
Saindo do mercado, entramos em outra rua próxima que subia fazendo uma suave curva. Subimos por ela por ser rua de pedestres e ter bastante movimento de pessoas. Ao final, chegamos numa imensa avenida de duas mãos que depois descobri ser a principal de Genova. A XX de Settembre. Com um trecho com longos arcos cobrindo as calçadas, essa seria uma das mais movimentadas de pessoas, tudo por causa das lojas que ali ficavam. Todas aquelas lojas de marca estavam ali. Poderia se comparar até com a Champs Elysee (guardando-se as proporções, claro) com tanta marca famosa e a quantidade de pessoas.
No alto da Via (aqui não parece ter nomes como rua ou avenida e sim vialle, Via entre outros) chegamos na Piazza Ferrari, que seria a principal praça de Genova, com o palácio Ducalle (pelo visto, Ducalle seria um título, pois palacios Ducalle são encontrados em vários lugares) e um imenso chafariz central com pessoas ao redor. Como estava já ficando de noite e escuro, voltamos pela XX de Settembre pela outra calçada, para podermos ter visto ambos os lados. Voltando para a praça que vimos no começo (Piazza Cristovao Colombo) e adiante até encontrar o mercadinho visto antes. Preços em conta, algumas coisas interessantes, resolvemos comprar o suficiente para a refeição noturna e voltar para o albergue.
Lanche com pão de forma, cream cheese, queijo emental (era para ser queijo que se derrete em misto-quente por exemplo, mas decidimos comer frio mesmo) prosciutto (vulgo presunto) e uma bebida láctea com chocolate. Como ainda tinhamos o cuteau (de Paris), fizemos sanduíches e assistimos um pouco de noticiários italianos. Sem entender nada, mas sem problemas. O único que teve foi o fato de todo dia 29, temos uma tradição de comer nhoque (gnochi por aqui), mas não conseguimos encontrar nada aberto que oferecesse o prato, portanto tradição suspensa pelo mês. Sono continua pesando, portanto dormir para tentar aproveitar o dia seguinte.
Minha mãe perguntando na volta o motivo de estarmos aqui, uma vez que até o momento ela só havia visto um trânsito caótico(não chega ser tão caótico assim, mas nunca se sabe se pode ou não atravessar um sinal). Eu lembrei a ela que estavamos ali justamente pelo fato dela ficar lendo revistas de passeios turísticos e ficar repetindo várias vezes que queria ir para a Liguria. Bom, estammos aqui (nota mental, realmente não deixar minha mãe ler nenhuma revista de turismo enquanto se planeja uma viagem). Não vimos o que seria o principal por aqui, que é o porto, mas já dava para perceber que a cidade tinha seus pontos altos (de fato, varios pontos altos em morros ao redor).
Viagem para Genova...29/10/11
...ou como escutar drama alheio em outra língua.
A última manhã no albergue em Veneza foi tranquila. Tivemos a oportunidade de ver os novos hóspedes do quarto ao lado. 4 garotas, provavelmente americanas de alguma faculdade que viajaram juntas (e já aprontaram, pois na noite anterior já tinha um rapaz no quarto com elas e durante a manhã uma delas saiu correndo da mesa passando mal). Interessante que elas não ficaram acanhadas com a nossa presença na mesa e saíram conversando, mas quando eu fui falar com a Meg em inglês, elas ficaram quietas. Acho que não imaginavam que aquelas caras de latinos nossa falariam inglês (fato curioso: até o momento ninguém achou que falavamos espanhol quando diziamos ser do Brasil, ao contrário do que ocorreu comigo em 2009 no leste europeu) e ficaram quietas pensando no que poderiam falar ou não. Outr fato interessante é que Meg agora já fala diversas palavras em português, graças ao empenho de minha mãe em não querer conversar com o pouco de inglês que ela sabe.
Saíndo de Veneza. Pelo menos de dia podiamos apreciar um pouco melhor a paisagem. Muita neblina no caminho. Impressionante como a neblina realmente pegou por aqui. Outra coisa impressionante é o fato de eu comprar duas poltronas juntas e a máquina de bilhetes nos dar duas poltronas uma de cada lado do corredor. Bom, como o trem não costuma encher mesmo, arriscamos. Na verdade, acabou aparecendo pessoas para as poltronas marcadas, mas por aqui o pessoal não se importa com isso não. Se tiver outras poltronas por perto eles preferem não ter o trabalho de discutir e sentar em qualquer lugar mesmo. Além do mais, era uma viagem de pouco mais de 1 hora e meia. Nada dramático....
...até chegar em Milão.
Milão está se mostrando uma cidade que nos traz aventuras nos trens. Dessa vez não foi diferente. Não querendo arriscar problemas com conexão, resolvemos deixar para comprar as passagens para Genova por aqui. Para não entrentar a longa fila que já imaginava que teria nas bilheterias, achei os guichês automáticos e comprei duas passagens lado a lado. Pelo menos foi o que pensei ter feito. Esse sistema de auto-atendimento é rápido e prático, porém, existe um pequeno detalhe. Você pode até escolher o assento que quer, mas tem uma mensagem informando que caso não esteja disponível aquele assento escolhido, o sistema escolhe pra você. O problema que só se descobre se conseguiu ou não depois da compra, ao se imprimir os bilhetes. Resultado: nossos assentos não pareciam ser lado a lado (a menos que a lógica ilógica dos assentos que ja vimos, como por exemplo 33 ser ao lado de 38, ter um assento número 15 e outro 32 não seria lado a lado).
Eu havia me esquecido como eram os trens Intercity (entre cidades). Esses trens são cabines com dois bancos de frente ao outro e cabem 2 pessoas por banco (1a classe) ou 3 pessoas (2a classe). Existe um pequeno adesivo na porta indicando quais assentos em cada cabine e sua disposição. De fato, um dos assentos era na primeira cabine e outro 2 cabines depois. Não tinha outro jeito. Tivemos que ficar separados, ainda mais que o trem estava enchendo bastante (era um trem que ia de Milão para La Espezia e parava em várias outras cidades, portanto devia encher de fato).
