29 de outubro de 2011

Primeira noite em Veneza...26/10/11

...ou como certos lugares são confusos de noite.

Depois de alguns percalços, chegamos até Veneza, também conhecida como La Serenissima. A estação estava igualzinha desde a última vez que estive aqui, portanto não foi difícil me orientar. Tivemos que subir a "pequena" ponte da estação que cruza o Grande Canal para poder chegar do outro lado e nos dirigir para o albergue. O bom era que ficava próximo da estação. O ruim que de noite, ficava difícil enxergar nomes ou números. Tivemos que dar umas voltas por vielas, mas com um pouco de esforço chegamos até o albergue. Ou pelo menos pensamos que sim.

O casal que cuida do albergue é bastante atencioso. Jovens, eles tem idéia de como lidar com pessoal que anda pra lá e pra cá com malas e mochilas. O problema que o prédio onde eles ficavam era apenas para os quartos comunitários. O local onde eram os quartos privativos (desconfio que só tem um) ficava em outro prédio. Toca nós nos deslocarmos por várias ruas e becos escuros. Havia chovido naquele dia e o chão estava úmido, o ar frio. Depois de uns 5 minutos andando, chegamos até o prédio. O local fica no terceiro andar de um prédio do século 18! Tudo espaçoso com pé direito bem alto. Um elevador típico de porta externa e duas portinhas internas que precisavam fechar manualmente nos levou até o piso. Curiosamente, o apartamento tinha dois quartos. Um deles era o privativo e outro era para quatro pessoas. POr uma questão de logística, uma vez que o quarto privativo já estava ocupado e não havia reservas para o quarto comunitário, o pessoal do albergue nos colocou neste último, por apenas 2 dos 3 dias que ficariamos. Pelo menos tivemos um amplo quarto com camas para escolher.

Como já era de noite, estava frio, o cansaço pegando pesado, resolvemos não sair para passear e deixar para ter a primeira impressão sob o sol (pelo menos para a minha mãe, pois eu já conhecia a cidade). Com a indicação do dono do albergue, fui até uma pizzaria que ficava duas portas de distância e peguei uma pizza de funghi (mais conhecido como champignon) e essa foi nossa primeira refeição na Italia.

Antes de partir, pedi a localização de onde estavamos. O engraçado era que o albergue ficava mais perto da estação de trem que o outro prédio! Melhor para nós. Esse é um importante detalhe de Veneza. Para chegar de um ponto a outro, eles podem ser próximos em linha reta, mas precisa dar uma volta enorme e cruzar pontes sobre os canais. Vamos descansar para ver se aproveitamos bem melhor o dia seguinte.

28 de outubro de 2011

Interlúdio em Milano Centrale...26/10/11

...ou como senti falta do italiano.

Engraçado de se ter um bom tempo nos trens é que posso escrever na medida que vai acontecendo as coisas... quase um twitter, mas nesse caso com mais de dez mil caracteres e postado de tempos em tempos. Ou seja, o post anterior eu não sabia o que o futuro nos reservaria e nesse post eu já sei. Poderia ter modificado, mas deixei como está. Fica mais fiel desse jeito.

Como temiamos, tivemos atraso. Algumas paradas, trem andando lentamente em vários trechos o tempo passando e nada de Milano chegar. Numa das paradas, consegui ver num mostrador da plataforma que o trem estava com 35 minutos de atraso! Isso era ruim. Muito ruim. Haviamos inicialmente uma folga de 15 minutos e agora estavamos faltando 20! Na parada seguinte, anúncio de atraso de 27 minutos. Ok, reduziu em 8 minutos o atraso, mas ainda o suficente para perdermos o nosso trem. Lógico que sempre havia a esperança do trem para Venezia atrasar ou esperar caridosamente pelos trens atrasados, mas claro que isso não aconteceu. Chegamos em Milano com 25 minutos de atraso e considerando o tempo do carro até o começo da plataforma, o trem para Venezia havia partido e muito. O próximo sairíam em cerca de 40 minutos. Restava agora ir até as bilheterias tentar trocar a passagem ou, na pior das hipóteses, torcer para dar tempo de comprar novas.

Lá vai eu me lembrar da disposição da estação de Milano. Bom já ter vindo aqui, mas precisa trazer desde as unidades de memória antiga para a memória RAM cerebral. Precisei descer 2 andares (não havia indicações de bilheteria, mas lembrei que precisava descer) e uma longa fila nos caixas. Havia um velhinho (sendo bonzinho, devia ter seus 60 e poucos anos), vestido com casacão e quepe da Trenitália, atendendo várias pessoas. Observando, não parecia que ele falava inglês. Era isso ou ficar na fila das bilheterias e torcer pra chegar a tempo. Apostei no bom velhinho. Tive que disputar atenção com uma senhora que discutia sobre um cheque que ela tinha sobre algum serviço da Trenitalia que era servido, mas que o velho disse não valer nada (o bom do Italiano que se entende bem mais palavras faladas que o francês). E eu mostrando a passagem de Paris para Milano. Quando ele viu que estava estranho, consegui mostrar sobre a passagem para Venezia e dizia "ritardo", "ritardo" (atrasado, atrasado).

