31 de outubro de 2011

Segundo dia em Veneza...28/10/11

...ou como certas coisas são parecidas com o Brasil.

Nem precisa dizer que horas acordamos. Ficou automático acordar por volta do mesmo horário. O café da manhã foi igualmente aproveitado e no meio recebemos instrução para quando voltassemos no começo da tarde mudar de quarto, pois o casal que estava no quarto privativo iria sair. Deixamos tudo arrumado e fomos para mais um passeio pelos canais.

Como ainda estávamos com o cartão do vaporetto e ele era válido por 24 horas (não que eles realmente iriam verificar todo mundo, mas vai saber) fomos até a estação de trem comprar os bilhetes para nossa próxima etapa e pegar o vaporetto em direção à Igreja de Nossa Senhora da Saúde (se não conseguir da primeira vez, tente de novo!). Pelo menos pelo horario, tinha certeza de pegar a igreja aberta. De fato estava e adentramos pela pequena porta aberta, tendo que nos deviar de uma senhora pedindo esmolas que fazia questão de seguir os turistas até o interior, achando que algum iria mudar de idéia depois de 5 minutos.

Descobri que estava confundindo o interior da igreja com outra que até agora não me lembro qual era. Mas logo lembrei do esquema dessa igreja. Ela simplesmente não tem o formato tradicional de um imenso corredor com o altar ao fundo. É simplesmente um imenso círculo e uma entrada num ponto mostrava o altar. Um imenso lustre ficava no meio desse círculo, qu estava isolado por cordas. Essa igreja não é grande, mas é bem alta. Aproveitando que a senhora das esmolas havia se afastado da porta seguindo outros turistas, saimos da igreja e fomos de volta ao albergue, mas antes passariamos em outra parte da cidade (pelo menos aproveitando o vaporetto deixando tudo mais perto) para comprar uns presentes que minha mãe queria comprar e comer um pedaço de torta que ela havia visto no dia anterior.

Essa torta fica em uma espécie de lanchonete que servia várias bebidas de café (curiosamente não lembro de ter visto uma Starbucks por aqui, mas essa lanchonete prometia várias combinações) e até que tinha uma cara boa. Mas não era lá grandes coisas não. Eu comi uma de limão que, apesar de ter gosto mesmo no creme que era o recheio, estava seca e minha mãe pegou uma torta de queijo com passas (inicialmente minha interpretação do italiano considerou ser uvas e não passas).

Tortas degustadas, presentes e coisinhas no caminho compradas, retornando ao albergue. Na última rua antes de chegarmos ao canal que cruzavamos para o albergue, avistamos um restaurante com um anúncio inusitado: "Self-Service. Eat what you can". hmmm... restaurate self-service com comida a vontade? Primeira vez que via isso por aqui. Normalmente tem no Brasil, mas aqui seria bem interessante. Marcamos o local e resolvemos voltar mais tarde para o almoço.

Chegando no albergue, realizamos nossa singela mudança de quarto. Confesso que estava preferindo o maior, com várias camas. Aquele quarto, apesar de ter dois aposentos mais o banheiro (com box que não molha o chão), era um pouco mais apertado. Mas depois vimos que já havia reserva para o quarto comunitário, então que seja. Mudança feita, almoço!

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