Minha mãe ficou na cabine mais pro meio, já que o assento era do corredor. Depois da viagem ela contou que havia um homem de terno e gravata que parecia querer estar na 1a classe (mas teve que ficar a contra-gosto na 2a) e não queria nada na cabine atrapalhando a paz e a ordem. Olhava feio se alguém pegasse um sanduíche (que eu fui na cabine pegar um na bolsa de minha mãe) e nem fazia questão de dar licença para as pessoas passarem (queria ter trocado de lugar com ela). Por precaução, resolvi sentar no assento do corredor de minha cabine, para poder chegar até minha mãe mais rapidamente em caso de problemas. Na verdade, isso foi impulsionado pelo fato que quando voltei, existia um casal de senhores e um deles sentado na minha poltrona oficial que era na janela. Quando fui falar com a minha mãe e voltei, outro rapaz estava na outra poltrona no corredor que eu intencionava sentar. Sentei de frente a ele, na outra poltrona do corredor. Bagunça total. Depois descubro que o casal de senhores tinham passagens, mas sem lugar marcado. Simplesmente pegaram o primeiro lugar vago que encontraram. Mas nem eu nem o outro rapaz (que visivelmente era do outro assento ocupado) nos importamos com isso. Mas acabou chegando uma moça já dizendo que o assento ocupado pela senhora era dela e botou os dois pra correr (não exatamente assim, mas ela não estava a fim de ficar em outro assento e fez questão de mostrar isso). Vai o casal de senhores procurar outros lugares em outro vagão e vai assim começar uma longa viagem sonora...
Para não perder a parada em que tinhamos que saltar, eu precisava tanto ficar atento ao locutor anunciando as paradas, quanto resistir ao imenso sono que estava tendo. No troca troca de assentos, o rapaz que antes estava de frente para mim foi pra janela, uma outra senhora com problemas numa das pernas sentou diante de mim e um senhor africano (sejamos politicamente corretos) sentou no meio. Aliás, ele foi o único que nem quis saber e colocou as próprias bolsa no assento vago. Até aí, sem problemas. Mas começou o drama mexicano.
Aquela tal que havia chegado e posto o casal de senhores pra correr, sentou e já foi para o celular. Começou uma longa conversa com alguém e isso em uma língua que não consegui identificar. Não era italiano. Parecia alguma lingua eslava (conheço russo e ucraniano o suficiente para reconhecer, mas apesar de ter uma ou outra palavra conhecida, não era nenhuma das duas. Talvez bielorusso ou até búlgaro) e ela começou a se exaltar e se mostrar estressada com a conversa. Isso durante a viagem toda. Uma hora e meia de discussão sobre alguma coisa pessoal e em voz alta. Os demais da cabine irritados e eu me controlando para não abrir a janela e dar um fim ao celular. Ainda mais quando ela começou a falar chorando. Aí sim tornou a viagem mais torturante.
Felizmente uma hora e meia passou rápido. Era para termos saltado do trem em Genova Principe, mas vi pelo mostrador e de acordo com o locutor que o trem pararia em Genova Brignole (parada mais perto do albergue). Não tinhamos passagem para lá, mas como o bilheteiro já havia passado, quem se importa? Saltamos e deixamos para trás toda a novela internacional. Comentando com minha mãe, ela disse que de fato havia escutado uma mulher falando alto, mas achava que eram duas pessoas conversando em outra cabine.
Outra coisa boa era que o albergue ficava uns 10 minutos caminhando (passo relativo com minha mãe e malas para puxar) da estação de trem. Tudo bem que precisava subir uma ladeira e o albergue era no segundo piso e não tinha escadas, mas isso aí já to acostumado. Sou eu mesmo que tem que ficar levando malas escada acima, escada abaixo. O quarto parecia coisa de luxo. Com móveis do tempo de nossos bisavós e até tv LCD e máquina de fazer chá ou café disponível. Nem parecia albergue. Depois de uns 40 minutos do dono do albergue me explicar todos os principais pontos turísticos da cidade (com a ajuda de um mapa que ele deixou todo rabiscado) e o que tinha de interessante na cidade (wikipedia pra quê?), resolvemos dar a primeira volta na cidade, reconhecer os arredores e ver no que vai dar.
A última manhã no albergue em Veneza foi tranquila. Tivemos a oportunidade de ver os novos hóspedes do quarto ao lado. 4 garotas, provavelmente americanas de alguma faculdade que viajaram juntas (e já aprontaram, pois na noite anterior já tinha um rapaz no quarto com elas e durante a manhã uma delas saiu correndo da mesa passando mal). Interessante que elas não ficaram acanhadas com a nossa presença na mesa e saíram conversando, mas quando eu fui falar com a Meg em inglês, elas ficaram quietas. Acho que não imaginavam que aquelas caras de latinos nossa falariam inglês (fato curioso: até o momento ninguém achou que falavamos espanhol quando diziamos ser do Brasil, ao contrário do que ocorreu comigo em 2009 no leste europeu) e ficaram quietas pensando no que poderiam falar ou não. Outr fato interessante é que Meg agora já fala diversas palavras em português, graças ao empenho de minha mãe em não querer conversar com o pouco de inglês que ela sabe.
Saíndo de Veneza. Pelo menos de dia podiamos apreciar um pouco melhor a paisagem. Muita neblina no caminho. Impressionante como a neblina realmente pegou por aqui. Outra coisa impressionante é o fato de eu comprar duas poltronas juntas e a máquina de bilhetes nos dar duas poltronas uma de cada lado do corredor. Bom, como o trem não costuma encher mesmo, arriscamos. Na verdade, acabou aparecendo pessoas para as poltronas marcadas, mas por aqui o pessoal não se importa com isso não. Se tiver outras poltronas por perto eles preferem não ter o trabalho de discutir e sentar em qualquer lugar mesmo. Além do mais, era uma viagem de pouco mais de 1 hora e meia. Nada dramático....
...até chegar em Milão.
Milão está se mostrando uma cidade que nos traz aventuras nos trens. Dessa vez não foi diferente. Não querendo arriscar problemas com conexão, resolvemos deixar para comprar as passagens para Genova por aqui. Para não entrentar a longa fila que já imaginava que teria nas bilheterias, achei os guichês automáticos e comprei duas passagens lado a lado. Pelo menos foi o que pensei ter feito. Esse sistema de auto-atendimento é rápido e prático, porém, existe um pequeno detalhe. Você pode até escolher o assento que quer, mas tem uma mensagem informando que caso não esteja disponível aquele assento escolhido, o sistema escolhe pra você. O problema que só se descobre se conseguiu ou não depois da compra, ao se imprimir os bilhetes. Resultado: nossos assentos não pareciam ser lado a lado (a menos que a lógica ilógica dos assentos que ja vimos, como por exemplo 33 ser ao lado de 38, ter um assento número 15 e outro 32 não seria lado a lado).
Eu havia me esquecido como eram os trens Intercity (entre cidades). Esses trens são cabines com dois bancos de frente ao outro e cabem 2 pessoas por banco (1a classe) ou 3 pessoas (2a classe). Existe um pequeno adesivo na porta indicando quais assentos em cada cabine e sua disposição. De fato, um dos assentos era na primeira cabine e outro 2 cabines depois. Não tinha outro jeito. Tivemos que ficar separados, ainda mais que o trem estava enchendo bastante (era um trem que ia de Milão para La Espezia e parava em várias outras cidades, portanto devia encher de fato).
