...ou como quase ver a história acontecendo.
Praticamente toda noite em Roma, ficamos no hotel assistindo aos noticiários. Eu entendo cerca de 25% do que é falado (minha mãe por volta de 5%), mas pelo menos é algo para nos imergir na cultura local e saber mais sobre o que poderia nos afetar (através deles soubemos dos problemas na Liguria e de que saimos a tempo de Genova).
Uma das coisas que acompanhamos bastante foi a saida de Berlusconi do poder na Italia. Todo e qualquer noticiário da semana ou falava das enchentes na Liguria e Toscana ou falava da saída de Berlusconi. Nos noticiários, mostrava-se bastante o palácio do governo. Minha mãe ficou dizendo que já haviamos passado por lá. Eu tinha uma boa noção de que lugar seria e com certeza não passamos por lá. Mas isso é compreensível. Lembram-se que falei que por aqui monte de praça tem obelisco, fonte ou os dois? Pois é. Uma hora acaba-se confundindo as praças.
Por isso, resolvi que hoje iriamos visitar as praças mais importantes que estavam faltando visitar na área central de Roma. Consultando o mapa, partimos a pé mesmo. Não era exatamente longe, mas precisava andar um pouco. Um dos palácios que poderia ser o retratado nos noticiários é o Palaácio de Quirinale. Ele fica no alto de um morro, tem uma imensa estátua composta de dois guerreiros segurando cavalos de guerra e um obelisco (para variar) no meio. Mas não tinha nenhum chafariz. Mas pelo menos esse era de fato um dos locais que os noticiários mostravam com frequencia. Esse palácio é a residência oficial do presidente italiano.
Descendo pelas escadarias do Quirinale e continuando reto, saímos na Via del Corso (seguindo para um lado, chega-se até a Piazza del Popolo, visitada dois dias antes e seguindo para o outro lado chega-se até o monumento a Vittorio Emanuele, visitado alguns dias antes) e seguimos direção Piazza del Popolo até chegar na Piazza Colonna. Ali sim era a praça que os noticiários mais mostravam. Tem um obelisco? Sim, até nos moldes diferentes com uma espiral ascendente (ou descendente dependendo do ponto de vista ou opinião) mostrando cenas diversas. Tem chafariz? Claro que tem. Dois peixes feios, um de cada lado, cuspindo água. Tinha até cerco com grades, carros de polícia parados perto e caminhões de TV parados próximo. Nessa praça fica o Palacio Chigi, sede do governo italiano. Mais tarde, chegamos a passar novamente por essa praça e a quantidade de pessoas era muito maior e o bloqueio policial também. Pela TV, vimos a movimentação e soubemos que era o dia que o Berlusconi estaria para sair.
Talvez se tivessemos ficado mais tempo de tarde pela praça, veriamos essa comoção toda, ver a história acontecer. Se é que vai mudar muita coisa ele saindo. Talvez por aqui isso resolva mais que no Brasil onde se tira um polítco corrupto para se colocar outro tão corrupto quanto. Ou com os mesmos interesses que não são tão compartilhados pelo povo. Mas acho que já é o suficiente ficar no hotel vendo tudo pela TV. Deixaremos aos italianos o que é deles.
12 de novembro de 2011
Pompeii Revisited...11/11/11
...ou à sombra do Vesuvio.
Inicialmente, esta era uma visita planejada para o começo da semana, mas como havia chovido o suficiente para ter alagamentos até na região de Nápoli, deixamos para depois. A tendência de ter sol na região ajudou na decisão. Isso e na verdade não ter mais muita coisa para visitar em Roma sem ser diferente de ruínas ou igrejas (ok, Pompéia é TODA ruína, mas é algo diferente).
Saímos até que um pouco tarde de Roma. Uma viagem de pouco mais de 1 hora até Napoli e um trem vazio que não deu oportunidade nenhuma de confusão com assentos. Ao se aproximar de Napoli, o vulcão Vesuvio era bem visível (Napoli fica a meros 9 km do vulcão) e dava para ver que ele estava bem dormente.
A estação de Napoli Centrale estava bastante diferente de 2009 quando visitei o local. Na época, uma grande obra de revitalização e o caminho até os trens da Circumvesuviana era tortuoso. Agora, bastava ir para o piso inferior e seguir um longo corredor até as bilheterias, que também foram reformadas. A única coisa que continuava a mesma eram as plataformas. Apenas 4 que levavam para vários lugares e pouqíssimas indicações de quando passariam os trens. Apenas ficavamos sentados lá esperando. Ainda bem que não tivemos que esperar muito.
O problema era que o trem é do tipo pinga-pinga. A estação para Pompéia Scavi era a 20a estação e isso levou uns bons 40 minutos para chegar até lá. Eu fiquei em pé o tempo todo, mas felizmente um assento ficou vago para minha mãe. O trem circunda toda a área do vulcão (daí o nome de linhas Circumvesuvianas) e se tem uma boa idéia das dimensões dele. A estação de Pompeii Scavi estava exatamente do jeito que eu vi há 2 anos atrás. O que mudou era que não tinha os mini-ônibus esperando turistas para levar até o vulcão (talvez estivessem no trajeto de ida ou volta), mas tinham pessoas perguntando se queriamos um passeio até lá. Como me lembrava da última vez de como era e sabia que não ia ser proveitoso o suficiente, resolvemos ficar pela cidade mesmo. Mas antes, pegamos um pedaço de pizza para aguentar o tranco (ops... eu não havia dito que ontem devia ser a última vez que comi uma pizza?).
Na bilheteria de Pompeii Scavi podia-se comprar tickets tanto para Pompeia quanto para Herculano, mas como ia ser muito trabalhoso e demorado sair de um passeio por uma e ir para outra cidade e já haviamos saido tarde de Roma, só Pompeia ja estava de bom tamanho. Entramos por uma consideravelmente ingreme ladeira com pedras que talvez fossem da época e chegamos até uma das entradas do sítio arqueológico. Não se mudou muita coisa desde a última vez que visitei Pompeia, mas tinham muitas ruas que estavam interditadas para o processo de restauração. É um pouco estranho pensar em restauração em se tratando de uma cidade destruída e em ruínas, mas na verdade é para impedir que certos muros de casas tombem devido a ação do tempo. Olhando algumas casas, percebe-se uma tonalidade e textura diferentes que deixa com uma aparência estranha, mas se é para manter o lugar por mais tempo, acho que é válido. Vide o Coliseu de Roma. Tem muita coisa lá que está coberta com tijolos simplesmente para não cair pedaços.
O problema de se estar com obras é que os caminhos já não são mais válidos. Ou teriamos menos lugares para bisitar dentro do local. Conseguimos ver alguns templos centrais e o anfiteatro que existia, mas outras ruas com muitas casas estavam impossibilitadas de se visitar. Pelo menos o local onde se guardavam os vasos encontrados da época e os corpos fossilizados ainda estava acessível. Pena que um corpo fossilizado de um cachorro que estava exposto não se encontrava por lá. No lugar, um aviso que tinha sido transferido para uma exposição na Alemanha.
Outra coisa era que o tempo estava mais limpo. Dava para se ver melhor o monte Vesuvio e se ter uma idéia do que se pode acontecer caso ele acorde novamente. Pompeia está a 10 km de distância e foi destruída. Napoli está apenas a 9 km. Muitas outras cidades estão mais próximas e inclusive existem casas construídas quase no sopé do monte! Uma rápida pesquisa depois me mostrou que no século XX houve apenas 3 erupções, algo bem atípico para o comportamento desse vulcão. Iniciativas para tentar transferir aos poucos os moradores para fora da área mais crítica vem sendo tomadas, mas muito devagar. Atualmente, o plano de evacuação pode levar duas semanas e isso considerando que eles recebam um aviso de erupção pelo menos de 20 a 30 dias antes! Espero que isso não aconteça numa das minhas visitas a Itália.
