5 de novembro de 2011

Viagem e Tour por Florença...02 a 05/11/11

...Ou como o diferente pode ser igual.

Como estou atrasado e não teve muita coisa de tão especial nesses últimos dias, farei um resumão da viagem até Florença e esses dias passados por aqui.



Para variar um pouco, tivemos novos pequenos contratempos na viagem. Tudo por causa de pessoas quererem sentar em outros assentos, mesmo com assento marcado. Essa questão de querer sentar lado a lado. Até entendo, mas se eu e minha mãe as vezes não conseguimos, por que teriamos que aceitar dos outros? Na viagem entre Genova e Milão, nas famigeradas cabines, uma moça ficou de frescura com o sentido que o trem ia, para não prejudicar o pescoço (pelo que consegui entender). Depois de tentativas de comunicação, uma senhora que estava com a neta, se deslocou um assento para o lado só para deixar eu ficar ao lado de minha mãe. Já na etapa Milão-Florença, com parada em Bologna, até cheguei a trocar de lugar com um senhor, já que não ia mudar em nada minha localização em relação a minha mãe, mas quando teve uma outra troca que pediram para fazer justamente para ficar lado a lado, chegou em Bologna uma moça que nem quis saber de trocar de lugar. O pior, era brasileira. No final da viagem, ainda puxoou conversa com a gente e disse que já havia ido para Portugal e que achava que o povo de lá era muito frio e não gostava de brasileiros (com a atitude dela, nem brasileiros gostariam dela e fomos bem recebidos em Portugal).

O hotel até que é perto da estação de trem e mesmo com bondes elétricos passando (bondes, mas bem modernos) e ônibus, até que não pe barulhento a ponto de incomodar. Nem os trens incomodam. O café da manhã servido é até que bem variado, tendo até ovos mexidos e mais de um tipo de croissant. Dá para comer o suficiente para pensar em almoço bem tarde. Como no primeiro dia chegamos um pouco tarde, apenas demos uma passeada pelo caminho do centro até o Duomo de Florença. Nossa principal preocupação era achar uma lavanderia para lavar nossas roupas, já que as limpas estavam acabando. Felizmente conseguimos chegar no Duomo e encontrá-lo aberto. Estava próximo da hora de fechar, mas foi o suficiente para olharmos lá dentro. Parecia meio sem cuidados e até que pequeno se comparado a outros Duomos que já visitamos. Para variar, outras partes da igreja eram pagas, por isso ficamos mesmo no principal.

Dia seguinte, ja não mais feriado, achamos a lavanderia por indicação da recepção do hotel. Daquelas lavanderias self-service que ficamos uma hora olhando o tambor girar com a roupa e depois o secador girar com a roupa. Pelo menos sairam limpinhas e sem precisar nem passar. Já que não tinhamos muitas opções pela manhã, resolvemos ir para Pisa.

Em Pisa, tudo a mesma coisa desde a última vez que visitei. A torre continua torta. A diferença era que a fila para entrar só esperaria 30 minutos ao invés das 4 horas que eu tentei. Lógico que não fizemos questão de subir. Já disseram que não é lá grande coisa e como a torre não é exatamente o ponto mais alto da cidade, nem uma visão extensa teriamos. Ficamos pelo terreno da torre e minha mãe fez questão de tirar a típica foto dela empurrando a torre (isso só porque ela viu monte de gente fazendo isso). Na volta, resolvemos almoçar por lá mesmo, em um restaurante que mostrava muitos tipos de espaguete. Minha mãe estava com vontade. No final, não era muita quantidade e o preço saiu até um pouco alto pelo que foi servido. Pelo menos o macarrão daqui é bem diferente e dá mais gosto de comer. Depois de voltar de Pisa, passeamos mais um pouco pelo centro de Florença, vendo o local da Galeria Uffizi e apreciando as dezenas de lojas de jóias que tem na Ponte Vecchio. Tinha tanto ouro que não sabia se o brilho da loja eram dos spots de luz ou do reflexo dourado das joias. No meio de tudo, até uma loja da Rolex, com um simples relógio que possivelmente seria usado apenas em festas de altíssima classe sendo vendido pela bagatela de 22.830 euros (aquilo ali é um ponto, usado para separar os milhares no nosso sistema métrico. Ou seja é 22 mil mesmo). Jóias de diversos tipos por diversos preços. Incrível é que tem gente que compra mesmo. Afinal, essas lojas já estão nessa ponte faz décadas. Elas precisam pagar suas contas.

Dia seguinte, demos uma passeada pela galeria Uffizi. O problema desse galeria é que ela começa o passeio no 3o andar e as escadarias são um desafio a parte. Algumas obras estavam ausentes por terem sido emprestadas a outros museus ou galerias, mas os mais importantes estavam por ali (Nascimento de Venus e Primavera de Boticceli). Também estavam ali várias excursões de orientais (não eram japoneses, portanto ainda tem muitas opções) e que ficavam se aglomerando na frente das obras. Nem dava para esperar eles saírem, pois logo vinha outra turma. Ainda bem que eles não ficavam vendo todos os quadros assim saíam logo. Como minha mãe não é fã de museu, nem fomos para a Galeria Dell'Accademia ver o Davi de Michelangelo. Antes tivesse vindo nessa primeiro. Ainda bem que eu já tinha visto antes. De tarde fomos fazer o típico passeio de ônibus turístico, para conhecer outros lugares que ficam difíceis de saber. Curioso é que esse ônibus leva até uma vila 9 km afastada de Florença, que tinha ligações históricas fortes com a cidade (a vila se chama Fiosole e nem tem registros precisos de quando foi construída. Só se sabe que jpa existia no século 6 AC!).

No último dia de estada em Florença, fomos fazer mais uma viagem. Pegamos um trem para Milão (dessa vez, nem no mesmo vagão conseguimos ficar, mas pelo menos não teve problema de assentos) para ver o Duomo de Milão. Particularmente eu acho essa uma das igrejas mais lindas da Europa. Até mais que a catedral do palácio de Praga ou inclusive a basílica de São Pedro no Vaticano (que na minha opinião só quer ostentar). Infelizmente, ao chegarmos em Milão, fomos recebidos por uma chuva fina e constante. Pior, é que ao sairmos de Florença, estava um clima mais ameno e nem fomos com casacos certos para isso, muito menos com guarda-chuva. Tentamos ver alguma loja para comprar um agasalho para a minha mãe (eu estava relativamente protegido e aguento um pouco mais de frio), mas tudo muito caro para algo que só seria usado por ali mesmo. Por causa da chuva ficamos na região do Duomo e vistamos a Galeria Vittorio Emanuelle, que tem as lojas mais caras de Milão. Nem chegamos a visitar o castelo Sforzesco, mas não foi uma perda considerável.

Na volta para Florença, o tempo ficou melhor (nublado mas sem o frio e chuva) e assim termina uma estada rápida e tranquila na cidade onde Michelangelo se destacou e influenciou bastante todos ao redor. Nos preparando agora para ir para nossa última estada, ROMA!

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