Minha mãe ficou na cabine mais pro meio, já que o assento era do corredor. Depois da viagem ela contou que havia um homem de terno e gravata que parecia querer estar na 1a classe (mas teve que ficar a contra-gosto na 2a) e não queria nada na cabine atrapalhando a paz e a ordem. Olhava feio se alguém pegasse um sanduíche (que eu fui na cabine pegar um na bolsa de minha mãe) e nem fazia questão de dar licença para as pessoas passarem (queria ter trocado de lugar com ela). Por precaução, resolvi sentar no assento do corredor de minha cabine, para poder chegar até minha mãe mais rapidamente em caso de problemas. Na verdade, isso foi impulsionado pelo fato que quando voltei, existia um casal de senhores e um deles sentado na minha poltrona oficial que era na janela. Quando fui falar com a minha mãe e voltei, outro rapaz estava na outra poltrona no corredor que eu intencionava sentar. Sentei de frente a ele, na outra poltrona do corredor. Bagunça total. Depois descubro que o casal de senhores tinham passagens, mas sem lugar marcado. Simplesmente pegaram o primeiro lugar vago que encontraram. Mas nem eu nem o outro rapaz (que visivelmente era do outro assento ocupado) nos importamos com isso. Mas acabou chegando uma moça já dizendo que o assento ocupado pela senhora era dela e botou os dois pra correr (não exatamente assim, mas ela não estava a fim de ficar em outro assento e fez questão de mostrar isso). Vai o casal de senhores procurar outros lugares em outro vagão e vai assim começar uma longa viagem sonora...
Para não perder a parada em que tinhamos que saltar, eu precisava tanto ficar atento ao locutor anunciando as paradas, quanto resistir ao imenso sono que estava tendo. No troca troca de assentos, o rapaz que antes estava de frente para mim foi pra janela, uma outra senhora com problemas numa das pernas sentou diante de mim e um senhor africano (sejamos politicamente corretos) sentou no meio. Aliás, ele foi o único que nem quis saber e colocou as próprias bolsa no assento vago. Até aí, sem problemas. Mas começou o drama mexicano.
Aquela tal que havia chegado e posto o casal de senhores pra correr, sentou e já foi para o celular. Começou uma longa conversa com alguém e isso em uma língua que não consegui identificar. Não era italiano. Parecia alguma lingua eslava (conheço russo e ucraniano o suficiente para reconhecer, mas apesar de ter uma ou outra palavra conhecida, não era nenhuma das duas. Talvez bielorusso ou até búlgaro) e ela começou a se exaltar e se mostrar estressada com a conversa. Isso durante a viagem toda. Uma hora e meia de discussão sobre alguma coisa pessoal e em voz alta. Os demais da cabine irritados e eu me controlando para não abrir a janela e dar um fim ao celular. Ainda mais quando ela começou a falar chorando. Aí sim tornou a viagem mais torturante.
Felizmente uma hora e meia passou rápido. Era para termos saltado do trem em Genova Principe, mas vi pelo mostrador e de acordo com o locutor que o trem pararia em Genova Brignole (parada mais perto do albergue). Não tinhamos passagem para lá, mas como o bilheteiro já havia passado, quem se importa? Saltamos e deixamos para trás toda a novela internacional. Comentando com minha mãe, ela disse que de fato havia escutado uma mulher falando alto, mas achava que eram duas pessoas conversando em outra cabine.
Outra coisa boa era que o albergue ficava uns 10 minutos caminhando (passo relativo com minha mãe e malas para puxar) da estação de trem. Tudo bem que precisava subir uma ladeira e o albergue era no segundo piso e não tinha escadas, mas isso aí já to acostumado. Sou eu mesmo que tem que ficar levando malas escada acima, escada abaixo. O quarto parecia coisa de luxo. Com móveis do tempo de nossos bisavós e até tv LCD e máquina de fazer chá ou café disponível. Nem parecia albergue. Depois de uns 40 minutos do dono do albergue me explicar todos os principais pontos turísticos da cidade (com a ajuda de um mapa que ele deixou todo rabiscado) e o que tinha de interessante na cidade (wikipedia pra quê?), resolvemos dar a primeira volta na cidade, reconhecer os arredores e ver no que vai dar.
31 de outubro de 2011
Último período em Veneza...28/10/11
...ou como resolver tudo na última hora.
Após o almoço, com a barriga realmente pesando, fomos andar até a praça de San Marco (vaporetto pra quê? Desgastar o almoço era preciso!) com o intuito de ver o movimento. Eu queria ver também se conseguia comprar alguma camiseta de lembrança, já que não tinha comprado nada de Veneza (na útlima vez, havia sido um boné. Agora uma camiseta seria mais bem aproveitada). Chegando lá, vimos a praça bem mais seca e bem mais cheia de turistas! Lógico que a maior concentração era para a basílica, mas uma enorme multidão estava concentrada na passagem para a área de frente para o mar.
Muitas barracas estavam por ali, mas nenhuma delas tinha a camiseta que eu queria. Eu tinha visto umas legais no dia anterior, mas (obviamente) havia deixado quieto pensando que mais tarde ainda se acharia. Lógico que os vendedores não eram os mesmos que eu avia visto antes. Interessante no dia anterior era que ficou parecendo que os vendendores possuem uma espécie de rodizio de vendas. Chega numa determinada hora, todos fecham as barraquinhas e vão embora. E vão embora mesmo. Não adiante chegar com dinheiro na mão e apontando o produto, o vendedor não vende e ainda manda você embora. Talvez a camiseta que eu queria devia ser do vendedor da manhã. Como na manhã seguinte não haveria tempo para compras, era uma vez uma camiseta.
Mesmo procurando pelo calçadão beira-mar, nenhuma barraca parecia colaborar comigo. Muitos agasalhos que nem me interessavam e só pesaria mais ainda na minha mochila. Nada de interessante só me restava me conformar e terminar o dia. Pegamos um vaporetto por ali mesmo e fomos até a parada mais próxia do albergue, mas antes resolvemos ir até o mercado, garantir algo para comer durante a noite e a refeição que seria feita na viagem do dia seguinte até Genova.
Já de volta ao quarto, inconformado com minha derrota, resolvi dar mais uma chance e fui à caça. Saindo nem querendo me guiar por mapas, determinado a comprar algo para lembrar de Veneza, me perdi umas 2 vezes pelo caminho até conseguir chegar na ponte Rialto. Lá, consegui observar algumas barracas com camisetas, mas ainda achava que poderia encontrar algo mais legal na praça de San Marco. Como a distância não era pouca e parecia que os vendedores do Rialto estavam se preparando para fechar as barracas, resolvi apertar o passo e arriscar...