Outra coisa interessante foi minha mãe considerar que a visita a cidade de Pompeia ter sido mais impactante emocionalmente que a visita ao Santuário de Fátima (que ela considerou belo e de importância religiosa). Realmente é um pouco pesado ver todas aquelas casas destruídas e imaginar que pessoas viveram ali e morreram ali de forma rápida, porém desagradável.
Saindo de Pompeia, tivemos que esperar uns bons 20 minutos até o trem de volta a Napoli. Pelo menos ele para em menos estações que na ida, mas o trem era bem mais fulera que o da ida. Em Napoli, vimos que haveria um trem para dali a 10 minutos (estaria atrasado entretanto) e que era mais barato. Eu vi logo que seria aqueles trens entre-cidades que a qualidade não era tão boa e que a viagem iria durar quase 2 horas, mas para poder esperar pelo trem mais moderno, teriamos que aguardar tanto tempo que daria na mesma. Pelo menos essa passagem foi mais barata.
E era daqueles trens com cabines para 6 lugares. Lógico que tinha um casal sentado em nossas poltronas (ambas janelas, que consegui reservar e já entendi um bocado como conseguir escolher lugares decentes). O cara de pau do homem ainda apontou para a poltrona do lado quando dissemos que estavam em nossos lugares. Mas olhamos para os dois, dissemos novamente que nossos lugares eram aqueles e eles tiveram que sair. O pior era que o cara ficou falando e falando a viagem inteira (lembram do casal falando em alemão na fila do Louvre?) e numa língua que acho que seria hebraico. Meu conhecimento de Oriente Médio não é dos melhores. Ainda bem que consegui dar umas boas cochiladas, mas essa viagem cansou bastante.
E ainda bem que não resolvemos comer pizza no lanche. Acho que ficarei uns 3 meses sem comer ou olhar para um pedaço de pizza....
Inicialmente, esta era uma visita planejada para o começo da semana, mas como havia chovido o suficiente para ter alagamentos até na região de Nápoli, deixamos para depois. A tendência de ter sol na região ajudou na decisão. Isso e na verdade não ter mais muita coisa para visitar em Roma sem ser diferente de ruínas ou igrejas (ok, Pompéia é TODA ruína, mas é algo diferente).
Saímos até que um pouco tarde de Roma. Uma viagem de pouco mais de 1 hora até Napoli e um trem vazio que não deu oportunidade nenhuma de confusão com assentos. Ao se aproximar de Napoli, o vulcão Vesuvio era bem visível (Napoli fica a meros 9 km do vulcão) e dava para ver que ele estava bem dormente.
A estação de Napoli Centrale estava bastante diferente de 2009 quando visitei o local. Na época, uma grande obra de revitalização e o caminho até os trens da Circumvesuviana era tortuoso. Agora, bastava ir para o piso inferior e seguir um longo corredor até as bilheterias, que também foram reformadas. A única coisa que continuava a mesma eram as plataformas. Apenas 4 que levavam para vários lugares e pouqíssimas indicações de quando passariam os trens. Apenas ficavamos sentados lá esperando. Ainda bem que não tivemos que esperar muito.
O problema era que o trem é do tipo pinga-pinga. A estação para Pompéia Scavi era a 20a estação e isso levou uns bons 40 minutos para chegar até lá. Eu fiquei em pé o tempo todo, mas felizmente um assento ficou vago para minha mãe. O trem circunda toda a área do vulcão (daí o nome de linhas Circumvesuvianas) e se tem uma boa idéia das dimensões dele. A estação de Pompeii Scavi estava exatamente do jeito que eu vi há 2 anos atrás. O que mudou era que não tinha os mini-ônibus esperando turistas para levar até o vulcão (talvez estivessem no trajeto de ida ou volta), mas tinham pessoas perguntando se queriamos um passeio até lá. Como me lembrava da última vez de como era e sabia que não ia ser proveitoso o suficiente, resolvemos ficar pela cidade mesmo. Mas antes, pegamos um pedaço de pizza para aguentar o tranco (ops... eu não havia dito que ontem devia ser a última vez que comi uma pizza?).
Na bilheteria de Pompeii Scavi podia-se comprar tickets tanto para Pompeia quanto para Herculano, mas como ia ser muito trabalhoso e demorado sair de um passeio por uma e ir para outra cidade e já haviamos saido tarde de Roma, só Pompeia ja estava de bom tamanho. Entramos por uma consideravelmente ingreme ladeira com pedras que talvez fossem da época e chegamos até uma das entradas do sítio arqueológico. Não se mudou muita coisa desde a última vez que visitei Pompeia, mas tinham muitas ruas que estavam interditadas para o processo de restauração. É um pouco estranho pensar em restauração em se tratando de uma cidade destruída e em ruínas, mas na verdade é para impedir que certos muros de casas tombem devido a ação do tempo. Olhando algumas casas, percebe-se uma tonalidade e textura diferentes que deixa com uma aparência estranha, mas se é para manter o lugar por mais tempo, acho que é válido. Vide o Coliseu de Roma. Tem muita coisa lá que está coberta com tijolos simplesmente para não cair pedaços.
O problema de se estar com obras é que os caminhos já não são mais válidos. Ou teriamos menos lugares para bisitar dentro do local. Conseguimos ver alguns templos centrais e o anfiteatro que existia, mas outras ruas com muitas casas estavam impossibilitadas de se visitar. Pelo menos o local onde se guardavam os vasos encontrados da época e os corpos fossilizados ainda estava acessível. Pena que um corpo fossilizado de um cachorro que estava exposto não se encontrava por lá. No lugar, um aviso que tinha sido transferido para uma exposição na Alemanha.
Outra coisa era que o tempo estava mais limpo. Dava para se ver melhor o monte Vesuvio e se ter uma idéia do que se pode acontecer caso ele acorde novamente. Pompeia está a 10 km de distância e foi destruída. Napoli está apenas a 9 km. Muitas outras cidades estão mais próximas e inclusive existem casas construídas quase no sopé do monte! Uma rápida pesquisa depois me mostrou que no século XX houve apenas 3 erupções, algo bem atípico para o comportamento desse vulcão. Iniciativas para tentar transferir aos poucos os moradores para fora da área mais crítica vem sendo tomadas, mas muito devagar. Atualmente, o plano de evacuação pode levar duas semanas e isso considerando que eles recebam um aviso de erupção pelo menos de 20 a 30 dias antes! Espero que isso não aconteça numa das minhas visitas a Itália.
Outra coisa interessante foi minha mãe considerar que a visita a cidade de Pompeia ter sido mais impactante emocionalmente que a visita ao Santuário de Fátima (que ela considerou belo e de importância religiosa). Realmente é um pouco pesado ver todas aquelas casas destruídas e imaginar que pessoas viveram ali e morreram ali de forma rápida, porém desagradável.
Saindo de Pompeia, tivemos que esperar uns bons 20 minutos até o trem de volta a Napoli. Pelo menos ele para em menos estações que na ida, mas o trem era bem mais fulera que o da ida. Em Napoli, vimos que haveria um trem para dali a 10 minutos (estaria atrasado entretanto) e que era mais barato. Eu vi logo que seria aqueles trens entre-cidades que a qualidade não era tão boa e que a viagem iria durar quase 2 horas, mas para poder esperar pelo trem mais moderno, teriamos que aguardar tanto tempo que daria na mesma. Pelo menos essa passagem foi mais barata.