Ele falou um monte de coisas em italiano. Tentei puxar para o inglês sem sucesso e ele pegou um livreto com horários de trens, viu um que notei que era para Venezia, anotou algumas coisas bem difíceis de ler, deu uma rubrica, carimbou devolveu o bilhete fez um "pode ir embora" com a mão falando mais coisas em italiano. Tentei confirmar que estava válido o ticket, mas ele repetia mais coisas que não entendi e foi dar atenção para outros passageiros. Olhando para o ticket, parecia estar escrito um "Autorizato #*&@)! 9733" rubrica e um carimbo que notadamente a tinta ainda estava beeem molhada. Não arriscando, fiquei como bilhete balançando na mão e fui tentar encontrar algum outro funcionário da estação para pegar informações. Os únicos que encontrei estavam com fila e o tempo urgia. Resolvi voltar, pegar minha mãe e ir pro trem.

O problema de se ter trocado o horário do trem, mesmo estando com um anterior válido para o atual, é que não tinhamos reserva de assento (possivelmente teria se tivesse ficado nas bilheterias, mas deixei quieto). Por isso precisamos esperar todo mundo entrar, o trem entrar em movimento e ver algum lugar vazio. O bom era que haviam várias pessoas por ali na mesma situação, portanto não seriamos os únicos. Lógico que sem querer acabei metendo o dedo no carimbo do bilhete, manchando uma parte do símbolo e ficando com receio do billheteiro implicar. Tudo sem necessidade. Ninguém requisitou nossos assentos, o bilheteiro deu uma rápida olhada no bilhete e deu a furada necessária e continuamos nossa viagem para Venezia, com uma hora de atraso.

Agora, só esperar que o pessoal do albergue esteja nos esperando e curtir a estadia. Em Milano, observei que havia possibilidades de atraso nos trens para Genova (nossa parada seguinte) por causa do mau tempo, o que aliás descobrimos que tem algumas partes da Itália e Europa afetadas e por isso o nosso trem Paris-Milano atrasou. Portanto talvez na saída para Genova, devemos pegar bilhetes para Milano e de lá comprar para Genova. Pelo menos não correriamos o risco de perder a conexão.

Viagem até Venezia...26/10/11

...ou tão perto, mas tão longe!

Tivemos que acordar cedo nesta quarta, por volta das 5 da manhã. Isso se fez necessário pois teriamos que ir até Gare de Lyon, que ficava distante do hotel e ainda teriamos que pegar 2 linhas de metro. Como não sabiamos como estaria o movimento de pessoas nos vagões, sair cedo foi a solução. Até que compensou. Viagem tranquila e vazia. Poucos passageiros enfrentando o frio e o sono para sair na rua.

Ficamos um pouco de tempo esperando na estação até chegar na hora de embarcar no trem. A parte onde estavam o nosso trem estava em obras, fazendo com que todos passassem por umas passagens estreitas dentre tapumes. Para melhorar, os nossos lugares do trem estavam ocupados por uma moça com 3 crianças pequenas, já se refastelando pelos lugares. Ainda bem que eu sabia um pouco de francês, pelo menos os números, para indicar que aqueles eram os nossos lugares. A mulher, inicialmente achando que estava certa, descobre no momento que estava no carro errado. Vai ela com 3 crianças pequenas arrastando até o vagão seguinte. E volta ela descobrindo que também não era o outro vagão que ela queria. Esperando ela voltar para terminar de pegar as bolsas, conseguimos finalmente sentar.

Algo conspirando contra nós para fazer sempre que sentemos nos lugares compartilhados, ou seja, de frente para outros dois assentos com uma mesa no meio. É um péssimo lugar, pois não dá pra esticar as pernas sem ficar esbarrando nos outros, no caso um casal de senhores italianos. Mas tivemos que nos conformar.

Tomando nosso café da manhã no trem, com sanduíches prontos e sucos, ficamos apreciando o amanhecer nas paisagens francesas. Muitos pastos, casinhas, bois e vacas, tudo de forma preguiçosa. Depois de quase duas horas, uma manutenção nos trilhos faz com que o trem fique parado um tempo. Isso preocupa, pois ele vai até Milão onde teriamos que sair do trem e em 15 minutos achar e entrar no próximo até Venezia. O tempo dá, mas dependendo desses atrasos, a coisa pode complicar.

Resolvo tirar o atraso do blog, escrevendo no notebook. Todos esses posts desde a visita da Torre Eiffel foram escritos no trem. Tempo bem aproveitado. É interessante ficar relembrando os fatos e locais escrevendo o que se lembra e o que pensa e olhando pela janela e vendo uma paisagem pictoresca do interior da França. Até começarem os túneis e vermos algumas montanhas ao longe. Montanhas com os cums cobertos de uma camada branca e fina de neve. Onde no Brasil consegue-se apreciar isso?

Cá estou eu, escrevendo, enquanto o trem parava em algumas cidades, e minha mãe me chama a atenção para o lado de fora, em uma cidade fronteira entre França e Itália. Eu resolvo olhar o que chamou tanta a atenção dela...

NEVE!!!!

NEEEEEVEEEEEE!!!!!!

Já falei que era NEVE???

Os trilhos cobertos de neve. Os gramados entre os trilhos e na estação cobertos de neve. As casinhas com telhados brancos de neve. As ruas cobertas de neve. Os picos das montanhas, já bem próximas, cobertos de neve! Neve que nunca havia visto ao vivo e em cores (monocromática, mas mesmo assim branco é uma cor). Mas estava tão perto de nós, menos de 3 metros! E não podíamos descer, tocar, pegar, experimentar (blergh, essa neve não deveria ser boa não) fazer qualquer coisa. O vidro era nossa fronteira para algo novo. Tivemos que nos contentar com a imagem e as fotos tiradas.

Agora é só esperar para ver se não haverá problemas com atraso.

Última visita...25/10/11

...ou como certos lugares são bonitos durante a noite.