...e bater com a cara na porta.
Ao chegar na praça, todos os vendedores já estavam arrastando suas respectivas barracas para sabe-se lá onde, terminando seus negócios. Batendo um certo nervosismo, tive que voltar todo o caminho até o Rialto. Óbvio que praticamente todas as barracas estavam já fechadas. Apenas uma aberta e nem parecia que tava com vontade de fechar. O bom era que tinha camisetas que me interessavam. O ruim era que não eram as que eu tinha visto no dia anterior. Mas, como o culpado era eu mesmo, tive que me contentar com essas. Duas camisetas legais, mostrando os típicos desenhos de Leonardo da Vinci.
Ok. Meio clichê, mas é meu xará. Não podia deixar de lado a oportunidade.
Volti com a sensação de dever cumprido e me preparando para o dia seguinte, quando começaria mais uma viagem para a nossa próxima etapa.
Genova!
Após o almoço, com a barriga realmente pesando, fomos andar até a praça de San Marco (vaporetto pra quê? Desgastar o almoço era preciso!) com o intuito de ver o movimento. Eu queria ver também se conseguia comprar alguma camiseta de lembrança, já que não tinha comprado nada de Veneza (na útlima vez, havia sido um boné. Agora uma camiseta seria mais bem aproveitada). Chegando lá, vimos a praça bem mais seca e bem mais cheia de turistas! Lógico que a maior concentração era para a basílica, mas uma enorme multidão estava concentrada na passagem para a área de frente para o mar.
Muitas barracas estavam por ali, mas nenhuma delas tinha a camiseta que eu queria. Eu tinha visto umas legais no dia anterior, mas (obviamente) havia deixado quieto pensando que mais tarde ainda se acharia. Lógico que os vendedores não eram os mesmos que eu avia visto antes. Interessante no dia anterior era que ficou parecendo que os vendendores possuem uma espécie de rodizio de vendas. Chega numa determinada hora, todos fecham as barraquinhas e vão embora. E vão embora mesmo. Não adiante chegar com dinheiro na mão e apontando o produto, o vendedor não vende e ainda manda você embora. Talvez a camiseta que eu queria devia ser do vendedor da manhã. Como na manhã seguinte não haveria tempo para compras, era uma vez uma camiseta.
Mesmo procurando pelo calçadão beira-mar, nenhuma barraca parecia colaborar comigo. Muitos agasalhos que nem me interessavam e só pesaria mais ainda na minha mochila. Nada de interessante só me restava me conformar e terminar o dia. Pegamos um vaporetto por ali mesmo e fomos até a parada mais próxia do albergue, mas antes resolvemos ir até o mercado, garantir algo para comer durante a noite e a refeição que seria feita na viagem do dia seguinte até Genova.
Já de volta ao quarto, inconformado com minha derrota, resolvi dar mais uma chance e fui à caça. Saindo nem querendo me guiar por mapas, determinado a comprar algo para lembrar de Veneza, me perdi umas 2 vezes pelo caminho até conseguir chegar na ponte Rialto. Lá, consegui observar algumas barracas com camisetas, mas ainda achava que poderia encontrar algo mais legal na praça de San Marco. Como a distância não era pouca e parecia que os vendedores do Rialto estavam se preparando para fechar as barracas, resolvi apertar o passo e arriscar...
...e bater com a cara na porta.
Ao chegar na praça, todos os vendedores já estavam arrastando suas respectivas barracas para sabe-se lá onde, terminando seus negócios. Batendo um certo nervosismo, tive que voltar todo o caminho até o Rialto. Óbvio que praticamente todas as barracas estavam já fechadas. Apenas uma aberta e nem parecia que tava com vontade de fechar. O bom era que tinha camisetas que me interessavam. O ruim era que não eram as que eu tinha visto no dia anterior. Mas, como o culpado era eu mesmo, tive que me contentar com essas. Duas camisetas legais, mostrando os típicos desenhos de Leonardo da Vinci.
Ok. Meio clichê, mas é meu xará. Não podia deixar de lado a oportunidade.
Volti com a sensação de dever cumprido e me preparando para o dia seguinte, quando começaria mais uma viagem para a nossa próxima etapa.
Genova!
Comida e enchentes...28/10/11
...ou como certas coisas são realmente parecidas com o Brasil.
O restaurante self-service era simples, porém amplo. Duas salas com mesas e um razoavel buffet com saladas e pratos quentes. Eram poucas opções de quentes. Três tipos de macarrão (molhos diferentes), uma carne refogada, risoto, verduras e sopa. Salada tinha uma variedade um pouco maior. Para beber, ou era cerveja, vinho ou água. Como ainda queriamos andar, preferimos água. E não é que a comida era muito boa? O prato era pequeno (por que será?) e acabei indo várias vezes encher ele que cismava de ficar vazio rapidamnte. O macarrão era um pouco mais duro que estavamos acostumados fazer no Brasil, mas o molho e o resto compensava. Além do mais, como era para comer o quanto conseguisse, estava em casa (apesar de ter sido com considerável moderação)
Uma coisa que nos chamou a atenção foi o noticiário que mostrava a situação na Ligúria, região oeste do norte da Itália. Fortes chuvas haviam provocado enchentes relâmpago na região, causando bastante destruição. Imagens mostravam os estragos em ruas, estradas e casas. Muita gente perdendo a moradia e a conta do prejuízo só aumentando. O preocupante era que a nossa próxima etapa era justamente na Liguria. Precisaria mais tarde consultar os noticiários para saber em que ponto era menos seguro para se visitar. Outro ponto era que esse acontecimento era bem semelhante com o ocorrido em Petrópolis e Teresópolis no estado do Rio, com as chuvas. O mesmo tipo de acontecimento com as mesmas consequências. Para se mostrar que tragédia poderia ocorrer em qualquer lugar.