E era daqueles trens com cabines para 6 lugares. Lógico que tinha um casal sentado em nossas poltronas (ambas janelas, que consegui reservar e já entendi um bocado como conseguir escolher lugares decentes). O cara de pau do homem ainda apontou para a poltrona do lado quando dissemos que estavam em nossos lugares. Mas olhamos para os dois, dissemos novamente que nossos lugares eram aqueles e eles tiveram que sair. O pior era que o cara ficou falando e falando a viagem inteira (lembram do casal falando em alemão na fila do Louvre?) e numa língua que acho que seria hebraico. Meu conhecimento de Oriente Médio não é dos melhores. Ainda bem que consegui dar umas boas cochiladas, mas essa viagem cansou bastante.
E ainda bem que não resolvemos comer pizza no lanche. Acho que ficarei uns 3 meses sem comer ou olhar para um pedaço de pizza....
Vatican Reloaded...10/11/11
...ou como ficar passeando de Metro.
Como no dia anterior o Vaticano estava muito cheio, resolvemos ir somente no dia seguinte. Por preguiça, levantamos mais tarde e para evitar uma possível enxurrada de pessoas na estação de Roma Termini, fomos até uma estação anterior, na praça de Vittorio Emanuele (ele de novo) que era perto de onde eu havia ficado em 2009. A estação de fato estava vazia e como previsto encheu na estação de Termini.
Como chegamos um pouco mais tarde, as ruas até o Vaticano estavam bem mais cheias. Ao chegar na praça de São Pedro, tinha até mais pessoas que em 2009. Por isso que até achei estranho na época que não estava tão cheio para um verão. A fila estava longa, mas como não tinha exatamente uma limitação de pessoas, até que andou rápido. Tivemos que passar por um detector de metais que particularmente considero meramente psicológico. As bolsas precisavam passar por uma esteira por dentro de uma máquina que não tinha visor e mesmo as pessoas passando pelo detector para pessoas e o alarme aptando, simplesmente deixavam passar. Simplesmente não entendo. Semelhante ao Louvre onde precisava passar as bolsas por um raio-x (esse tinha visor e pessoas olhando para estes) mas nada impedia de você estar com algo por dentro do casaco (que não era vistoriado de forma alguma).
Entrando na basílica, percebe-se o quanto é diferente de qualquer outra igreja na Itália. Ela é mais alta, tem mais estátuas (menos que o Duomo de Milão. Não tem como ter mais estátuas que o Duomo), mais pinturas, mais ouro, etc... Ainda fico com a mesma opinião que a Basílica de São Pedro é para ostentar. Muitas igrejas católicas ficam pedindo dinheiro para tudo e esta nunca tem problemas. Fazer o que?
Tirando muitos turistas e algumas áreas que estavam com acesso restrito que não estava antes, até que consegui visitar coisas a mais, como por exemplo a cripta onde outros papas foram enterrados (existiram mais de 200. meia dúzia enterrado por ali e muitos outros em outras igrejas) e não se podia tirar fotos... que tirei de qualquer jeito. Tinham turistas tirando e nenhum guarda falou nada, então...
Saindo do Vaticano, passando pela lojinha que tinha tudo caro e pela praça de São Pedro, voltamos todo o caminho para o metro (tinhamos comprado ticket válido para o dia todo) e fomos até mais uma praça grande de Roma. A Piazza del Popolo. É mais uma daquelas praças com um obelisco no meio, fontes nas laterais e monte de carros passando ao redor. Já até começamos a ter deja vu com essas praças.
De volta ao metro e agora partimos até a igreja de San Giovanni in Laterano (não sei o que significa). Essa igreja é peculiar porque tem uma imensa calçada que leva até a igreja que é consideravelmente grande nos padrões das Igrejas de Roma. Grandes corredores laterais com pinturas diversas e estátuas para cada um dos apóstolos no corredor central.
Saindo de lá, mais uma viagem ao metro para o hotel. Resolvemos pegar pedaços de pizza no mercado e comer no hotel mesmo. Acho que essa teria sido a última vez que comemos pizza na Itália.
De tarde, saímos para mais uma passada na Fontana de Trevi. Dessa vez, tinhamos que passar por algumas lojas de souvenir para garantir alguns itens para presente. Coisas de sempre de final de viagem. Gastamos até um pouco mais de tempo visitando a fonte. Era algo que não me canso de fazer, ficar observando a fonte e as centenas de turistas passando e jogando moedas (ok, ok, fui um desses) e tentando subir em áreas que não podiam e os guardas apitando continuamente. E para variar, mais uma passada de metro de volta ao hotel. De certa forma compensou o dia. Poderiamos visitar mais algun lugares, mas pelo menos tivemos nossa cota de passeios de metro.
Como no dia anterior o Vaticano estava muito cheio, resolvemos ir somente no dia seguinte. Por preguiça, levantamos mais tarde e para evitar uma possível enxurrada de pessoas na estação de Roma Termini, fomos até uma estação anterior, na praça de Vittorio Emanuele (ele de novo) que era perto de onde eu havia ficado em 2009. A estação de fato estava vazia e como previsto encheu na estação de Termini.
Como chegamos um pouco mais tarde, as ruas até o Vaticano estavam bem mais cheias. Ao chegar na praça de São Pedro, tinha até mais pessoas que em 2009. Por isso que até achei estranho na época que não estava tão cheio para um verão. A fila estava longa, mas como não tinha exatamente uma limitação de pessoas, até que andou rápido. Tivemos que passar por um detector de metais que particularmente considero meramente psicológico. As bolsas precisavam passar por uma esteira por dentro de uma máquina que não tinha visor e mesmo as pessoas passando pelo detector para pessoas e o alarme aptando, simplesmente deixavam passar. Simplesmente não entendo. Semelhante ao Louvre onde precisava passar as bolsas por um raio-x (esse tinha visor e pessoas olhando para estes) mas nada impedia de você estar com algo por dentro do casaco (que não era vistoriado de forma alguma).
Entrando na basílica, percebe-se o quanto é diferente de qualquer outra igreja na Itália. Ela é mais alta, tem mais estátuas (menos que o Duomo de Milão. Não tem como ter mais estátuas que o Duomo), mais pinturas, mais ouro, etc... Ainda fico com a mesma opinião que a Basílica de São Pedro é para ostentar. Muitas igrejas católicas ficam pedindo dinheiro para tudo e esta nunca tem problemas. Fazer o que?
Tirando muitos turistas e algumas áreas que estavam com acesso restrito que não estava antes, até que consegui visitar coisas a mais, como por exemplo a cripta onde outros papas foram enterrados (existiram mais de 200. meia dúzia enterrado por ali e muitos outros em outras igrejas) e não se podia tirar fotos... que tirei de qualquer jeito. Tinham turistas tirando e nenhum guarda falou nada, então...
Saindo do Vaticano, passando pela lojinha que tinha tudo caro e pela praça de São Pedro, voltamos todo o caminho para o metro (tinhamos comprado ticket válido para o dia todo) e fomos até mais uma praça grande de Roma. A Piazza del Popolo. É mais uma daquelas praças com um obelisco no meio, fontes nas laterais e monte de carros passando ao redor. Já até começamos a ter deja vu com essas praças.