Malas praticamente arrumadas, biscoitos amanteigados e sanduíches preparados para a viagem, só faltavam poucos detalhes para sairmos do hotel. Só precisava fazer uma coisa muito importante antes de deixa Paris.

Pouco depois das 7:15 da noite, o sol já posto, saí do hotel sozinho (minha mãe não fazia questão de sair de noite) e fui até a Avenida Kleber, seguindo para o sudeste em direção a Trocadero, para ver o mais belo símbolo de Paris, quiçá da França, durante a noite.

La Tour Eiffel!

Assim como a Fontana di Trevi em Roma, esse monumento precisa ser apreciado tanto de dia quanto de noite. A iluminação amarelada dava um tom antigo no momumento e deixava a noite mais bonita. Estava frio e era preciso deixar o casaco fechado até em cima, mas dava para apreciar e tirar muitas fotos. O mais importante estava por vir, quando chegasse a hora cheia.

Toda hora cheia, por 5 minutos, milhares de luzes piscam na torre, deixando-a com aspecto de árvore de Natal. Engraçado que muitos turistas deixavam o local poucos minutos antes do espetáculo! Será que não sabiam o que ia acontecer (assim como o pessoal que sai da sessão de cinema sem saber das cenas pós créditos?) ou nem se importavam mais? Toda noite em Roma, mesmo sabendo como era, ia até a Fontana di Trevi apreciar o monumento. Mas enfim. Cada turista com seu passeio. Consegui tirar várias fotos. Pena que não tinha filmadora e tinha esquecido meu celular no hotel, senão poderia ter filmado o espetáculo.

E eis que chega ao fim a estada em Paris e na França. Eu até que gostei dos dias passados aqui, mas gostaria de voltar apenas quando aprendesse mais o francês, para aproveitar melhor certas coisas. Minha mãe já disse que não quer mais vir pra cá. Pegou bronca com as escadas intermináveis e as estações de metro. Vamos ver no que vai dar as próximas cidades.

Próxima parada: Venezia!

Père Lachaise...25/10/11

...ou como os mortos tem mais pompa que os vivos.


Seguindo conselhos de quem já veio a Paris, resolvemos fazer uma visita a um lugar nada convencional. O cemitério de Père Lachaise. É um cemitério famoso, pois várias personalidades foram enterradas por lá, como Jim Morisson, Balzac, Orson Wells, Edith Piaf, Marcel Proust entre outros. Lógico que não estava aqui para ver o túmulo do Jim, mas por causa da minha mãe, resolvemos vir aqui pois também estava enterrado o Alan Kardek.

Como todo o resto de Paris...escadas. Muitas. Além de ladeiras.

O cemitério tenta manter um padrão e uma disposição de túmulos e ruas, mas é meio confuso, principalmente quando muitas ruas que encontramos placas não consatavam do mapa que fica na entrada do cemitério. Resolvemos ficar andando pelas vielas, apreciando (?!) as esculturas dos túmulos de pessoas que nunca ouvimos falar. Interessante que mesmo sabendo que haviam turistas que visitavam esse local, não imaginava que fossem tantos. Tudo bem que não é nada comparado a alguma igreja ou museu, mas visitantes de cemitério não é algo tão comum assim.

Andando por um bom pedaço, subindo altas escadarias, finalmente encontramos o túmulo do Alan Kardek. É simples se comparado aos demais. Um busto, no alto de um pilar com alguns dizeres sobre o que ele fez e muitas flores ao redor. Haviam vários visitantes no túmulo, principalmente jovens. Tiramos algumas fotos e resolvemos continuar olhando vários outros túmulos.

Não havia muito o que se fazer por aqui. É um cemitério onde pessoas famosas foram enterradas. Curioso ver que certos túmulos eram grandiosos, com esculturas trabalhadas, escritos em relevo, arranjos de flores, enquanto que alguns túmulos folhas e mugos já tomavam conta, isso se já não tivessem com lápides desgastadas com o tempo ou até quebradas. Foram vários túmulos onde as pedras estavam quebradas e mato ou até árvores saíam dos túmulos. Muitas portas quebradas de pequenas tumbas e um descuido enorme em vários lugares. Não sei se os corpos foram retirados, ignorados ou sei lá o quê. Pelas datas que viamos em lápides, alguns túmulos foram usados pela última vez há mais de 50 anos. Sabe-se lá quem cuida disso. Talvez seja caro manter algo por aqui.

Deixando os mortos enterrados, saímos de Père Lachaise, considerando que visitamos vários tipos de atrações, resolvemos voltar para nos preparar para ir embora. Mas antes disso, voltamos até o Latin Quarter mais uma vez, a fim de almoçar.

Chegando por lá, resolvemos ir no mesmo restaurante de domingo, mas infelizmente o atendimento foi diferente. Um jovem que devia estar ainda em período de experiência demorava para nos atender, lembrar os pedidos e trazer os pratos. Para melhorar, na hora de sair começou a chover. Uma pancada de chuva digna das chuvas de verão no Brasil. Choveu por 20 minutos e parou, mas foi o suficiente para perceber que as ruas também enchem e o trânsito fica caótico como em qualquer outro lugar.

Uma parada para atender desejos consumísticos na FNAC (espero não ser atraído pela alfândega na volta) e fomos para o hotel. É incrível como tantas coisas pequenas consomem bastante tempo. Voltamos já era depois das 6 da noite. Cansaço e expectativa por sair de Paris e da França e ir para o nosso próximo país.


27 de outubro de 2011

Montmatre e Sacre Coeur...24/10/11

...ou o ápice das escadarias.

