...ou como o feriado parecia estar em lugar errado.
Era domingo. Restaurantes relativamente cheios. Apesar de termos chegado nos momentos finais de um deles. Era um restaurante com menu fixo assim como o preço. Macarrão a bolognesa, frango com batatas e uma bebida. Lógico que fomos disso. Tentando entender as coisas, descobrimos no meio do caminho que o frango havia acabado. As opções eram uma salada mista e algo a parmeggiana. Escrevi esse "algo" porque na verdade não havia captado exatamente o que era. Mas algo a parmeggiana no lugar de frango, meu cérebro assumiu ser bife. Minha mãe pediu a salada. Esperamos e descobri o que era a parmeggiana. Berinjela.
Odeio berinjela e não estava disposto a começar a gostar. Ainda bem que minha mãe pediu salada. Ela pegou um pouco da salada e juntou com a berinjela e eu peguei o resto da salada. Depois eu fui procurar na internet como era berinjela em italiano (melanzana), mas não parecia ter escutado eles falarem isso. Demos uma rápida volta ao albergue, pois o restaurante estava sem banheiro e voltamos a nos embrenhar pela cidade. Resolvemos tomar um outro caminho que subia uma longa ladeira (nunca mais pegamos esse caminho durante nossa estada por aqui. Minha mãe fez questão disso) e fomos conhecer a via Garibaldi. Mais um lugar que descobrimos que teria sido melhor durante o dia. Muitos prédios de bancos que os saguões internos eram abertos ao público com algumas pinturas e estátuas. Não sabendo mais o que fazer por ali, uma vez que já estava anoitecendo (saímos tarde do museu e o almoço fez com que a tarde passasse rápido) pegamos uma viela intencionando ir até o centro histórico.
Essa viela era uma longa jornada por lugares mal iluminados, em obras e com travessas perpendiculares que lembravam becos de favela. O bom era que muita gente descia por ali. O ruim era que não acabava nunca. As vias de Genova são desse jeito. Muitas delas se estendem por quarteirões e como a cidade é nas encostas de morros, tudo é uma longa ladeira. Ao final da viela, uma praça e várias ruas saindo para lados diferentes. Serviu para algo, pois encontramos um Carrefour express (até aqui tem, ainda bem) e pudemos comprar as coisas que comeriamos nas noites seguintes. Depois de mais uns giros, saímos na Via San Lorenzo, da catedral, e subimos o longo caminho para o albergue. Uma coisa que chamava a atenção era que muitas lojas estavam com avisos nas portas dizendo que não abririam ou no dia 31 ou no dia 01 ou em ambos... feriado seria dia 2. Estariam os italianos mais acomodados que os brasileiros e querendo enforcar mais do que devia? Estava parecendo que talvez o feriado de Finados não fosse exatamente um feriado ou talvez dia 1 também fosse feriado. Precisavamos confirmar isso. Especialmente pelo fato de talvez precisarmos depender de lojas e ou mercados para nossas compras diárias.
No dia seguinte, confirmei com Francesco que de fato dia 1 e não dia 2 era feriado. Antigamente os dois dias eram feriados, mas o dia 2 foi removido. Ou seja, comemoram com feriado o dia de Todos os Santos e não Finados.
2 de novembro de 2011
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