De volta ao metro e agora partimos até a igreja de San Giovanni in Laterano (não sei o que significa). Essa igreja é peculiar porque tem uma imensa calçada que leva até a igreja que é consideravelmente grande nos padrões das Igrejas de Roma. Grandes corredores laterais com pinturas diversas e estátuas para cada um dos apóstolos no corredor central.
Saindo de lá, mais uma viagem ao metro para o hotel. Resolvemos pegar pedaços de pizza no mercado e comer no hotel mesmo. Acho que essa teria sido a última vez que comemos pizza na Itália.
De tarde, saímos para mais uma passada na Fontana de Trevi. Dessa vez, tinhamos que passar por algumas lojas de souvenir para garantir alguns itens para presente. Coisas de sempre de final de viagem. Gastamos até um pouco mais de tempo visitando a fonte. Era algo que não me canso de fazer, ficar observando a fonte e as centenas de turistas passando e jogando moedas (ok, ok, fui um desses) e tentando subir em áreas que não podiam e os guardas apitando continuamente. E para variar, mais uma passada de metro de volta ao hotel. De certa forma compensou o dia. Poderiamos visitar mais algun lugares, mas pelo menos tivemos nossa cota de passeios de metro.
10 de novembro de 2011
Um dia no Vaticano...09/11/11
...ou Avemus Papa.
E chega o dia de visitar o Vaticano e cumprir a célebre frase de "Visitar Roma e ver o Papa". Acordamos cedo e depois de um rápido café da manhã, fomos até a estação de metro da ferroviaria, pois era a mais perto do hotel. Lá, tivemos uma não agradável surpresa. Estava totalmente lotada de gente. Em parte, até entendemos pelo fato de ser bem de manhã e deveria ser todo o movimento de ida ao trabalho, mas um desvio dentro da própria estação, fazendo a gente ir pela plataforma da linha B até chegar na plataforma da linha A, mostrava que algo não estava direito. No alto de uma das várias escadarias que dariam na plataforma, vimos o mar de pessoas parado lá embaixo. Sem chance de descer e enfrentar essa turba.
O jeito foi voltar e ir até a estação seguinte, Repulica, na esperança de estar mais tranquilo. A estação estava sem dúvida vazia, mas os trens estavam vindo com todo o fluxo de gente da estação Termini. Tivemos que esperar pelo trem seguinte para conseguir nos espremer. O bom era que logo nas estações seguintes o pessoal já foi saindo e ao chegar na estação Otaviano, a mais perto da praça de São Pedro, estava bem mais fácil de sair.
Chegar até o Vaticano nem foi difícil assim. Ao chegar lá pouco depois das 8 da manhã, já tinha um bocado de gente na fila para entrar na área da praça. A parte que costuma ser para os turistas estava fechada e aos pés da escadaria que leva até a basílica, várias áreas com cadeiras estavam divididas para receber as pessoas. Uma passagem rápida por detectores de metal e conseguimos chegar até a área para os que tinham convite simples (verde). Conseguimos um lugar um pouco para o lado mas pelo menos na 3a fileira. Na frente, só um grupo dos EUA mais animados que crianças indo ao circo e alguns franceses que achavam estar em casa. Na fileira de trás, uma senhoras e garotas das Filipinas que riam com qualquer coisa.
O evento só começaria as 10:30, portanto teriamos cerca de 2 horas de espera, mas mesmo assim ficamos sentados esperando. Não sabia o que incomodava mais, o sol que começava a esquentar bastante (o tempo mudou e nem um vestígio de chuva no horizonte) ou o povo que ficava em volta parecendo que era um show qualquer e não um encontro com o papa. Pior eram alguns que resolviam fumar por ali. Apesar de ser uma ampla praça, era proibido fumar e tinha uma grande concentração de pessoas em volta, incrível alguém ter pouca consideração com o resto.
Para variar, chegou 10:30 e nada do evento começar. Começou atrasado uns 15 minutos.Mas até lá, toda vez que um grupo que havia vindo para ver o papa começava a gritar, todo mundo se levantava e olhava ao redor. Isso acontecendo desde as 9 da manhã! Sério, como é que o pessoa, mesmo estando com um convite dizendo que só ia começar as 10:30, começa a ficar agitado com qualquer comoção as 9?
Mas finalmente chega o momento de começar. De início, achava que o Papa iria ficar naquela sacada que sempre mostra ele discursando, mas um palco montado no alto das escadarias, com uma cadeira ali demonstrava que ia ser diferente. O papa chega de papa-móvel, com dezenas de seguranças ao redor, acenando para todo mundo ao redor. O carro ficou passando entre os grupos de cadeiras, permitindo que todos pudessem vê-lo. Depois de dar a volta em todo o espaço, o carro sobe pelas escadarias (no meio tem uma parte que é preenchida com concreto, acho, fazendo uma rampa para o carro subir) dando a volta pelo palco montado e parando atrás. O papa sai do carro, vai até diante da cadeira, cumprimenta a todos e se senta. Começa o evento de fato.
Uma coisa que muita gente acha é que esses eventos de quarta de manhã é uma missa feita pelo Papa. Na verdade o nome é Audiência Geral e é apenasuma audiência queo Papa fala um monte de coisas, passa mensagens, suas conderações e depois abençoa todo mundo e vai embora. Tudo em uma hora e meia. No começo, ele entoa uma benção (em italiano) e logo em seguida, diversos representantes (possivelmente bispos) de várias línguas vão até o microfone próximo e falam alguma coisa. Não sei se é o mesmo padrão nas outras audiências, mas eles recitaram um salmo, o 118 (pelo que entendi, nas línguas latinas, é o 119, mas sou leigo na bíblia, portanto...). O salmo foi recitado em Italiano, Francês, Inglês, Alemão, Espanhol, Português (de Portugal) e uma outra língua que acho ser hungaro (mero chute pelo simples fato da língua não ter nenhuma palavra parecida com nenhuma outra que já escutei, qualidade única do hungaro). Logo após os salmos nas línguas, o papa fez o seu sermão em italiano.
Em seguida, cada um dos representantes, veio até o microfone e apresentou os grupos que vieram até o Vaticano. A cada menção, um grupo emalgum lugar gritava, como se fosse um programa do Silvio Santos anunciando as caravanas. Os filipinos da fileira de trás da nossa entraram no grupo que falava inglês (não me pergunte, não sei). Dos representantes da língua portuguesa, além de pessoas e famílias que vieram por conta própria (nós), apresentou o grupo da Nossa Senhora da Glória (conheço alguém que mora por perto) e mais ninguém. Só esse grupo mesmo e tinha que ser do Rio (durante a espera pelo começo da audiência, o grupo se levantou e começou a cantar "Cidade Maravilhosa"). Após cada um dos representantes falar sobre os grupos dos países e dizer que no final o Papa ia entoar o Pai Nosso em latim e abençoar a todos, o papa pegava uma folha de papel e dizia (em cada respectiva língua) o que ele considerava sobre o salmo, o que ele esperava dos fiéis e quais os tipos de conduta que deveriam ser feitos.
A última língua a ser representada foi o italiano, talvez pelo fato que a explicação do salmo em italiano fora a primeira, e ele deu recados principalmente para o pessoal das regiões afetadas pelas chuvas e enchentes no norte da Itália.
Terminada a sessão de salmos e explicações, o papa se levanta e começar a cantar o Pai Nosso em latim (letra no verso do convite) e dá uma última benção a todos. Os convidados de honra, os arcebispos e bispos fazem uma fila para apertar a mão dele e receber (talvez) uma benção exclusiva e após tudo isso, o papa volta ao seu carro que desce pela rampa, passa apenas em frente aos grupos de cadeira e sai pela lateral, deixando a praça de São Pedro (nessa hora, muita gente já tinha ido embora, que nem quando saem no final do filme e não esperam pelas cenas pós-créditos).