Finalmente chegamos ao bairro de Montmatre (não sei se seria cahamdo de bairro, mas consideremos como tal). É um local boêmio, com monte de lojas vendendo um monte de coisas, monte de restaurantes servindo variados pratos e monte de casas de shows, seja mais privados ou mais suntuosos. Seguindo pela avenida principal, viramos algumas ruas adiante e seguimos ladeira acima para o que seria um dos outros principais pontos religiosos de Paris. A famosa catedral de Sacre Coeur (Sagrado Coração).

Diferente de sua prima Notre Dame, que tem linha mais retas, a Sacre Coeur tem mais redomas, mais curvas e fica no alto de um morro, fazendo com que tenhamos que subir uma ladeira para chegar aos pés de uma longa escadaria para chegar até o nível da catedral. Não e tão extensa quanto as escadarias da Igreja da Penha, no Rio, mas não fica muito atras. Degraus ingremes e estreitos fazem a subida mais cansativa.

E também diferente da prima Notre Dame, aqui não se pode tirar fotos. Ambas pediam contibuição para recuperação de suas instalações (assim como qualquer igreja no mundo todo) e aqui o ponto que mais chamava a atençaõ era o teto pintado do domo central com Jesus em posição de destaque e monte de santos e santas ao redor. Alguns turistas teimavam tirar fotos para a irritação dos funcionários (um deles parecia que ia arrancar a máquina de uma turista que dizia que não havia entendido as placas). Acho besteira, pois se as principais igrejase catedrais deixam, por que não esta?

Foiuma visita um pouco mais rápida que a de Notre Dame e a descida foi mais convidativa que a subida. O ponto alto do local é que como está no alto de um morro, tem-se uma grande visão privilegiada de Paris. A torre Eiffel não era visível, mas se podia ter uma bela noção de como é a cidade (assim como Praga, a maioria dos prédios costuma ter a mesma altura. Depois descobri que existe uma norma impedindo construções de prédios altos nas regiões centrais de Paris).

Voltando da catedral, pela mesma rua que subimos, passamos por uma loja que vendia dezenas de tipos de doces e biscoitos amanteigados. Como não almoçamos de fato e nossas lumbrigas estavam agitadas, resolvemos entrar e conprar vários tipos para experimentar e levar ao longo dos próximos dias, especialmente na viagem até Veneza. Eram boscoitos de nata, com laranja, limão, nozes, pingos de chocolate, chocolate, coco, e muitos outros. Caramelos tinham aos montes, mas resolvemos não pegar. Ia ser muito doce.

Na volta decidimos passar da estação que viemos (Pigalle) e seguir mais adiante até chegarmos na estação Blanche. O que tem lá de bom? Moulin Rouge! Aquela casa de espetáculos com vedetes e mulheres semi-nuas dançando pra lá e pra cá com alguma história de fundo. Lógico que como ainda era cedo, estava vazio na frente (pelo menos vazio de pessoas que iriam para o espetáculo, pois de turistas estava cheio). Pode-se dizer que é uma casa de espetáculos que vai mais pelo nome. Tem um moinho de vento na frente e cartazes, mas nada lembrando aquele luxo e pompa que tem no filme de mesmo nome.

Assim encerra-se mais um dia em Paris. Consideramos que esse foi o dia em que mais andamos. Meus pés estavam realmente doendo e sem contar as inúmeras escadas que subimos e descemos ao longo do dia. Passamos em um Carrefour na volta para o hotel (afinal, é francês) e compramos algumas coisas para o café da manhã seguinte.

Próxima parada: túmulos.

A caminho de Montmatre...24/10/11

...ou como errar o caminho também serve.

Vendo o melhor caminho para se chegar até a área de Montmatre, ou seja, pegar apenas uma linha de metro, tivemos que percorrer parte do caminho de volta até a Praça da Concórdia e pegar o metro lá. O problema era que achei que o metro fosse andando mais um pouco pela Avenida Royale e seguimos por ela. Chegando até uma praça com um prédio antigo e vendo uma estação de metro que não era para ser a que deveriamos acessar, vi que haviamos passado e muito do nosso objetivo. Vamos voltar.

Na volta, paramos para apreciar a vitrine de uma confeitaria onde vários doces coloridos eram expostos. Vendo o nome e a aparência do lugar, lembrei de uma reportagem que lera no dia anterior (justamente procurando por padarias) mencionando essa confeitaria. Le Dureé é considerada como uma das mais sofisticadas de Paris e vive cheia. Ela é estreita, com vários funcionários atrás do balcão para atender os vários clientes e doces, doces e doces (com um ou outro croissant perdido no meio). Lá também pode-se encontrar os famosos macarons (nada a ver com macarron), que seriam os nosso doces casadinhos com recheios diversos. Pegamos alguns, um croissant com laranja e um doce com massa folheada enrolado com chocolate, amendoas e um pouco de canela.

Dizem que se for em Paris e não experimentar um macaron, então não foi à Paris (o mesmo se diz para o Louvre, a torre Eiffel, etc). Ok. Experimentei. Posso dizer que fui à Paris. Mas confesso que achei muito mais ou menos. Massa quebradiça. O recheio acho que se for de fruta, vai ser melhor aproveitado, mas os demais, como café ou anis são enjoativos. Preferi muito mais o cinamon roll com amendoas. Mas pelo menos podemos dizer que visitamos e compramos de um lugar extremamente chique Se tivessemos acertado a estação, não teriamos visto essa confeitaria. As vezes se perder um pouco permite achar coisas interessantes. E afinfal, a estação da Praça da Concórdia pedia para não ser vista. Uma mera escadaria com a inscrição de metro escrita embaixo, ao invés das habituais placas acima das escadarias. Uma rápida parada antes de seguir para Montmatre. Pelo menos teriamos o que comer ao longo dos dias.

