...ou O que tem aqui mesmo?
Saindo do albergue e descendo o pequeno morro onde ele fica, conseguimos avistar ao longe uma imensa aglomeração de pessoas. Como no momento não tinhamos mesmo muito o que fazer já que estava para anoitecer, resolvemos ver o que era. Nada mais que uma aglomeraçao de pessoas mesmo. Numa concentração de ruas que desembocam em uma praça. Como hoje é sábado, isso significa que aquele era um dos points da galera genovesa. No caminho, achamos um mercadinho, dois restaurante e uma padaria (que nos dias seguintes não ajudaria muita coisa) e ainda um mercado tipo o municipal de Campinas, chamado Mercado Orientale. Um imenso saguão circular com um anel externo vendendo tipos de carne, um intermediário com frutas e alimentos em geral e um interno com roupas e afins. Interessante observar o tipo de produto que cada um vende, descobrir os nomes diferentes e tentar fazer comparação de preços (o "pedacinho" de bacalhau estava bem mais barato do que no Brasil, considerando que era uma peça inteira). Minha mãe deu várias mostras de não saber o caminho de volta por onde entramos graças a tantas voltas que demos. Ainda bem que eu estava marcando pontos geográficos para me orientar.
Saindo do mercado, entramos em outra rua próxima que subia fazendo uma suave curva. Subimos por ela por ser rua de pedestres e ter bastante movimento de pessoas. Ao final, chegamos numa imensa avenida de duas mãos que depois descobri ser a principal de Genova. A XX de Settembre. Com um trecho com longos arcos cobrindo as calçadas, essa seria uma das mais movimentadas de pessoas, tudo por causa das lojas que ali ficavam. Todas aquelas lojas de marca estavam ali. Poderia se comparar até com a Champs Elysee (guardando-se as proporções, claro) com tanta marca famosa e a quantidade de pessoas.
No alto da Via (aqui não parece ter nomes como rua ou avenida e sim vialle, Via entre outros) chegamos na Piazza Ferrari, que seria a principal praça de Genova, com o palácio Ducalle (pelo visto, Ducalle seria um título, pois palacios Ducalle são encontrados em vários lugares) e um imenso chafariz central com pessoas ao redor. Como estava já ficando de noite e escuro, voltamos pela XX de Settembre pela outra calçada, para podermos ter visto ambos os lados. Voltando para a praça que vimos no começo (Piazza Cristovao Colombo) e adiante até encontrar o mercadinho visto antes. Preços em conta, algumas coisas interessantes, resolvemos comprar o suficiente para a refeição noturna e voltar para o albergue.
Lanche com pão de forma, cream cheese, queijo emental (era para ser queijo que se derrete em misto-quente por exemplo, mas decidimos comer frio mesmo) prosciutto (vulgo presunto) e uma bebida láctea com chocolate. Como ainda tinhamos o cuteau (de Paris), fizemos sanduíches e assistimos um pouco de noticiários italianos. Sem entender nada, mas sem problemas. O único que teve foi o fato de todo dia 29, temos uma tradição de comer nhoque (gnochi por aqui), mas não conseguimos encontrar nada aberto que oferecesse o prato, portanto tradição suspensa pelo mês. Sono continua pesando, portanto dormir para tentar aproveitar o dia seguinte.
Minha mãe perguntando na volta o motivo de estarmos aqui, uma vez que até o momento ela só havia visto um trânsito caótico(não chega ser tão caótico assim, mas nunca se sabe se pode ou não atravessar um sinal). Eu lembrei a ela que estavamos ali justamente pelo fato dela ficar lendo revistas de passeios turísticos e ficar repetindo várias vezes que queria ir para a Liguria. Bom, estammos aqui (nota mental, realmente não deixar minha mãe ler nenhuma revista de turismo enquanto se planeja uma viagem). Não vimos o que seria o principal por aqui, que é o porto, mas já dava para perceber que a cidade tinha seus pontos altos (de fato, varios pontos altos em morros ao redor).
1 de novembro de 2011
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