Já que não tinha mais papa para ver, resolvemos acompanhar o resto do povo para sair da praça. Dava-se para ver nesse momento o quanto de gente que tinha ido para lá. Nem chuto quantas pessoas tinham ali, mas era bastante. Bastante também era a quantidade de pessoas que estavam fora da praça, esperando os portões abrirem (ok, não eram portões, mas sim cancelas de madeira para isolar a área) para poderem entrar na praça de São Pedro. A fila para entrar na basílica, que estava fechada desde de manhã e só abriria um tempo depois da audiência, já estava dobrando a praça. Como era muita gente, já passava do meio-dia e a fome estava apertando pelo fato de termos tomado café da manhã bem cedo, resolvemos retornar para o centro de Roma e almoçar. Nem pensamos em visitar a basílica. Deixariamos o Vaticano para retornar no dia seguinte com mais calma. E assim termina mais uma vistia minha ao Vaticano (primeira de minha mãe) e finalmente vimos o papa (apesar de não ter ficado nem um pouco empolgado com isso).
E não. Minha mãe não tirou foto com o papa, conforme ela disse que faria.
(e disse que foi culpa minha, que eu que não quis)




E chega o dia de visitar o Vaticano e cumprir a célebre frase de "Visitar Roma e ver o Papa". Acordamos cedo e depois de um rápido café da manhã, fomos até a estação de metro da ferroviaria, pois era a mais perto do hotel. Lá, tivemos uma não agradável surpresa. Estava totalmente lotada de gente. Em parte, até entendemos pelo fato de ser bem de manhã e deveria ser todo o movimento de ida ao trabalho, mas um desvio dentro da própria estação, fazendo a gente ir pela plataforma da linha B até chegar na plataforma da linha A, mostrava que algo não estava direito. No alto de uma das várias escadarias que dariam na plataforma, vimos o mar de pessoas parado lá embaixo. Sem chance de descer e enfrentar essa turba.
O jeito foi voltar e ir até a estação seguinte, Repulica, na esperança de estar mais tranquilo. A estação estava sem dúvida vazia, mas os trens estavam vindo com todo o fluxo de gente da estação Termini. Tivemos que esperar pelo trem seguinte para conseguir nos espremer. O bom era que logo nas estações seguintes o pessoal já foi saindo e ao chegar na estação Otaviano, a mais perto da praça de São Pedro, estava bem mais fácil de sair.
Chegar até o Vaticano nem foi difícil assim. Ao chegar lá pouco depois das 8 da manhã, já tinha um bocado de gente na fila para entrar na área da praça. A parte que costuma ser para os turistas estava fechada e aos pés da escadaria que leva até a basílica, várias áreas com cadeiras estavam divididas para receber as pessoas. Uma passagem rápida por detectores de metal e conseguimos chegar até a área para os que tinham convite simples (verde). Conseguimos um lugar um pouco para o lado mas pelo menos na 3a fileira. Na frente, só um grupo dos EUA mais animados que crianças indo ao circo e alguns franceses que achavam estar em casa. Na fileira de trás, uma senhoras e garotas das Filipinas que riam com qualquer coisa.
O evento só começaria as 10:30, portanto teriamos cerca de 2 horas de espera, mas mesmo assim ficamos sentados esperando. Não sabia o que incomodava mais, o sol que começava a esquentar bastante (o tempo mudou e nem um vestígio de chuva no horizonte) ou o povo que ficava em volta parecendo que era um show qualquer e não um encontro com o papa. Pior eram alguns que resolviam fumar por ali. Apesar de ser uma ampla praça, era proibido fumar e tinha uma grande concentração de pessoas em volta, incrível alguém ter pouca consideração com o resto.
Para variar, chegou 10:30 e nada do evento começar. Começou atrasado uns 15 minutos.Mas até lá, toda vez que um grupo que havia vindo para ver o papa começava a gritar, todo mundo se levantava e olhava ao redor. Isso acontecendo desde as 9 da manhã! Sério, como é que o pessoa, mesmo estando com um convite dizendo que só ia começar as 10:30, começa a ficar agitado com qualquer comoção as 9?
Mas finalmente chega o momento de começar. De início, achava que o Papa iria ficar naquela sacada que sempre mostra ele discursando, mas um palco montado no alto das escadarias, com uma cadeira ali demonstrava que ia ser diferente. O papa chega de papa-móvel, com dezenas de seguranças ao redor, acenando para todo mundo ao redor. O carro ficou passando entre os grupos de cadeiras, permitindo que todos pudessem vê-lo. Depois de dar a volta em todo o espaço, o carro sobe pelas escadarias (no meio tem uma parte que é preenchida com concreto, acho, fazendo uma rampa para o carro subir) dando a volta pelo palco montado e parando atrás. O papa sai do carro, vai até diante da cadeira, cumprimenta a todos e se senta. Começa o evento de fato.
Uma coisa que muita gente acha é que esses eventos de quarta de manhã é uma missa feita pelo Papa. Na verdade o nome é Audiência Geral e é apenasuma audiência queo Papa fala um monte de coisas, passa mensagens, suas conderações e depois abençoa todo mundo e vai embora. Tudo em uma hora e meia. No começo, ele entoa uma benção (em italiano) e logo em seguida, diversos representantes (possivelmente bispos) de várias línguas vão até o microfone próximo e falam alguma coisa. Não sei se é o mesmo padrão nas outras audiências, mas eles recitaram um salmo, o 118 (pelo que entendi, nas línguas latinas, é o 119, mas sou leigo na bíblia, portanto...). O salmo foi recitado em Italiano, Francês, Inglês, Alemão, Espanhol, Português (de Portugal) e uma outra língua que acho ser hungaro (mero chute pelo simples fato da língua não ter nenhuma palavra parecida com nenhuma outra que já escutei, qualidade única do hungaro). Logo após os salmos nas línguas, o papa fez o seu sermão em italiano.
Em seguida, cada um dos representantes, veio até o microfone e apresentou os grupos que vieram até o Vaticano. A cada menção, um grupo emalgum lugar gritava, como se fosse um programa do Silvio Santos anunciando as caravanas. Os filipinos da fileira de trás da nossa entraram no grupo que falava inglês (não me pergunte, não sei). Dos representantes da língua portuguesa, além de pessoas e famílias que vieram por conta própria (nós), apresentou o grupo da Nossa Senhora da Glória (conheço alguém que mora por perto) e mais ninguém. Só esse grupo mesmo e tinha que ser do Rio (durante a espera pelo começo da audiência, o grupo se levantou e começou a cantar "Cidade Maravilhosa"). Após cada um dos representantes falar sobre os grupos dos países e dizer que no final o Papa ia entoar o Pai Nosso em latim e abençoar a todos, o papa pegava uma folha de papel e dizia (em cada respectiva língua) o que ele considerava sobre o salmo, o que ele esperava dos fiéis e quais os tipos de conduta que deveriam ser feitos.
A última língua a ser representada foi o italiano, talvez pelo fato que a explicação do salmo em italiano fora a primeira, e ele deu recados principalmente para o pessoal das regiões afetadas pelas chuvas e enchentes no norte da Itália.