26 de outubro de 2011

Musée Louvre...24/10/11

...ou como pegar um imenso palácio para um quadro só.

Segunda-feira em Paris. Resolvemos tomar café da manhã no quarto mesmo com baguete comprada em uma padaria chique (mas o preço era o mediano) e suco de laranja espremido recentemente (apesar de ser embalado alguns dias antes). E vamos para o Louvre! Afinal, as terças ele fecha, ao contrário de monte de países onde museus fecham às segundas.

Novamente fomos até a Champs Elysée (confirmei onde era o acento), mas resolvemos seguir pela outra calçada, para apreciar as lojas que ainda não tinhamos visto. Passamos pelo ponto onde no dia anterior e continuamos pela avenida, passando por um longo trecho com vias com árvores de ambos os lados mostrando que estavamos no Outono. Mais adiante, chegamos até a Praça da Concórdia (como minha mãe não lembrava do nome direito, ficava falando que era a Praça da Discórdia), uma ampla praça onde os carros passavam ao redor de um largo onde dois grandes chafarizes ladeavam um imenso obelisco que Napoleão roubou (vulgo, tomou como spólio de invasão) do Egito. Um bando de turistas orientais (tenho quase certeza que eram coreanos ou de Taiwan) ficavam se alternando para tirar fotos com o chafariz no fundo (coisas de turistas). Deixamos eles para trás e seguimos em frente. Passando pela praça, chegamos até os jardins de Tuileries, que agora não lembro de cabeça da história deles, mas foi uma princesa que mandou fazer e em seguida, depois de passar por um Portal de Napoleão (em versão miniatura do Portão de Brandenburgo em Berlim) chegamos até a praça de onde se elevava a famosa pirâmide de vidro que indicava a entrada para o Louvre. O curioso do museu era que é um imenso palácio, praticamente em forma de U, com a pirâmide de vidro no centro desse pátio e para entrar você precisa descer pela pirâmide até um pátio central e de lá subir novamente pelo lados para se chegar nas alas do palácio.

Para variar, fila. Mas apesar da aparência longa, demoramos menos de uma hora para entrar pela pirâmide. Mas foram cerca de 50 minutos de um casal conversando em alemão atrás da gente, com a mulher falando mais que locutor de jogo de futebol no rádio. Nunca pensei que fosse escutar alguém falando alemão tão rápido, por tanto tempo seguido, sem pausas. Minha mãe até tirou foto deles para lembrar o quanto foi cansativo escutar o diálogo por tanto tempo. Ainda bem que eles não foram para a fila seguinte, das bilheterias, que se encontravam no piso abaixo da pirâmide.

Mas vamos ao principal. Ingressos comprados, multidão se dirigindo para vários lugares e procuramos ver qual era a área mais importante do museu (na nossa frente na fila dos ingressos, havia uma garota brasileira com a tia, dizendo que se não fosse por isso, ela nem viria ao museu. Que achava um absurdo (?!) ficar 3 horas vendo um monte de quadros se só um que importava. Brasileiros).

Lógico que não fomos diretos para a atração principal. Deixamos passar muita gente na frente e ficamos apreciando as outras obras de pintores italianos. Muitas muito bonitas, apesar que acho que o museu do Vaticano tem umas mais legais. Longos corredores com amplas salas nas laterais e o fluxo todo indo justamente para a sala 6 da ala Delon. O único propósito para a criação desse museu (pelo menos na concepção de alguns).

A Monalisa (também conhecida como La Gioconda).

Uma regra clara do museu dizia que fotos eram permitidas, mas o uso de flash era terminantemente proibido. Isso leva a 3 possibilidades com a Monalisa:

1) Os diretores do museu não estavam nem aí com a pintura e queriam mesmo que ela se estragasse;
2) O vidro que cobria a Monalisa era especial e filtrava os efeitos do flash;
3) Aquilo ali era uma cópia.

Eu tenho minha aposta. E vocês?

Uma multidão se aglomerava na frente de um cordão de isolamento, tirando centenas de fotos por minuto, muitas com flash, e um funcionário do museu, enconstado na parede, com ar sonolento, olhando a multidão. Consegui achar um ponto de frente para o quadro e fiquei uns 10 minutos para ter certeza de tirar várias fotos decentes (já que o empurra-empurra gerava várias fotos borradas). Depois de tantas tentativas, considerei que tinha fotos suficientes para mostrar um pouco mais sobre a Monalisa (não me importo se tirei dezenas de fotos de uma réplica, ninguém vai notar a diferença mesmo).

Ok. Confesso que depois de ficar um tempo observando a Monalisa, o resto do museu era apenas bônus. Terminamos de ver a ala dos pintores italianos e espanhóis e resolvemos escolher apenas mais uma ala para visitar. É preciso entender que o museu é grande, tem muitas salas e para se ver todas elas com calma, pode-se dizer que é um dia para cada ala. Além do mais, o palácio é alto e as escadarias são muitas e longas, tornando o percurso bem cansativo. Para terminar nossa visita, nada como o básico em visitar a área do Egito Antigo (coisas básicas em um museu que cobre desde a antiguidade até o contemporâneo: pinturas italianas e objetos do Egito antigo).

