23 de outubro de 2011

Primeira tarde/noite em Paris...22/10/11

...ou como começar a entender o significado da palavra "frio".

Chegamos no hotel, demos o check-in (que curiosamente como minha mãe percebeu, não pediram assinatura nem passaporte, enquanto que em albergues pedem pelo menos o passaporte) e fomos para o quarto. Nem descansamos muito. Só uma passada no banheiro para tirar a poeira da viagem e fomos bater perna.

Uma coisa que já haviamos percebido na saída de Montparnasse foi que estava fazendo frio. Apesar do céu limpo, sol direto e muitas pessoas andando com agasalhos leves, foi tudo aparente. Na avenida Vitor Hugo, perto do hotel, já se percebia que estava fazendo frio. Mas frio. Preciso dizer que estava frio? Pois é. Frio.

Mas é lógico que isso para quem não é europeu acostumado com Outonos de 10º C.

Fomos caminhando até a Praça Charles de Gaulle (Charles de Gaulle Etoile) onde se erguia o majestoso Arco do Triunfo. Era o primeiro contato com um monumento símbolo de Paris. O arco que começou a ser construído para comemorar as vitórias de Napoleão em suas invasões, quase ficou de lado quando o imperador começou a perder. Isso que dá querer construir algo muito grande . Demora muito e muita coisa pode mudar. Querendo compensar algo, sei lá.

Outro ponto interessante do Arco é que ele fica no meio de uma praça, que está no meio de uma imensa rotatória. Rotatória essa que liga nada menos que 12 avenidas de grande movimento! Quem se lembra de Férias Frustradas na Europa? Tudo bem que era em Londres, mas dava-se para perceber a confusão de veículos pela rota. Muitos carros, ônibus e motos seguindo em várias pistas, nenhuma delas com sinalização, saindo de uma avenida para entrar em outra. Lógico que volta e meia escutava-se buzinadas irritadas. Coisas de europeu.

Para se atravessar uma via tão movimentada, nada de bancar o sapo no Frogger. Tem passagens subterrâneas que levam até a praça central. Lá embaixo tem uma bilheteria para comprar ticket até o terraço. Confesso que dessa vez estou bem mais retraído com gastos de visitação. Talvez pelo fato que teria que deixar minha mãe sozinha já que ela não faz muita questão. Ou como estou gastando um pouco mais em hospedagem, precisaria equilibrar as contas. Mas sem problema. Fiquei ao redor do arco, tirando dezenas de fotos dos painéis de pedra que estavam nas laterais e no topo e fomos agraciados com uma solenidade de homenagem a mortos... quais eu não sei, porque eu não sei e outros detalhes eu não sei. Só sei que estava ventando muito e fazendo muito frio. Era difícil ficar em pé e tirar fotos.

Depois da solenidade, até pensei em descer a Champs Elysee, mas o frio e o cansaço venceram e voltamos para o hotel. No caminho, achamos uma padaria vendendo diversos doces e tortas, mas também baguetes! O atendente conseguiu explicar no parco inglês, extremamente carregado, sobre a diferença de dois tipos de baguete que estavam a venda. Resolvemos levar o de nome mais extenso e estranho (não adianta perguntar que nem lembro o fonema para dizer o nome. Só sei que começava com P). O pão era quentinho e coloquei dentro do meu casaco. Pronto! Aquecimento de graça! Quase chegando no hotel, achamos uma vendinha onde resolvemos comprar o restante de nosso lanche da noite. Um pacote de presunto fatiado e uma garrafa de suco de laranja. Viajante de pouco orçamento é assim mesmo! O mais engraçado foi que precisavamos de uma faca e não sabiamos se ali vendia. Eu tentando lembrar o nome do objeto em francês (que havia lido em um livro na livraria Lello em Porto) e minha mãe fazendo mímicas para o senhor dono da loja. No final, todos se entenderam (cuteau! ou algo do gênero) e tivemos um banquete com baguete regado a suco de laranja. Devo dizer que o pão e o suco são bem diferentes.


Próxima parada: Torre Eiffel! (são dois F. são dois F)

2 comentários:

Carlos disse...

Não vai deixar de subir no último andar da Torre por causa do valor né? Ir a Paris e não subir na Torre é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa, só que é muito mais fácil. Cheguem cedo pois a fila é grande. E preparem-se. No alto é muito, muito, muito mais frio. E vão abastecido, pois a inflação perto, debaixo e dentro da torre é altíssima.

Leo Ferraz disse...

No caso de ficar restrito a visitações, seria para "ah, tem uma galeria com exposição sobre casacos franceses ou um mirante para ver mais uma visão sobre igreja". Torre Eiffel se enquadra no quesito "Fecha os olhos, paga e vai", assim como Museu do Vaticano, Louvre, etc...