O restaurante self-service era simples, porém amplo. Duas salas com mesas e um razoavel buffet com saladas e pratos quentes. Eram poucas opções de quentes. Três tipos de macarrão (molhos diferentes), uma carne refogada, risoto, verduras e sopa. Salada tinha uma variedade um pouco maior. Para beber, ou era cerveja, vinho ou água. Como ainda queriamos andar, preferimos água. E não é que a comida era muito boa? O prato era pequeno (por que será?) e acabei indo várias vezes encher ele que cismava de ficar vazio rapidamnte. O macarrão era um pouco mais duro que estavamos acostumados fazer no Brasil, mas o molho e o resto compensava. Além do mais, como era para comer o quanto conseguisse, estava em casa (apesar de ter sido com considerável moderação)
Uma coisa que nos chamou a atenção foi o noticiário que mostrava a situação na Ligúria, região oeste do norte da Itália. Fortes chuvas haviam provocado enchentes relâmpago na região, causando bastante destruição. Imagens mostravam os estragos em ruas, estradas e casas. Muita gente perdendo a moradia e a conta do prejuízo só aumentando. O preocupante era que a nossa próxima etapa era justamente na Liguria. Precisaria mais tarde consultar os noticiários para saber em que ponto era menos seguro para se visitar. Outro ponto era que esse acontecimento era bem semelhante com o ocorrido em Petrópolis e Teresópolis no estado do Rio, com as chuvas. O mesmo tipo de acontecimento com as mesmas consequências. Para se mostrar que tragédia poderia ocorrer em qualquer lugar.
Segundo dia em Veneza...28/10/11
...ou como certas coisas são parecidas com o Brasil.
Nem precisa dizer que horas acordamos. Ficou automático acordar por volta do mesmo horário. O café da manhã foi igualmente aproveitado e no meio recebemos instrução para quando voltassemos no começo da tarde mudar de quarto, pois o casal que estava no quarto privativo iria sair. Deixamos tudo arrumado e fomos para mais um passeio pelos canais.
Como ainda estávamos com o cartão do vaporetto e ele era válido por 24 horas (não que eles realmente iriam verificar todo mundo, mas vai saber) fomos até a estação de trem comprar os bilhetes para nossa próxima etapa e pegar o vaporetto em direção à Igreja de Nossa Senhora da Saúde (se não conseguir da primeira vez, tente de novo!). Pelo menos pelo horario, tinha certeza de pegar a igreja aberta. De fato estava e adentramos pela pequena porta aberta, tendo que nos deviar de uma senhora pedindo esmolas que fazia questão de seguir os turistas até o interior, achando que algum iria mudar de idéia depois de 5 minutos.
Descobri que estava confundindo o interior da igreja com outra que até agora não me lembro qual era. Mas logo lembrei do esquema dessa igreja. Ela simplesmente não tem o formato tradicional de um imenso corredor com o altar ao fundo. É simplesmente um imenso círculo e uma entrada num ponto mostrava o altar. Um imenso lustre ficava no meio desse círculo, qu estava isolado por cordas. Essa igreja não é grande, mas é bem alta. Aproveitando que a senhora das esmolas havia se afastado da porta seguindo outros turistas, saimos da igreja e fomos de volta ao albergue, mas antes passariamos em outra parte da cidade (pelo menos aproveitando o vaporetto deixando tudo mais perto) para comprar uns presentes que minha mãe queria comprar e comer um pedaço de torta que ela havia visto no dia anterior.
Essa torta fica em uma espécie de lanchonete que servia várias bebidas de café (curiosamente não lembro de ter visto uma Starbucks por aqui, mas essa lanchonete prometia várias combinações) e até que tinha uma cara boa. Mas não era lá grandes coisas não. Eu comi uma de limão que, apesar de ter gosto mesmo no creme que era o recheio, estava seca e minha mãe pegou uma torta de queijo com passas (inicialmente minha interpretação do italiano considerou ser uvas e não passas).
Tortas degustadas, presentes e coisinhas no caminho compradas, retornando ao albergue. Na última rua antes de chegarmos ao canal que cruzavamos para o albergue, avistamos um restaurante com um anúncio inusitado: "Self-Service. Eat what you can". hmmm... restaurate self-service com comida a vontade? Primeira vez que via isso por aqui. Normalmente tem no Brasil, mas aqui seria bem interessante. Marcamos o local e resolvemos voltar mais tarde para o almoço.
Chegando no albergue, realizamos nossa singela mudança de quarto. Confesso que estava preferindo o maior, com várias camas. Aquele quarto, apesar de ter dois aposentos mais o banheiro (com box que não molha o chão), era um pouco mais apertado. Mas depois vimos que já havia reserva para o quarto comunitário, então que seja. Mudança feita, almoço!
Nem precisa dizer que horas acordamos. Ficou automático acordar por volta do mesmo horário. O café da manhã foi igualmente aproveitado e no meio recebemos instrução para quando voltassemos no começo da tarde mudar de quarto, pois o casal que estava no quarto privativo iria sair. Deixamos tudo arrumado e fomos para mais um passeio pelos canais.
Como ainda estávamos com o cartão do vaporetto e ele era válido por 24 horas (não que eles realmente iriam verificar todo mundo, mas vai saber) fomos até a estação de trem comprar os bilhetes para nossa próxima etapa e pegar o vaporetto em direção à Igreja de Nossa Senhora da Saúde (se não conseguir da primeira vez, tente de novo!). Pelo menos pelo horario, tinha certeza de pegar a igreja aberta. De fato estava e adentramos pela pequena porta aberta, tendo que nos deviar de uma senhora pedindo esmolas que fazia questão de seguir os turistas até o interior, achando que algum iria mudar de idéia depois de 5 minutos.
Descobri que estava confundindo o interior da igreja com outra que até agora não me lembro qual era. Mas logo lembrei do esquema dessa igreja. Ela simplesmente não tem o formato tradicional de um imenso corredor com o altar ao fundo. É simplesmente um imenso círculo e uma entrada num ponto mostrava o altar. Um imenso lustre ficava no meio desse círculo, qu estava isolado por cordas. Essa igreja não é grande, mas é bem alta. Aproveitando que a senhora das esmolas havia se afastado da porta seguindo outros turistas, saimos da igreja e fomos de volta ao albergue, mas antes passariamos em outra parte da cidade (pelo menos aproveitando o vaporetto deixando tudo mais perto) para comprar uns presentes que minha mãe queria comprar e comer um pedaço de torta que ela havia visto no dia anterior.
Essa torta fica em uma espécie de lanchonete que servia várias bebidas de café (curiosamente não lembro de ter visto uma Starbucks por aqui, mas essa lanchonete prometia várias combinações) e até que tinha uma cara boa. Mas não era lá grandes coisas não. Eu comi uma de limão que, apesar de ter gosto mesmo no creme que era o recheio, estava seca e minha mãe pegou uma torta de queijo com passas (inicialmente minha interpretação do italiano considerou ser uvas e não passas).
Tortas degustadas, presentes e coisinhas no caminho compradas, retornando ao albergue. Na última rua antes de chegarmos ao canal que cruzavamos para o albergue, avistamos um restaurante com um anúncio inusitado: "Self-Service. Eat what you can". hmmm... restaurate self-service com comida a vontade? Primeira vez que via isso por aqui. Normalmente tem no Brasil, mas aqui seria bem interessante. Marcamos o local e resolvemos voltar mais tarde para o almoço.