E assim terminamos nossa visita ao que seria um dos mais famosos museus do mundo. Demoramos um pouco mais de 3 horas lá por dentro e não vimos tudo, mas em uma viagem dessas, não tem mesmo como ver. Quebramos um pouco nossa rotina e não saímos para procurar um restaurante para comer. Paramos em uma barraca vendendo salgados e croissants e depois resolvemos seguir nosso caminho até Montmatre.



Latin Quarter e Notre Dame...23/10/11

...ou como dar voltas no Metro.

Após gastar um bom tempo na Torre, resolvemos ir até o Quadrado Latino (Latin Qaurter) que, como o nome pode levar a crer, não é latino americano e sim porque antigamente se falava latim por essas bandas, devido às várias universidades que tem por aqui (especialmente Sorbonne). Mas ir de um lugar a outro em Paris, pode ser fácil de metro ou uma verdadeira aula de orientação. Não havia como ir direto de metro (ônibus com o parco francês que tinha não seria muito aconselhável) e tivemos que pegar duas linhas até chegar na estação Cluny La Sorbonne, dentro do Latin Quarter. Uma coisa legal desse lugar é que possui diversos restaurantes e lojas de alimentos gerais para se escolher. Várias opções desde cozinha francesa até italiana. Mas como estavamos na França e iriamos passar mais de 2 semanas na Itália, então vamos de cozinha francesa, sil vous plait!

Vários restaurantes tinham o mesmo padrão de serviço. Dois menus de preços diferentes e ambos incluíam uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. Preço fixo, bebida não incluída. O que é bom, pois se come razoavelmete bem (aliás vinha até uma boa quantidade de comida) e paga-se pouco. Refeição no restaurante que paramos foi 10 euros por cabeça. Ainda pedimos água e vinha numas garrafas uma água bem gelada (de torneira, como suspeitava, mas de graça). Experimentei uma legítima e tradicional sopa de cebola (um pote com sopa rala, pedaços de cebola, pedaços de pão encharcados e muito, muito queijo derretido por cima) e minha mãe foi de salada de tomate com cenoura (que vinha monte de outras coisas e praticamente nada de cenoura). Um macarrão com salmão e um peito de frango com batatas fritas (bem diferentes da nossa) seguiu nossas entradas. Para fechar, uma torta de maçã e sorvete de baunilha com chocolate (preciso experimentar os sorvetes para depois comparar cada país). Tudo por meros 10 euros.

Agora que estavamos de bucho cheio, passeamos mais um pouco pelo local e seguimos até a ilha onde fica a famosa Catedral de Notre Dame. De fato, chegando lá, encontramos uma bela paisagem de turistas com uma igreja ao fundo. Uma pequena fila levava até o interior e lá dentro todos os turistas se amontoavam no fluxo de visita para ver o interior. Confesso que fiquei meio decepcionado com o interior da Catedral. Pela fama, esperava algo mais pomposo. Tinha a nave central onde era isolada de turistas e reservada apenas para os fiéis que queriam rezar (nada impedia de um turista dizer que ira rezar e entrar lá) e ao redor diversas "capelas" que seriam entradas com santos diversos para cada preferência. O que mais se destacava na catedral eram dois imensos vitrais circulares, um de cada lado, com várias cenas religiosas. Ainda bem que eu estava com uma boa lente, senão seriam doi imensos borrões rosados nas fotos. Enquanto passeavamos pela catedral, alguém treinava seus conhecimentos no orgão da catedral (que depois ficamos sabendo que era computadorizado) e todos aplaudiram ao final. Um passeio consideravelmente rápido.

Quando saimos da Catedral, a fila de entrada estava várias vezes maior (aliás, em todas as igrejas e locais de visitação, estava acontecendo isso, a fila era menor quando entravamos) e a praça estava mais cheia, isso por volta das 5 da tarde. Resolvemos ir até a estação de Gare de Lyon, para garantir as passagens de nossa próxima etapa da viagem. Como disse um pouco acima, é um exercício mental se orientar pelas linhas de metro. Precisamos trocar de linha e percorrer corredores e escadas, seguindo intermináveis setas de indicação para poder chegar ao nosso destino. O curioso era que em Gare de Lyon, saindo da linha que haviamos pego, precisava passar por umas 3 catracas para poder chegar até o piso principal da estação. Tudo com o mesmo bilhete que usamos para pegar o metro. Acho que nem os parisienses se entendem facilmente por aqui (vi vários sempre consultando os mapas dobrados que se pega nos guchês de informação). O bom de se ter vindo até essa estação foi que conhecemos como ela é, pois no dia que sairmos de Paris, teremos que passar por ela de novo. Fechamos o dia passando mais um vez em algum mercado para comprar pequenas coisas para comer, afinal gastar duas refições diárias em restaurantes de Paris precisa de grana.


Próxima parada: Conhecendo uma tal de Gioconda.

24 de outubro de 2011

O Tour pela Tour...23/10/11

... ou Como subir na vida com estilo.

e começa um dia inteiro de fato de nossa viagem por Paris. Como a Europa ainda se encontra no horário de verão, de manhã cedo ainda estava meio escuro, portanto fomos enganados pela claridade. Já passava das 8 da manhã quando resolvemos nos levantar e nos aprontar para sair. O hotel até que tinha café da manhã (pago), mas resolvemos sair por aí para procurar algo de interessante. O problema que era domingo e antes das 9 da matina.