Terminada a sessão de salmos e explicações, o papa se levanta e começar a cantar o Pai Nosso em latim (letra no verso do convite) e dá uma última benção a todos. Os convidados de honra, os arcebispos e bispos fazem uma fila para apertar a mão dele e receber (talvez) uma benção exclusiva e após tudo isso, o papa volta ao seu carro que desce pela rampa, passa apenas em frente aos grupos de cadeira e sai pela lateral, deixando a praça de São Pedro (nessa hora, muita gente já tinha ido embora, que nem quando saem no final do filme e não esperam pelas cenas pós-créditos).
Já que não tinha mais papa para ver, resolvemos acompanhar o resto do povo para sair da praça. Dava-se para ver nesse momento o quanto de gente que tinha ido para lá. Nem chuto quantas pessoas tinham ali, mas era bastante. Bastante também era a quantidade de pessoas que estavam fora da praça, esperando os portões abrirem (ok, não eram portões, mas sim cancelas de madeira para isolar a área) para poderem entrar na praça de São Pedro. A fila para entrar na basílica, que estava fechada desde de manhã e só abriria um tempo depois da audiência, já estava dobrando a praça. Como era muita gente, já passava do meio-dia e a fome estava apertando pelo fato de termos tomado café da manhã bem cedo, resolvemos retornar para o centro de Roma e almoçar. Nem pensamos em visitar a basílica. Deixariamos o Vaticano para retornar no dia seguinte com mais calma. E assim termina mais uma vistia minha ao Vaticano (primeira de minha mãe) e finalmente vimos o papa (apesar de não ter ficado nem um pouco empolgado com isso).
E não. Minha mãe não tirou foto com o papa, conforme ela disse que faria.
(e disse que foi culpa minha, que eu que não quis)
8 de novembro de 2011
Dias de Roma...06 a 08/11/11
...ou como todas as nuvens vão para Roma.
E passam-se 3 dias que estamos em Roma. Cidade grande, se comparado com todas as outras que já passamos na Italia.
A viagem de Florença para Roma, pode-se considerar que foi a melhor de todas até agora. Resolvemos gastar um pouco mais e pegar lugares na 1a classe. Resultado? Lugares lado a lado, sem estar de frente para outros, ou seja, podendo esticar as pernas e ainda tem um serviço de bordo estilo vôo de ponte aérea, com um copo de bebida, um biscoito ou amendoim e um bombom no final. Até panos umedecidos tinha! Fomos no primeiro vagão, mas longe da porta. Tivemos que esperar o resto do pessoal descarregar monte de malas até conseguirmos sair.
O tempo em Roma é um pouco mais quente que os outros lugares da Italia que ja fomos, o que é bom, pois não precisariamos nos preocupar muito com agasalho, mas a previsão era de chuva para os primeiros dias. O hotel é bem perto da estação e tem cara de albergue. A recepção não funciona 24 horas, não tem café da manhã, mas tem máquina de fazer café ou chá na área comum, além de um forno de microondas e talheres que podem ser usados. Mas vamos ao resumo de cada dia.
Domingo:
Fomos até a igreja que fica bem próximo do hotel, Santa Maria Maggiore. O bom é que muitas igrejas de Roma não são pagas e permitem fotos. Logo em seguida, fomos até próximo da estação de trem procurar algo para comer. Tinha uma lanchonete que servia comida ou pedaços generosos de pizza. Só para constar: Pizza Margherita por aqui é a das mais simples, podendo ser inclusive de muzzarela com molho de tomate.
Saímos da lanchonete de pizza sem graça e fomos ver onde seria a igreja de Santa Susanna, onde teriamos que passar na terça ara apanhar os convites da missa papal de quarta. Logo em seguida, seguimos até a Fontana de Trevi. Não quis arriscar e já levei minha mãe para conhecer. Incrível que fora de época, frio e meio da tarde, a fontana tinha mais gente que quando vim em 2009 durante o verão e férias. Conseguimos nos aventurar até a beirada e fiz a minha mãe jogar 2 moedasna fonte (por garantia) para que ela volte a Roma (segundo dizem as tradições). Nesse momento tivemos nosso primeiro revés com o tempo. Começou a chover e forte. Como não parecia que seria uma chuva passageira, resolvemos voltar para o hotel, afinal teriamos que secar muita coisa.
Chegando no hotel, consideravelmente molhados, pois minha mãe tinha retirado o guarda-chuva da bolsa pois achava que não iria chover, enquanto ela se trocava, fui até um mercado que tinhamos achado mais cedo comprar alguma coisa para comer. Ou seja, primeira noite de lanches com queijo, salame e cream cheese. Chuva 1, nós 0.
Segunda:
Novamente resolvi visitar logo os pontos mais importantes. Fomos direto para o Coliseu. Na parte interna, estão fazendo uma grande obra de restauração (leia-se cobrir o que já tem para não cair mais o que tinha antes) e o Coliseu também estava mais cheio que da última vez (esse povo não tem trabalho não? E os filhos, mataram semanas de aula?). O bom do Coliseu é que o ingresso também é válido para o Foro Romano e o Palatino, que ficam do lado. Por isso fomos diretos para lá. No Palatino, muitas áreas pediam malabarismo por causa das inúmeras poças de água das chuvas anteriores. Até fomos na Casa de Augusto (muito esquema de segurança pra visitar 3 salas pequenas com afrescos caindo) e visitamos mais ruinas. Não pudemos fazer o tour completo, pois as nuvens de chuva começaram a se juntar e os pongos caírem. Dessa vez tinhamos guarda-chuva, mas duas pessoas não iria adiantar muito. Meu casaco tem capuz, portanto o aparato ficou com minha mãe. Fomos direto para o metro do Coliseu e tomamos um para Termini.
Almoço foi uma pizza dessas congeladas vendidas nos mercados e aquecida no microondas. Apesar que o forno é fraco e precisou um bom tempo para esquentar decentemente a pizza (tudo bem que o fato dela estar congelada atrapalhou, mas o forno podia ser melhor).
Na parte da tarde, resolvemos tomar o mesmo caminho tomado de manhã para o Coliseu, mas continuar mais um pouco até chegar no monumento a Vitorio Emanuelle II (aquele que tem uma estátua em qualquer outra cidade da Itália, mas aqui construíram um imenso prédio). Lógico que no horário que chegamos já estava fechado e tivemos que tirar fotos mais afastado. Antes de chegar por lá, vimos uma imensa revoada de pássaros (não consegui identificar qual espécie) fazendo um voo pelo céu. Parecia uma imensa nuvem de insetos. Devia ter centenas e centenas de pássaros e quando um grupo passava na frente de outro, formava uma massa mais escura. Fui tirando tanta foto em sequência que até minha câmera pediu um tempo para processar tanta imagem.
E advinha o que apareceu também enquanto estavamos no monumento? Chuva. Foi um pouco mais fraca, mas não dava para continuar nosso passeio. Além do mais já estava escurecendo rápido (nessa época, com nuvens, 5:30 da tarde já está escurecendo bem). Voltamos para o hotel. Dessa vez o estrago foi mínimo e não precisamos estender nada para secar (ainda bem, pois na noite anterior usamos até o secador do banheiro para acelerar o processo). Consideremos um empate, pois perdemos viagem, mas ela não nos molhou. Chuva 1, Nós 0.
Na volta, uma rápida passada no mercado para inclusive comprar mais coisas para de noite e para o café da manhã. Tem uma máquina de café, mas ou você é italiano ou precisa de uns meses de treinamento para usar corretamente. O café e até o leite saem horríveis (não, não é o café que é horrível ou a máquina que tá com problema. É o usuário mesmo).