Chegando no albergue, realizamos nossa singela mudança de quarto. Confesso que estava preferindo o maior, com várias camas. Aquele quarto, apesar de ter dois aposentos mais o banheiro (com box que não molha o chão), era um pouco mais apertado. Mas depois vimos que já havia reserva para o quarto comunitário, então que seja. Mudança feita, almoço!
Interlúdio em Veneza...27/10/11
...ou como ser arrastado para certos eventos.
Já estava me esquecendo de um detalhe que ocorreu na noite em Veneza. Nada a ver com a cidade, mas relacionado com a nossa futura estada em Roma.
Não lembro agora, mas acho que foi em Lisboa que eu fiz um pedido em nome da minha mãe (ela estava ciente disso) para receber convites para assistir a missa papal na praça de São Pedro.Preciso dizer que o principal motivo para a minha mãe ter vindo para a Europa e querido ir até a Itália, era para ver o papa. Ela também quer tirar uma foto com ele, mas isso é uma outra história. Mas eu enviei o pedido e fui informado que talvez nem recebesse uma confirmação se foi ou não foi atendido o pedido, devido ao alto número de pedidos que chegam. Ou seja, talvez descobririamos na véspera da missa.
Pois é. E não é que eles mandaram um mail respondendo? E dizendo que ela havia conseguido os 2 convites solicitados? Doi convites. Ou seja, terei que ir junto. Não era muito minha idéia de passear pelo Vaticano e assistir uma missa papal (to nem aí com frase "se está na Itália, tem que ver o papa"), mas não terei jeito, pois minha mãe mal sabe inglês, quanto mais tentar deduzir o que os italianos falam. Isso porque o papa deve falar tudo em latim. Mas até aí, não tem problema. Não devo estar prestando atenção mesmo...
...lugar reservado lá no inferno já devo ter.
Já estava me esquecendo de um detalhe que ocorreu na noite em Veneza. Nada a ver com a cidade, mas relacionado com a nossa futura estada em Roma.
Não lembro agora, mas acho que foi em Lisboa que eu fiz um pedido em nome da minha mãe (ela estava ciente disso) para receber convites para assistir a missa papal na praça de São Pedro.Preciso dizer que o principal motivo para a minha mãe ter vindo para a Europa e querido ir até a Itália, era para ver o papa. Ela também quer tirar uma foto com ele, mas isso é uma outra história. Mas eu enviei o pedido e fui informado que talvez nem recebesse uma confirmação se foi ou não foi atendido o pedido, devido ao alto número de pedidos que chegam. Ou seja, talvez descobririamos na véspera da missa.
Pois é. E não é que eles mandaram um mail respondendo? E dizendo que ela havia conseguido os 2 convites solicitados? Doi convites. Ou seja, terei que ir junto. Não era muito minha idéia de passear pelo Vaticano e assistir uma missa papal (to nem aí com frase "se está na Itália, tem que ver o papa"), mas não terei jeito, pois minha mãe mal sabe inglês, quanto mais tentar deduzir o que os italianos falam. Isso porque o papa deve falar tudo em latim. Mas até aí, não tem problema. Não devo estar prestando atenção mesmo...
...lugar reservado lá no inferno já devo ter.
30 de outubro de 2011
Um dia em Veneza...27/10/11
...ou Londres é aqui.
Acordamos relativamente cedo por aqui. Aliás, normalmente estamos acordando por volta das 8 da manhã todos os dias. Nos aprontamos no imenso banheiro destinado para 4 pessoas (duas pias, mas só um vaso e um chuveiro, que está em uma banheira e tem apenas uma porta suspensa que cobre apenas um pedaço e não impede que se molhe o chão) e fomos para o café da manhã na sala comum.
Uma coisa que preciso notar é que estamos tendo sorte com café da manhã. Tirando Paris, todos os outros lugares em que nos hospedamos tinha café incluso. E não era um mero café de café e torradinha. Com suco, leite, café, cereal, pão, geleia, manteiga frutas... Nesse de Veneza tinha um suco de tudo e mais um pouco (lembro apenas de abacaxi, laranja e cenoura, mas tinha mais coisa junta segundo a embalagem), torradeira para torrar pães, frutas (caso achasse que o suco tinha poucas), cream cheese, 4 tipos de geléia, mel, nutella (!!) e ainda uma espécie de croissant (não era folheado como um croissant conhecido) recheado com uma pasta de laranja. A moça do albergue (acho que o nome era Meg) ia lá todos os dias preparar tudo e depois ia embora. A única coisa que ela pedia, e estava escrito, era que cada um precisava lavar sua própria louça. Nada mais justo.
Terminamos o café da manhã e resolvemos visitar a cidade. Nada mudou muito desde a última vez que estive aqui. A principal diferença era que ao invés do calor de Julho, estava fazendo um considerável frio de Outono. Pela janela do quarto, podia-se não ver a cidade, pois uma imensa neblina bloqueava qualquer prédio além do segundo canal de distância (ja que a cidade tem monte de canais cruzando os "quarteirões", nada mais sensato que medir em canais de distância). Felizmente, era só a neblina que tinhamos que lidar, pois alguns dias antes soubemos que havia chovido bastante pelo norte da Itália.
Graças ao meu antigo mapa de Veneza da última viagem (não que adiante muito, pois a maioria dos mapas não tem todas as ruas com nome impresso), fomos nos perdendo pelas alamedas e vielas, para conhecer algumas igrejas pelo caminho até a ponte Rialto. Como estavamos próximos da ferroviária, o caminho atpe o Rialto demoraria mais. Lógico que paramos diversas vezes para ver vitrines com artigos locais (uma grande diferença entre viajar sozinho e com uma pessoa do sexo feminino é que se para mais vezes para ver de tudo). Mas foi só ao chegar em Rialto que minha mãe pode ter noção do que realmente se tratava Veneza. Ela ficou extremamente perplexa com o movimento de barcos, inclusive com os pequenos engraffamentos que existiam com os barcos de serviço da cidade, o vaporetto, os taxis e as gondolas para turistas mais ricos.
Antes de cruzar a ponte, passamos um tempo contemplando as diversas barracas da feira municipal, com seus diversos artigos variando entre frutas, verduras, temperos e outros tantos mais. Também existiam várias barracas vendendo camisetas e artigos de vestuário ou lembrancinhas da cidade. Mas evitamos tudo isso e prosseguimos até chegar na praça de São Marco...