Com um pouco de caminhada, achamos na Avenida Kleber um tipo de restaurante que servia dois tipos de café da manhã. Um Francês (bebida quente, suco de laranja, um pedaço de baguete com manteiga e um croissant com geléia de morango para passar) ou Americano (tudo acima exceto o croissant que trocava por ovos mexidos e algo mais que não peguei). Lógico fomos pelo Francês (por ser mais barato). Aqui o café da manhã se chama Petit Dejeuner (deve ter acento em algum canto por aí) e vários restaurantes servem até às 12 ou 13 horas.

Terminado o café, seguimos até a praça do Arco do Triunfo (que para um domingo de manhã estava muito movimentada de carros) e fomos até a Champs Elyseé (acentos errados? sorry. Sempre fui péssimo de francês).

Uma coisa que se deve falar sobre essa Avenida. Se no mundo existe alguma marca de destaque em qualquer área de moda, culinária, esporte, veículos, etc... tem uma loja aqui. Lógico que são aquelas marcas mais destacadas que se tem em qualquer lugar (Luis Vitton, La Coste, Prada, Saphora, Hugo Boss...) inclusive MacDonald's, que assim como pombo, barata e brasileiro, tem em todo lugar do mundo. O mais interessante foi ver lojas onde bolsas custavam 450 euros, malas menores que da minha mãe custavam 9700 euros e um cachecol custaria por volta de 300 euros.

Também por essa avenida pudemos enfrentar de frente o frio parisiense. Onde mais eu usaria um cachecol?! O sol estava de frente também, mas não ajudava muito para espantar o frio. Ainda bem que não tivemos que seguir muito por ela. Bem antes de chegar na Praça da Concórdia, viramos para a direita em direção ao Hotel dos Inválidos. Lugar construído para abrigar os veteranos de guerra e que foi um dos pontos de partida no dia da Revolução Francesa. Seguindo mais um pouco, e contornando alguns quarteirões, sempre nos guiando visualmente, chegamos até o Parc du Champ de Mars. Um longo parque que fica aos pés da torre Eiffel, pelo lado Sudeste. Sabe aquelas fotos de monte de gente com a Torre ao longe em um lugar elevado? Então, é do outro lado.

O curioso era ver os vendedores tentando vender kilos de miniaturas da Torre e uns estranhos tentando aplicar algum golpe ou vender algo, fingindo encontra um anel no chão e perguntando se não era da pessoa. Várias tentativas feitas no caminho com várias pessoas. Ainda bem que somos vacinados com aqueles pedintes do centro da cidade ou aquelas ciganas que sempre tentam ler nossas mãos. Bem que existem vários avisos para tomar cuidado com pickpockets (batedores de carteira).

Mas vamos ao que interessa. La Tour Eiffel! Com mais de 300 metros de altura, construída no século 19, quase destruída no século 20 porque muitos franceses odiavam a estrutura, que recebe mais de 4 milhões de turistas por ano, blá blá blá acesse o google para mais detalhes.

Esrtanhamente, ficamos apenas 40 minutos na fila para comprar os ingressos. Mais estranho ainda era ver um aviso na bilheteria dizendo que o topo estava fechado. Acesso somente até o segundo andar. OH MON DIEU!!!

Inconformados, mas já estando ali, resolvemos ir até o segundo piso. O elevador é deveras interessante, pois ele tem dois andares e uma estátua na parte da frente para representar como era feito o transporte na época: um pobre coitado girando uma manivela... e o elevador sobe sobre um trilho inclinado até um trecho, que seria o primeiro pavimento, e depois segue na vertical até o segundo pavimento.

Neste pavimento, existe uma imensa plataforma de onde pode se observar Paris em 360 graus (lógico que precisa andar para cada umdos lados da plataforma, mas se tem uma visão completa da cidade) e como estava um tempo razoavelmente limpo de Outono, a extensão da visão era grande. Uma coisa impressionante é chegar próximo da estrutura e olhar para cima. O segundo pavimento deve estar por volta dos 100 metros e ainda tem quase 200 metros de curva para cima. Chega até a dar tontura.

Mas o que eu vejo quando olho para a parte acima de mim? Elevadores subindo pela parte central até o topo. E com pessoas dentro! Procurando ao redor, acho uma fila de pessoas, indo até um guichê de bilhetes com uma placa dizendo "Até o topo" e pessoas comprando tickets!! Oh Yeah! Pelo visto, o que estava fechado era o guichê no térreo para vender bilhetes até o topo. Mas no segundo pavimento estava aberto e vendendo muito bem. Pagamos por nossas passagens para o topo e fomos até um dos 4 pequenos elevadores que subiam por quase 200 metros até chegar em uma plataforma coberta e fechada por vidros, permitindo uma visão mais alta de Paris. O interessante é notar que acima nesse deck panorâmico, existem informações de direção e distância para diversos países ao redor do mundo. O nosso estava representado por Rio, São Paulo e Brasília. Lógico que o lado mais cheio era o voltado para o sul, com monte de bandeirinhas de países africanos amontoados.

Uma escada leva até o deck superior. O ponto mais alto permitido à um turista. Acima disso, só as antenas de transmissão. Uma grade impede que alguém pule (sei lá) ou jogue um objeto de grandes proporções (um corpo, sei lá), mas várias placas recomendam não jogar objetos lá de cima (não iria cair no chão, mas sim no segundo deck, mas deve doer de qualquer forma). Várias lunetas por 2 euros permitiria uma visão mais aproximada da cidade (eu tenho minha objetiva de 300mm, obrigado) e mais 3 coisas se destacavam no andar:

1) uma sala fechada com janelas para turistas observarem o que seria uma reprodução (com estátuas de cera) da visita de Thomas Edson ao engenheiro Gustave Eiffel;
2) uma loja vendendo taças (de plástico) com legítmo Champangne por meros 15 euros
3) o banheiro, de longe o mais visitado, mas por causa do espaço a parte masculina fica quase visível ao público enquanto que a parte feminina fica atrás de uma porta (aliás, para sair, é necessário apertar um botão para destravar, o que minha mãe não sabia e ela ficou minutos até descobrir, levando bronca do funcionário que estava lá dentro, indignado com a demora).

