28 de outubro de 2011

Père Lachaise...25/10/11

...ou como os mortos tem mais pompa que os vivos.


Seguindo conselhos de quem já veio a Paris, resolvemos fazer uma visita a um lugar nada convencional. O cemitério de Père Lachaise. É um cemitério famoso, pois várias personalidades foram enterradas por lá, como Jim Morisson, Balzac, Orson Wells, Edith Piaf, Marcel Proust entre outros. Lógico que não estava aqui para ver o túmulo do Jim, mas por causa da minha mãe, resolvemos vir aqui pois também estava enterrado o Alan Kardek.

Como todo o resto de Paris...escadas. Muitas. Além de ladeiras.

O cemitério tenta manter um padrão e uma disposição de túmulos e ruas, mas é meio confuso, principalmente quando muitas ruas que encontramos placas não consatavam do mapa que fica na entrada do cemitério. Resolvemos ficar andando pelas vielas, apreciando (?!) as esculturas dos túmulos de pessoas que nunca ouvimos falar. Interessante que mesmo sabendo que haviam turistas que visitavam esse local, não imaginava que fossem tantos. Tudo bem que não é nada comparado a alguma igreja ou museu, mas visitantes de cemitério não é algo tão comum assim.

Andando por um bom pedaço, subindo altas escadarias, finalmente encontramos o túmulo do Alan Kardek. É simples se comparado aos demais. Um busto, no alto de um pilar com alguns dizeres sobre o que ele fez e muitas flores ao redor. Haviam vários visitantes no túmulo, principalmente jovens. Tiramos algumas fotos e resolvemos continuar olhando vários outros túmulos.

Não havia muito o que se fazer por aqui. É um cemitério onde pessoas famosas foram enterradas. Curioso ver que certos túmulos eram grandiosos, com esculturas trabalhadas, escritos em relevo, arranjos de flores, enquanto que alguns túmulos folhas e mugos já tomavam conta, isso se já não tivessem com lápides desgastadas com o tempo ou até quebradas. Foram vários túmulos onde as pedras estavam quebradas e mato ou até árvores saíam dos túmulos. Muitas portas quebradas de pequenas tumbas e um descuido enorme em vários lugares. Não sei se os corpos foram retirados, ignorados ou sei lá o quê. Pelas datas que viamos em lápides, alguns túmulos foram usados pela última vez há mais de 50 anos. Sabe-se lá quem cuida disso. Talvez seja caro manter algo por aqui.

Deixando os mortos enterrados, saímos de Père Lachaise, considerando que visitamos vários tipos de atrações, resolvemos voltar para nos preparar para ir embora. Mas antes disso, voltamos até o Latin Quarter mais uma vez, a fim de almoçar.

Chegando por lá, resolvemos ir no mesmo restaurante de domingo, mas infelizmente o atendimento foi diferente. Um jovem que devia estar ainda em período de experiência demorava para nos atender, lembrar os pedidos e trazer os pratos. Para melhorar, na hora de sair começou a chover. Uma pancada de chuva digna das chuvas de verão no Brasil. Choveu por 20 minutos e parou, mas foi o suficiente para perceber que as ruas também enchem e o trânsito fica caótico como em qualquer outro lugar.

Uma parada para atender desejos consumísticos na FNAC (espero não ser atraído pela alfândega na volta) e fomos para o hotel. É incrível como tantas coisas pequenas consomem bastante tempo. Voltamos já era depois das 6 da noite. Cansaço e expectativa por sair de Paris e da França e ir para o nosso próximo país.


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