...alagada e com vários tablados elevados para passagem das pessoas. Na última vez que estive por aqui, eu vi os efeitos da maré alta, mas só havia enchido um pequeno pedaço da praça. Agora, toda a parte em frente à Basílica de São Marco e o campanário estava alagada. Era pouco, mas o suficiente para se encharcar o tênis se pisasse nas poças. Resolvemos pegar o caminho elevado até a entrada da Basílica primeiro. Eu já sabia que não seria permitido fotos no interior e vi que o balcão superior estava em reformas e como minha mãe não estava fazendo questão nenhuma de pagar muita coisa, ficariamos na parte de baixo mesmo.
A primeira coisa estranha que reparei dentro da igreja foi que havia algumas pessoas tirando fotos, mesmo com os avisos na entrada! Por precaução, ainda mais que se via funcionários olhando ao redor, retirei a tampa da minha máquina e saí tirando fotos torcendo para que estivesse no ângulo certo. Perto da saída, nem me importei e saí tirando fotos com a câmera no rosto mesmo. Até minha mãe tirou fotos com flash! Realmente algumas coisas mudaram. Se é de fato ou simplesmente estavam de saco cheio naquele dia, não sei, mas aproveitei um pouco. A basílica é bem pequena se comparada com a de São Pedro no Vaticano, mas o interior cheio de desenhos contornados por muito dourado do ouro fazem dessa basílica um lugar bem bonito.
Saindo da basílica, fomos até a calçada de frente para o mar Adriático. Do outro lado do canal, via-se a ilha de Giudecca, que mais uma vez não consegui ir, com a imensa igreja de San Giorgio Maggiore se sobressaindo. Tentei me lembrar de que ângulo havia tirado uma bonita foto em 2009, para tirar outra e comparar, mas não consegui. Além do mais, o céu meio encoberto nao deixava uma aparência boa. Seguimos mais adiante e eu esperando que, ao contrário de 2009 quando as laterais dos palácios de Ducalle e o outro ao lado estavam tapados para reforma, deixando a Ponte dos Suspiros minguada, a ponte estaria agora livre de reformas...
...coberta por andaimes.
Ok, tudo bem. A ponte não tem nada de mais. A Rialto é mais bonita. A Ponte Vecchio em Florença é mais charmosa, mas a Ponte dos Suspiros seria um marco para a cidade. Algo que se identifica claramente quando se fala de Veneza. Mais uma vez, ela estava coberta e impossibilitada de mostrar sua simplicidade (ela é curta, uns 4 metros, talvez, e devia ter no máximo uns 2 metros de altura) e simbologia. Tivemos que nos contentar com a ponte atrás de barras de metal e um operário mexendo nela.
Fomos até mais distante que eu já havia percorrido e resolvemos voltar. Numa das pontes da avenida que costeia o mar, resolvemos parar para apreciar a passagem de um cruzeiro de luxo que estava na região. Dois rebocadores tratavam de guiar o imenso navio pela estreita passagem entre Veneza e Giudecca. Não sabia que um barco daquele tamanho poderia passar por alí. Foi engraçado ver monte de turistas no barco tirando fotos da cidade e monte de turistas na cidade tirando fotos do barco passando. Depois as fotos vão mostrar locais com um monte de gente com câmeras na frente do rosto.
A fome começava a apertar. Resolvemos parar em uma da incontáveis lanchonetes e experimentamos o chamado pizzoto, que seria uma massa de pizza um pouco mais grossa que as finas já típicas, com recheio e enroladas sobre si mesmas, parecendo um imenso enrolado de pizza. Bom, principalmente se tratando dos ingredientes que tinham muito mais sabor por aqui (se um dia vierem para a Itália, perceberão que os cogumelos tem mais gosto). Voltamos para o albergue para deixar coisas e nos recuperar e saímos novamente para caminhar.
Confesso que devo ter exigido um pouco demais de minha mãe. Se conseguirem ver o mapa, verão que o caminho foi longo. Saímos no meio da tarde e levei ela para conhecer a Pizzale Roma, onde se pode encontrar um terminal de ônibus que vai para diversas partes de Veneza Mestre e outros lugares. De lá, seguimos caminhando por vielas, passamos pela Igreja de San Barnabas (Indiana Jones, alguém?) e fomos seguindo até chegar na igreja de Nossa Senhora da Saúde!
Fechada fazia 10 minutos.
Ok. Erro de planejamento. E minha mãe com uma cara que não tava mais a fim de andar mais. Tinha um ponto de vaporetto próximo, mas nada de bilheteria. Ficamos no impasse de pegar ou não o vaporetto sem um bilhete e saltar na estação seguinte de San Marco, mas resolvemos retornar a pé. Pelo menos, ao chegar na Academia, não muito longe dali, a estação já possuia bilheteria e pudemos comprar nossos bilhetes e seguir de forma honesta pelo Grande Canal. Pelo menos fizemos um passeio de barco. Na volta, resolvemos saltar em Rialto e retornar até a praça de San Marco para ver o movimento noturno e os restaurantes chiques com suas bandas de músicos se alternando. A praça já estava bem seca e cheia de gente. Voltamos pelo caminho mais rápido até o albergue e pegamos mais uma pizza para a noite. Só espero não enjoar de tanta pizza.



Acordamos relativamente cedo por aqui. Aliás, normalmente estamos acordando por volta das 8 da manhã todos os dias. Nos aprontamos no imenso banheiro destinado para 4 pessoas (duas pias, mas só um vaso e um chuveiro, que está em uma banheira e tem apenas uma porta suspensa que cobre apenas um pedaço e não impede que se molhe o chão) e fomos para o café da manhã na sala comum.
Uma coisa que preciso notar é que estamos tendo sorte com café da manhã. Tirando Paris, todos os outros lugares em que nos hospedamos tinha café incluso. E não era um mero café de café e torradinha. Com suco, leite, café, cereal, pão, geleia, manteiga frutas... Nesse de Veneza tinha um suco de tudo e mais um pouco (lembro apenas de abacaxi, laranja e cenoura, mas tinha mais coisa junta segundo a embalagem), torradeira para torrar pães, frutas (caso achasse que o suco tinha poucas), cream cheese, 4 tipos de geléia, mel, nutella (!!) e ainda uma espécie de croissant (não era folheado como um croissant conhecido) recheado com uma pasta de laranja. A moça do albergue (acho que o nome era Meg) ia lá todos os dias preparar tudo e depois ia embora. A única coisa que ela pedia, e estava escrito, era que cada um precisava lavar sua própria louça. Nada mais justo.
Terminamos o café da manhã e resolvemos visitar a cidade. Nada mudou muito desde a última vez que estive aqui. A principal diferença era que ao invés do calor de Julho, estava fazendo um considerável frio de Outono. Pela janela do quarto, podia-se não ver a cidade, pois uma imensa neblina bloqueava qualquer prédio além do segundo canal de distância (ja que a cidade tem monte de canais cruzando os "quarteirões", nada mais sensato que medir em canais de distância). Felizmente, era só a neblina que tinhamos que lidar, pois alguns dias antes soubemos que havia chovido bastante pelo norte da Itália.
