26 de outubro de 2011

Latin Quarter e Notre Dame...23/10/11

...ou como dar voltas no Metro.

Após gastar um bom tempo na Torre, resolvemos ir até o Quadrado Latino (Latin Qaurter) que, como o nome pode levar a crer, não é latino americano e sim porque antigamente se falava latim por essas bandas, devido às várias universidades que tem por aqui (especialmente Sorbonne). Mas ir de um lugar a outro em Paris, pode ser fácil de metro ou uma verdadeira aula de orientação. Não havia como ir direto de metro (ônibus com o parco francês que tinha não seria muito aconselhável) e tivemos que pegar duas linhas até chegar na estação Cluny La Sorbonne, dentro do Latin Quarter. Uma coisa legal desse lugar é que possui diversos restaurantes e lojas de alimentos gerais para se escolher. Várias opções desde cozinha francesa até italiana. Mas como estavamos na França e iriamos passar mais de 2 semanas na Itália, então vamos de cozinha francesa, sil vous plait!

Vários restaurantes tinham o mesmo padrão de serviço. Dois menus de preços diferentes e ambos incluíam uma entrada, um prato principal e uma sobremesa. Preço fixo, bebida não incluída. O que é bom, pois se come razoavelmete bem (aliás vinha até uma boa quantidade de comida) e paga-se pouco. Refeição no restaurante que paramos foi 10 euros por cabeça. Ainda pedimos água e vinha numas garrafas uma água bem gelada (de torneira, como suspeitava, mas de graça). Experimentei uma legítima e tradicional sopa de cebola (um pote com sopa rala, pedaços de cebola, pedaços de pão encharcados e muito, muito queijo derretido por cima) e minha mãe foi de salada de tomate com cenoura (que vinha monte de outras coisas e praticamente nada de cenoura). Um macarrão com salmão e um peito de frango com batatas fritas (bem diferentes da nossa) seguiu nossas entradas. Para fechar, uma torta de maçã e sorvete de baunilha com chocolate (preciso experimentar os sorvetes para depois comparar cada país). Tudo por meros 10 euros.

Agora que estavamos de bucho cheio, passeamos mais um pouco pelo local e seguimos até a ilha onde fica a famosa Catedral de Notre Dame. De fato, chegando lá, encontramos uma bela paisagem de turistas com uma igreja ao fundo. Uma pequena fila levava até o interior e lá dentro todos os turistas se amontoavam no fluxo de visita para ver o interior. Confesso que fiquei meio decepcionado com o interior da Catedral. Pela fama, esperava algo mais pomposo. Tinha a nave central onde era isolada de turistas e reservada apenas para os fiéis que queriam rezar (nada impedia de um turista dizer que ira rezar e entrar lá) e ao redor diversas "capelas" que seriam entradas com santos diversos para cada preferência. O que mais se destacava na catedral eram dois imensos vitrais circulares, um de cada lado, com várias cenas religiosas. Ainda bem que eu estava com uma boa lente, senão seriam doi imensos borrões rosados nas fotos. Enquanto passeavamos pela catedral, alguém treinava seus conhecimentos no orgão da catedral (que depois ficamos sabendo que era computadorizado) e todos aplaudiram ao final. Um passeio consideravelmente rápido.

Quando saimos da Catedral, a fila de entrada estava várias vezes maior (aliás, em todas as igrejas e locais de visitação, estava acontecendo isso, a fila era menor quando entravamos) e a praça estava mais cheia, isso por volta das 5 da tarde. Resolvemos ir até a estação de Gare de Lyon, para garantir as passagens de nossa próxima etapa da viagem. Como disse um pouco acima, é um exercício mental se orientar pelas linhas de metro. Precisamos trocar de linha e percorrer corredores e escadas, seguindo intermináveis setas de indicação para poder chegar ao nosso destino. O curioso era que em Gare de Lyon, saindo da linha que haviamos pego, precisava passar por umas 3 catracas para poder chegar até o piso principal da estação. Tudo com o mesmo bilhete que usamos para pegar o metro. Acho que nem os parisienses se entendem facilmente por aqui (vi vários sempre consultando os mapas dobrados que se pega nos guchês de informação). O bom de se ter vindo até essa estação foi que conhecemos como ela é, pois no dia que sairmos de Paris, teremos que passar por ela de novo. Fechamos o dia passando mais um vez em algum mercado para comprar pequenas coisas para comer, afinal gastar duas refições diárias em restaurantes de Paris precisa de grana.


Próxima parada: Conhecendo uma tal de Gioconda.

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