Terça:
Nem acordamos muito cedo. Olhamos pela janela e vimos um tempo bem instável. Demoramos um pouco mais para sair do hotel. Resolvemos retomar o curso de nosso passeio da tarde anterior. Fomos novamente até o monumento de Vitorio Emanuelle e dessa vez conseguimos entrar. As diferenças que eu vi desde a última vez que estive aqui era que os andaimes mudaram de lugar, dessa vez permitindo ver mais estátuas (os andaimes foram para a lateral, impedindo uma das escadas, mas é parede que estão tapando, portanto, nada afeta) e os guardas que tomavam conta do monumento ao soldado desconhecido, que fica no alto da primeira escadaria, eram na verdade guardas femininas. Imagina duas moças, até que bem bonitas, ficarem horas ali, paradas, em pé, segurando lanças (sem duplo sentido, por favor) e olhando de rabo de olho as pessoas passarem e pararem para tirar fotos. Ainda bem que tinha um outro soldado andando no pé dos degraus que levavam ao monumento, impedindo pessoas de subirem (você pode chegar até em frente a escadaria, mas subir um degrau sequer, esquece).
Chegamos a entrar no prédio, mas nem ficamos muito por lá. Eram algumas áreas voltadas para museu de guerra, de forças armadas, etc... Como nem todos do grupo gostam de museus, resolvemos retomar nosso itinerário. Saindo do Vitorio Emanuelle e atravessando a Piazza Venezia que fica logo em frente, fomos pela Via del Corso. Num dos acessos a esquerda, viramos até encontrar a igreja de São Ignazio (não era essa que eu queria visitar, mas estava no caminho, então...) que não pagava para entrar e podia tirar fotos. De lá, seguimos pela mesma via até chegar no Pantheon. Uma ireja bem peculiar, pois ela tem formato circular, com a entrada cheia de pilastras estilo romano e no interior, a cúpula arredondada possui uma abertura no centro. Se chover, a água cai no meio do salão que é elevado, escorre para as laterais que são rebaixadas e são drenadas por ralos. Naquela época pensaram em tudo. Nessa igreja, estão os corpos dos reis Umberto I e Vitorio Emanuelle II (ele de novo), além do corpo do pintor Rafael.
Do Pantheon, saimos para o oeste, passando pela igreja de San Luigi de Francesi (eu preciso de um mapa para lembrar desses nomes todos), mais uma igreja gratuita e photo friendly e de lá fomos até Piazza Navona. Outro lugar que em 2009 estava feio por causa de obras e andaimes e hoje só o sol que surgia forte e com muita claridade que incomodava. Voltamos para o hotel, depois de passarmos pelo mercado e comprar algo para comer. Estamos de certa forma economizando, apesar que não estamos experimentando os pratos daqui.
Na parte da tarde, resolvemos ficar um pouco mais no hotel. Decisão acertada, pois começou a chover forte em Roma. Por um bom tempo escutamos a chuva cair, enquanto assistiamos televisão. A tv do hotel ainda é digital e pega canais via satélite! Tudo bem que tudo da Italia, mas pelo menos dava para se distrair. Um canal cheio de desenhos e séries da dácada de 70 que passava no começo da década de 80 no Brasil. Pena que tudo dublado em italiano. Pelo menos praticar o ouvido. Chuva 1, nós 1.
Chegou 5 da tarde. Horário que começava o período para pegar os convites para a missa papal. A chuva tinha diminuido, mas não parado. Como minha mãe estava convicta de ir à missa do papa e ia na igreja e como ela não saberia chegar lá sozinha, quanto mais falar com o padre para pegar os convites, lá vou eu junto. Pegamos chuva no trajeto. Aquela chuvinha fina, chata e constante que não para até você estar com o tenis molhado, meia encharcada e barra da calça úmida. Pelo menos achamos uma rua perto que vai dar direto na igreja, ao invés da volta que fizemos no domingo. Convites pegos e protegidos da chuva, voltamos até o hotel. Dessa vez tivemos que colocar nossas ropuas e tênis para secar. Espero que sequem direito até esta quarta. Tá complicado ficar lavando meias todos os dias e levando quase 2 dias para secar. Chuva 2, nós 1.
No final, até agora não conseguimos ver muitas coisas que eu já tinha visto da última vez que vim aqui, mas isso era previsto já que minha mãe não anda tanto quanto eu e muitos monumentos estão distantes das estações de metro, mas até agora deu para ver muita coisa importante. Agora só falta ver amanhã no que vai dar essa missa papal. Pior que teremos que acordar bem cedo para garantir um bom lugar na praça (eu não me importo de sentar lá na última fileira, mas...). Amanhã volto a postar sobre a missa.
E passam-se 3 dias que estamos em Roma. Cidade grande, se comparado com todas as outras que já passamos na Italia.
A viagem de Florença para Roma, pode-se considerar que foi a melhor de todas até agora. Resolvemos gastar um pouco mais e pegar lugares na 1a classe. Resultado? Lugares lado a lado, sem estar de frente para outros, ou seja, podendo esticar as pernas e ainda tem um serviço de bordo estilo vôo de ponte aérea, com um copo de bebida, um biscoito ou amendoim e um bombom no final. Até panos umedecidos tinha! Fomos no primeiro vagão, mas longe da porta. Tivemos que esperar o resto do pessoal descarregar monte de malas até conseguirmos sair.
O tempo em Roma é um pouco mais quente que os outros lugares da Italia que ja fomos, o que é bom, pois não precisariamos nos preocupar muito com agasalho, mas a previsão era de chuva para os primeiros dias. O hotel é bem perto da estação e tem cara de albergue. A recepção não funciona 24 horas, não tem café da manhã, mas tem máquina de fazer café ou chá na área comum, além de um forno de microondas e talheres que podem ser usados. Mas vamos ao resumo de cada dia.
Domingo:
Fomos até a igreja que fica bem próximo do hotel, Santa Maria Maggiore. O bom é que muitas igrejas de Roma não são pagas e permitem fotos. Logo em seguida, fomos até próximo da estação de trem procurar algo para comer. Tinha uma lanchonete que servia comida ou pedaços generosos de pizza. Só para constar: Pizza Margherita por aqui é a das mais simples, podendo ser inclusive de muzzarela com molho de tomate.
Saímos da lanchonete de pizza sem graça e fomos ver onde seria a igreja de Santa Susanna, onde teriamos que passar na terça ara apanhar os convites da missa papal de quarta. Logo em seguida, seguimos até a Fontana de Trevi. Não quis arriscar e já levei minha mãe para conhecer. Incrível que fora de época, frio e meio da tarde, a fontana tinha mais gente que quando vim em 2009 durante o verão e férias. Conseguimos nos aventurar até a beirada e fiz a minha mãe jogar 2 moedasna fonte (por garantia) para que ela volte a Roma (segundo dizem as tradições). Nesse momento tivemos nosso primeiro revés com o tempo. Começou a chover e forte. Como não parecia que seria uma chuva passageira, resolvemos voltar para o hotel, afinal teriamos que secar muita coisa.
Chegando no hotel, consideravelmente molhados, pois minha mãe tinha retirado o guarda-chuva da bolsa pois achava que não iria chover, enquanto ela se trocava, fui até um mercado que tinhamos achado mais cedo comprar alguma coisa para comer. Ou seja, primeira noite de lanches com queijo, salame e cream cheese. Chuva 1, nós 0.