Graças ao meu antigo mapa de Veneza da última viagem (não que adiante muito, pois a maioria dos mapas não tem todas as ruas com nome impresso), fomos nos perdendo pelas alamedas e vielas, para conhecer algumas igrejas pelo caminho até a ponte Rialto. Como estavamos próximos da ferroviária, o caminho atpe o Rialto demoraria mais. Lógico que paramos diversas vezes para ver vitrines com artigos locais (uma grande diferença entre viajar sozinho e com uma pessoa do sexo feminino é que se para mais vezes para ver de tudo). Mas foi só ao chegar em Rialto que minha mãe pode ter noção do que realmente se tratava Veneza. Ela ficou extremamente perplexa com o movimento de barcos, inclusive com os pequenos engraffamentos que existiam com os barcos de serviço da cidade, o vaporetto, os taxis e as gondolas para turistas mais ricos.
Antes de cruzar a ponte, passamos um tempo contemplando as diversas barracas da feira municipal, com seus diversos artigos variando entre frutas, verduras, temperos e outros tantos mais. Também existiam várias barracas vendendo camisetas e artigos de vestuário ou lembrancinhas da cidade. Mas evitamos tudo isso e prosseguimos até chegar na praça de São Marco...
...alagada e com vários tablados elevados para passagem das pessoas. Na última vez que estive por aqui, eu vi os efeitos da maré alta, mas só havia enchido um pequeno pedaço da praça. Agora, toda a parte em frente à Basílica de São Marco e o campanário estava alagada. Era pouco, mas o suficiente para se encharcar o tênis se pisasse nas poças. Resolvemos pegar o caminho elevado até a entrada da Basílica primeiro. Eu já sabia que não seria permitido fotos no interior e vi que o balcão superior estava em reformas e como minha mãe não estava fazendo questão nenhuma de pagar muita coisa, ficariamos na parte de baixo mesmo.
A primeira coisa estranha que reparei dentro da igreja foi que havia algumas pessoas tirando fotos, mesmo com os avisos na entrada! Por precaução, ainda mais que se via funcionários olhando ao redor, retirei a tampa da minha máquina e saí tirando fotos torcendo para que estivesse no ângulo certo. Perto da saída, nem me importei e saí tirando fotos com a câmera no rosto mesmo. Até minha mãe tirou fotos com flash! Realmente algumas coisas mudaram. Se é de fato ou simplesmente estavam de saco cheio naquele dia, não sei, mas aproveitei um pouco. A basílica é bem pequena se comparada com a de São Pedro no Vaticano, mas o interior cheio de desenhos contornados por muito dourado do ouro fazem dessa basílica um lugar bem bonito.
Saindo da basílica, fomos até a calçada de frente para o mar Adriático. Do outro lado do canal, via-se a ilha de Giudecca, que mais uma vez não consegui ir, com a imensa igreja de San Giorgio Maggiore se sobressaindo. Tentei me lembrar de que ângulo havia tirado uma bonita foto em 2009, para tirar outra e comparar, mas não consegui. Além do mais, o céu meio encoberto nao deixava uma aparência boa. Seguimos mais adiante e eu esperando que, ao contrário de 2009 quando as laterais dos palácios de Ducalle e o outro ao lado estavam tapados para reforma, deixando a Ponte dos Suspiros minguada, a ponte estaria agora livre de reformas...
...coberta por andaimes.
Ok, tudo bem. A ponte não tem nada de mais. A Rialto é mais bonita. A Ponte Vecchio em Florença é mais charmosa, mas a Ponte dos Suspiros seria um marco para a cidade. Algo que se identifica claramente quando se fala de Veneza. Mais uma vez, ela estava coberta e impossibilitada de mostrar sua simplicidade (ela é curta, uns 4 metros, talvez, e devia ter no máximo uns 2 metros de altura) e simbologia. Tivemos que nos contentar com a ponte atrás de barras de metal e um operário mexendo nela.
Fomos até mais distante que eu já havia percorrido e resolvemos voltar. Numa das pontes da avenida que costeia o mar, resolvemos parar para apreciar a passagem de um cruzeiro de luxo que estava na região. Dois rebocadores tratavam de guiar o imenso navio pela estreita passagem entre Veneza e Giudecca. Não sabia que um barco daquele tamanho poderia passar por alí. Foi engraçado ver monte de turistas no barco tirando fotos da cidade e monte de turistas na cidade tirando fotos do barco passando. Depois as fotos vão mostrar locais com um monte de gente com câmeras na frente do rosto.
A fome começava a apertar. Resolvemos parar em uma da incontáveis lanchonetes e experimentamos o chamado pizzoto, que seria uma massa de pizza um pouco mais grossa que as finas já típicas, com recheio e enroladas sobre si mesmas, parecendo um imenso enrolado de pizza. Bom, principalmente se tratando dos ingredientes que tinham muito mais sabor por aqui (se um dia vierem para a Itália, perceberão que os cogumelos tem mais gosto). Voltamos para o albergue para deixar coisas e nos recuperar e saímos novamente para caminhar.
Confesso que devo ter exigido um pouco demais de minha mãe. Se conseguirem ver o mapa, verão que o caminho foi longo. Saímos no meio da tarde e levei ela para conhecer a Pizzale Roma, onde se pode encontrar um terminal de ônibus que vai para diversas partes de Veneza Mestre e outros lugares. De lá, seguimos caminhando por vielas, passamos pela Igreja de San Barnabas (Indiana Jones, alguém?) e fomos seguindo até chegar na igreja de Nossa Senhora da Saúde!
Fechada fazia 10 minutos.
Ok. Erro de planejamento. E minha mãe com uma cara que não tava mais a fim de andar mais. Tinha um ponto de vaporetto próximo, mas nada de bilheteria. Ficamos no impasse de pegar ou não o vaporetto sem um bilhete e saltar na estação seguinte de San Marco, mas resolvemos retornar a pé. Pelo menos, ao chegar na Academia, não muito longe dali, a estação já possuia bilheteria e pudemos comprar nossos bilhetes e seguir de forma honesta pelo Grande Canal. Pelo menos fizemos um passeio de barco. Na volta, resolvemos saltar em Rialto e retornar até a praça de San Marco para ver o movimento noturno e os restaurantes chiques com suas bandas de músicos se alternando. A praça já estava bem seca e cheia de gente. Voltamos pelo caminho mais rápido até o albergue e pegamos mais uma pizza para a noite. Só espero não enjoar de tanta pizza.
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