...ou como resolver tudo na última hora.
Após o almoço, com a barriga realmente pesando, fomos andar até a praça de San Marco (vaporetto pra quê? Desgastar o almoço era preciso!) com o intuito de ver o movimento. Eu queria ver também se conseguia comprar alguma camiseta de lembrança, já que não tinha comprado nada de Veneza (na útlima vez, havia sido um boné. Agora uma camiseta seria mais bem aproveitada). Chegando lá, vimos a praça bem mais seca e bem mais cheia de turistas! Lógico que a maior concentração era para a basílica, mas uma enorme multidão estava concentrada na passagem para a área de frente para o mar.
Muitas barracas estavam por ali, mas nenhuma delas tinha a camiseta que eu queria. Eu tinha visto umas legais no dia anterior, mas (obviamente) havia deixado quieto pensando que mais tarde ainda se acharia. Lógico que os vendedores não eram os mesmos que eu avia visto antes. Interessante no dia anterior era que ficou parecendo que os vendendores possuem uma espécie de rodizio de vendas. Chega numa determinada hora, todos fecham as barraquinhas e vão embora. E vão embora mesmo. Não adiante chegar com dinheiro na mão e apontando o produto, o vendedor não vende e ainda manda você embora. Talvez a camiseta que eu queria devia ser do vendedor da manhã. Como na manhã seguinte não haveria tempo para compras, era uma vez uma camiseta.
Mesmo procurando pelo calçadão beira-mar, nenhuma barraca parecia colaborar comigo. Muitos agasalhos que nem me interessavam e só pesaria mais ainda na minha mochila. Nada de interessante só me restava me conformar e terminar o dia. Pegamos um vaporetto por ali mesmo e fomos até a parada mais próxia do albergue, mas antes resolvemos ir até o mercado, garantir algo para comer durante a noite e a refeição que seria feita na viagem do dia seguinte até Genova.
Já de volta ao quarto, inconformado com minha derrota, resolvi dar mais uma chance e fui à caça. Saindo nem querendo me guiar por mapas, determinado a comprar algo para lembrar de Veneza, me perdi umas 2 vezes pelo caminho até conseguir chegar na ponte Rialto. Lá, consegui observar algumas barracas com camisetas, mas ainda achava que poderia encontrar algo mais legal na praça de San Marco. Como a distância não era pouca e parecia que os vendedores do Rialto estavam se preparando para fechar as barracas, resolvi apertar o passo e arriscar...
...e bater com a cara na porta.
Ao chegar na praça, todos os vendedores já estavam arrastando suas respectivas barracas para sabe-se lá onde, terminando seus negócios. Batendo um certo nervosismo, tive que voltar todo o caminho até o Rialto. Óbvio que praticamente todas as barracas estavam já fechadas. Apenas uma aberta e nem parecia que tava com vontade de fechar. O bom era que tinha camisetas que me interessavam. O ruim era que não eram as que eu tinha visto no dia anterior. Mas, como o culpado era eu mesmo, tive que me contentar com essas. Duas camisetas legais, mostrando os típicos desenhos de Leonardo da Vinci.
Ok. Meio clichê, mas é meu xará. Não podia deixar de lado a oportunidade.
Volti com a sensação de dever cumprido e me preparando para o dia seguinte, quando começaria mais uma viagem para a nossa próxima etapa.
Genova!
31 de outubro de 2011
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