Segunda:
Novamente resolvi visitar logo os pontos mais importantes. Fomos direto para o Coliseu. Na parte interna, estão fazendo uma grande obra de restauração (leia-se cobrir o que já tem para não cair mais o que tinha antes) e o Coliseu também estava mais cheio que da última vez (esse povo não tem trabalho não? E os filhos, mataram semanas de aula?). O bom do Coliseu é que o ingresso também é válido para o Foro Romano e o Palatino, que ficam do lado. Por isso fomos diretos para lá. No Palatino, muitas áreas pediam malabarismo por causa das inúmeras poças de água das chuvas anteriores. Até fomos na Casa de Augusto (muito esquema de segurança pra visitar 3 salas pequenas com afrescos caindo) e visitamos mais ruinas. Não pudemos fazer o tour completo, pois as nuvens de chuva começaram a se juntar e os pongos caírem. Dessa vez tinhamos guarda-chuva, mas duas pessoas não iria adiantar muito. Meu casaco tem capuz, portanto o aparato ficou com minha mãe. Fomos direto para o metro do Coliseu e tomamos um para Termini.
Almoço foi uma pizza dessas congeladas vendidas nos mercados e aquecida no microondas. Apesar que o forno é fraco e precisou um bom tempo para esquentar decentemente a pizza (tudo bem que o fato dela estar congelada atrapalhou, mas o forno podia ser melhor).
Na parte da tarde, resolvemos tomar o mesmo caminho tomado de manhã para o Coliseu, mas continuar mais um pouco até chegar no monumento a Vitorio Emanuelle II (aquele que tem uma estátua em qualquer outra cidade da Itália, mas aqui construíram um imenso prédio). Lógico que no horário que chegamos já estava fechado e tivemos que tirar fotos mais afastado. Antes de chegar por lá, vimos uma imensa revoada de pássaros (não consegui identificar qual espécie) fazendo um voo pelo céu. Parecia uma imensa nuvem de insetos. Devia ter centenas e centenas de pássaros e quando um grupo passava na frente de outro, formava uma massa mais escura. Fui tirando tanta foto em sequência que até minha câmera pediu um tempo para processar tanta imagem.
E advinha o que apareceu também enquanto estavamos no monumento? Chuva. Foi um pouco mais fraca, mas não dava para continuar nosso passeio. Além do mais já estava escurecendo rápido (nessa época, com nuvens, 5:30 da tarde já está escurecendo bem). Voltamos para o hotel. Dessa vez o estrago foi mínimo e não precisamos estender nada para secar (ainda bem, pois na noite anterior usamos até o secador do banheiro para acelerar o processo). Consideremos um empate, pois perdemos viagem, mas ela não nos molhou. Chuva 1, Nós 0.
Na volta, uma rápida passada no mercado para inclusive comprar mais coisas para de noite e para o café da manhã. Tem uma máquina de café, mas ou você é italiano ou precisa de uns meses de treinamento para usar corretamente. O café e até o leite saem horríveis (não, não é o café que é horrível ou a máquina que tá com problema. É o usuário mesmo).
Terça:
Nem acordamos muito cedo. Olhamos pela janela e vimos um tempo bem instável. Demoramos um pouco mais para sair do hotel. Resolvemos retomar o curso de nosso passeio da tarde anterior. Fomos novamente até o monumento de Vitorio Emanuelle e dessa vez conseguimos entrar. As diferenças que eu vi desde a última vez que estive aqui era que os andaimes mudaram de lugar, dessa vez permitindo ver mais estátuas (os andaimes foram para a lateral, impedindo uma das escadas, mas é parede que estão tapando, portanto, nada afeta) e os guardas que tomavam conta do monumento ao soldado desconhecido, que fica no alto da primeira escadaria, eram na verdade guardas femininas. Imagina duas moças, até que bem bonitas, ficarem horas ali, paradas, em pé, segurando lanças (sem duplo sentido, por favor) e olhando de rabo de olho as pessoas passarem e pararem para tirar fotos. Ainda bem que tinha um outro soldado andando no pé dos degraus que levavam ao monumento, impedindo pessoas de subirem (você pode chegar até em frente a escadaria, mas subir um degrau sequer, esquece).
Chegamos a entrar no prédio, mas nem ficamos muito por lá. Eram algumas áreas voltadas para museu de guerra, de forças armadas, etc... Como nem todos do grupo gostam de museus, resolvemos retomar nosso itinerário. Saindo do Vitorio Emanuelle e atravessando a Piazza Venezia que fica logo em frente, fomos pela Via del Corso. Num dos acessos a esquerda, viramos até encontrar a igreja de São Ignazio (não era essa que eu queria visitar, mas estava no caminho, então...) que não pagava para entrar e podia tirar fotos. De lá, seguimos pela mesma via até chegar no Pantheon. Uma ireja bem peculiar, pois ela tem formato circular, com a entrada cheia de pilastras estilo romano e no interior, a cúpula arredondada possui uma abertura no centro. Se chover, a água cai no meio do salão que é elevado, escorre para as laterais que são rebaixadas e são drenadas por ralos. Naquela época pensaram em tudo. Nessa igreja, estão os corpos dos reis Umberto I e Vitorio Emanuelle II (ele de novo), além do corpo do pintor Rafael.
Do Pantheon, saimos para o oeste, passando pela igreja de San Luigi de Francesi (eu preciso de um mapa para lembrar desses nomes todos), mais uma igreja gratuita e photo friendly e de lá fomos até Piazza Navona. Outro lugar que em 2009 estava feio por causa de obras e andaimes e hoje só o sol que surgia forte e com muita claridade que incomodava. Voltamos para o hotel, depois de passarmos pelo mercado e comprar algo para comer. Estamos de certa forma economizando, apesar que não estamos experimentando os pratos daqui.
Na parte da tarde, resolvemos ficar um pouco mais no hotel. Decisão acertada, pois começou a chover forte em Roma. Por um bom tempo escutamos a chuva cair, enquanto assistiamos televisão. A tv do hotel ainda é digital e pega canais via satélite! Tudo bem que tudo da Italia, mas pelo menos dava para se distrair. Um canal cheio de desenhos e séries da dácada de 70 que passava no começo da década de 80 no Brasil. Pena que tudo dublado em italiano. Pelo menos praticar o ouvido. Chuva 1, nós 1.
Chegou 5 da tarde. Horário que começava o período para pegar os convites para a missa papal. A chuva tinha diminuido, mas não parado. Como minha mãe estava convicta de ir à missa do papa e ia na igreja e como ela não saberia chegar lá sozinha, quanto mais falar com o padre para pegar os convites, lá vou eu junto. Pegamos chuva no trajeto. Aquela chuvinha fina, chata e constante que não para até você estar com o tenis molhado, meia encharcada e barra da calça úmida. Pelo menos achamos uma rua perto que vai dar direto na igreja, ao invés da volta que fizemos no domingo. Convites pegos e protegidos da chuva, voltamos até o hotel. Dessa vez tivemos que colocar nossas ropuas e tênis para secar. Espero que sequem direito até esta quarta. Tá complicado ficar lavando meias todos os dias e levando quase 2 dias para secar. Chuva 2, nós 1.
No final, até agora não conseguimos ver muitas coisas que eu já tinha visto da última vez que vim aqui, mas isso era previsto já que minha mãe não anda tanto quanto eu e muitos monumentos estão distantes das estações de metro, mas até agora deu para ver muita coisa importante. Agora só falta ver amanhã no que vai dar essa missa papal. Pior que teremos que acordar bem cedo para garantir um bom lugar na praça (eu não me importo de sentar lá na última fileira, mas...). Amanhã volto a postar sobre a missa.
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