No total, devemos ter ficado uns 50 minutos, uma hora, pela torre. É pelo fato mesmo de se dizer que estava nela, subiu nela e viu Paris dela do que realmente ficar nela. Na descida, como todo bom turista, passamos na loja oficial da torre (placas recomendavam não comprar os produtos falsificados de cambistas e ambulantes) e compramos uma medalhinha (para provar que estive, caso achem que as fotos são de photoshop) e uma caixa com pequenos tabletes de chocolate ao leite com embalagens mostrando imagens da torre e de Paris. Meigo, muito meigo. Pelo menos o chocolate é gostoso.

Na saída, vimos que as filas estavam bem maiores de quando chegamos. Ainda bem que fomos relativamente cedo (chegamos pouco antes das 11) e tomamos o outro lado para sair da área da torre. (então, lembra daquelas centenas de fotos de pessoas com a torre ao fundo, de um lugar elevado? É esse lado, mas não tirei foto com a torre ao fundo) A fome estava apertando e nos restava achar um lugar para comer.

É aí que entra the Latin Quarter... num próximo post!

23 de outubro de 2011

Primeira tarde/noite em Paris...22/10/11

...ou como começar a entender o significado da palavra "frio".

Chegamos no hotel, demos o check-in (que curiosamente como minha mãe percebeu, não pediram assinatura nem passaporte, enquanto que em albergues pedem pelo menos o passaporte) e fomos para o quarto. Nem descansamos muito. Só uma passada no banheiro para tirar a poeira da viagem e fomos bater perna.

Uma coisa que já haviamos percebido na saída de Montparnasse foi que estava fazendo frio. Apesar do céu limpo, sol direto e muitas pessoas andando com agasalhos leves, foi tudo aparente. Na avenida Vitor Hugo, perto do hotel, já se percebia que estava fazendo frio. Mas frio. Preciso dizer que estava frio? Pois é. Frio.

Mas é lógico que isso para quem não é europeu acostumado com Outonos de 10º C.

Fomos caminhando até a Praça Charles de Gaulle (Charles de Gaulle Etoile) onde se erguia o majestoso Arco do Triunfo. Era o primeiro contato com um monumento símbolo de Paris. O arco que começou a ser construído para comemorar as vitórias de Napoleão em suas invasões, quase ficou de lado quando o imperador começou a perder. Isso que dá querer construir algo muito grande . Demora muito e muita coisa pode mudar. Querendo compensar algo, sei lá.

Outro ponto interessante do Arco é que ele fica no meio de uma praça, que está no meio de uma imensa rotatória. Rotatória essa que liga nada menos que 12 avenidas de grande movimento! Quem se lembra de Férias Frustradas na Europa? Tudo bem que era em Londres, mas dava-se para perceber a confusão de veículos pela rota. Muitos carros, ônibus e motos seguindo em várias pistas, nenhuma delas com sinalização, saindo de uma avenida para entrar em outra. Lógico que volta e meia escutava-se buzinadas irritadas. Coisas de europeu.

Para se atravessar uma via tão movimentada, nada de bancar o sapo no Frogger. Tem passagens subterrâneas que levam até a praça central. Lá embaixo tem uma bilheteria para comprar ticket até o terraço. Confesso que dessa vez estou bem mais retraído com gastos de visitação. Talvez pelo fato que teria que deixar minha mãe sozinha já que ela não faz muita questão. Ou como estou gastando um pouco mais em hospedagem, precisaria equilibrar as contas. Mas sem problema. Fiquei ao redor do arco, tirando dezenas de fotos dos painéis de pedra que estavam nas laterais e no topo e fomos agraciados com uma solenidade de homenagem a mortos... quais eu não sei, porque eu não sei e outros detalhes eu não sei. Só sei que estava ventando muito e fazendo muito frio. Era difícil ficar em pé e tirar fotos.

Depois da solenidade, até pensei em descer a Champs Elysee, mas o frio e o cansaço venceram e voltamos para o hotel. No caminho, achamos uma padaria vendendo diversos doces e tortas, mas também baguetes! O atendente conseguiu explicar no parco inglês, extremamente carregado, sobre a diferença de dois tipos de baguete que estavam a venda. Resolvemos levar o de nome mais extenso e estranho (não adianta perguntar que nem lembro o fonema para dizer o nome. Só sei que começava com P). O pão era quentinho e coloquei dentro do meu casaco. Pronto! Aquecimento de graça! Quase chegando no hotel, achamos uma vendinha onde resolvemos comprar o restante de nosso lanche da noite. Um pacote de presunto fatiado e uma garrafa de suco de laranja. Viajante de pouco orçamento é assim mesmo! O mais engraçado foi que precisavamos de uma faca e não sabiamos se ali vendia. Eu tentando lembrar o nome do objeto em francês (que havia lido em um livro na livraria Lello em Porto) e minha mãe fazendo mímicas para o senhor dono da loja. No final, todos se entenderam (cuteau! ou algo do gênero) e tivemos um banquete com baguete regado a suco de laranja. Devo dizer que o pão e o suco são bem diferentes.


Próxima parada: Torre Eiffel! (são dois F. são dois F)