Segunda-feira em Paris. Resolvemos tomar café da manhã no quarto mesmo com baguete comprada em uma padaria chique (mas o preço era o mediano) e suco de laranja espremido recentemente (apesar de ser embalado alguns dias antes). E vamos para o Louvre! Afinal, as terças ele fecha, ao contrário de monte de países onde museus fecham às segundas.
Novamente fomos até a Champs Elysée (confirmei onde era o acento), mas resolvemos seguir pela outra calçada, para apreciar as lojas que ainda não tinhamos visto. Passamos pelo ponto onde no dia anterior e continuamos pela avenida, passando por um longo trecho com vias com árvores de ambos os lados mostrando que estavamos no Outono. Mais adiante, chegamos até a Praça da Concórdia (como minha mãe não lembrava do nome direito, ficava falando que era a Praça da Discórdia), uma ampla praça onde os carros passavam ao redor de um largo onde dois grandes chafarizes ladeavam um imenso obelisco que Napoleão roubou (vulgo, tomou como spólio de invasão) do Egito. Um bando de turistas orientais (tenho quase certeza que eram coreanos ou de Taiwan) ficavam se alternando para tirar fotos com o chafariz no fundo (coisas de turistas). Deixamos eles para trás e seguimos em frente. Passando pela praça, chegamos até os jardins de Tuileries, que agora não lembro de cabeça da história deles, mas foi uma princesa que mandou fazer e em seguida, depois de passar por um Portal de Napoleão (em versão miniatura do Portão de Brandenburgo em Berlim) chegamos até a praça de onde se elevava a famosa pirâmide de vidro que indicava a entrada para o Louvre. O curioso do museu era que é um imenso palácio, praticamente em forma de U, com a pirâmide de vidro no centro desse pátio e para entrar você precisa descer pela pirâmide até um pátio central e de lá subir novamente pelo lados para se chegar nas alas do palácio.
Para variar, fila. Mas apesar da aparência longa, demoramos menos de uma hora para entrar pela pirâmide. Mas foram cerca de 50 minutos de um casal conversando em alemão atrás da gente, com a mulher falando mais que locutor de jogo de futebol no rádio. Nunca pensei que fosse escutar alguém falando alemão tão rápido, por tanto tempo seguido, sem pausas. Minha mãe até tirou foto deles para lembrar o quanto foi cansativo escutar o diálogo por tanto tempo. Ainda bem que eles não foram para a fila seguinte, das bilheterias, que se encontravam no piso abaixo da pirâmide.
Mas vamos ao principal. Ingressos comprados, multidão se dirigindo para vários lugares e procuramos ver qual era a área mais importante do museu (na nossa frente na fila dos ingressos, havia uma garota brasileira com a tia, dizendo que se não fosse por isso, ela nem viria ao museu. Que achava um absurdo (?!) ficar 3 horas vendo um monte de quadros se só um que importava. Brasileiros).
Lógico que não fomos diretos para a atração principal. Deixamos passar muita gente na frente e ficamos apreciando as outras obras de pintores italianos. Muitas muito bonitas, apesar que acho que o museu do Vaticano tem umas mais legais. Longos corredores com amplas salas nas laterais e o fluxo todo indo justamente para a sala 6 da ala Delon. O único propósito para a criação desse museu (pelo menos na concepção de alguns).
A Monalisa (também conhecida como La Gioconda).
Uma regra clara do museu dizia que fotos eram permitidas, mas o uso de flash era terminantemente proibido. Isso leva a 3 possibilidades com a Monalisa:
1) Os diretores do museu não estavam nem aí com a pintura e queriam mesmo que ela se estragasse;
2) O vidro que cobria a Monalisa era especial e filtrava os efeitos do flash;
3) Aquilo ali era uma cópia.
Eu tenho minha aposta. E vocês?
Uma multidão se aglomerava na frente de um cordão de isolamento, tirando centenas de fotos por minuto, muitas com flash, e um funcionário do museu, enconstado na parede, com ar sonolento, olhando a multidão. Consegui achar um ponto de frente para o quadro e fiquei uns 10 minutos para ter certeza de tirar várias fotos decentes (já que o empurra-empurra gerava várias fotos borradas). Depois de tantas tentativas, considerei que tinha fotos suficientes para mostrar um pouco mais sobre a Monalisa (não me importo se tirei dezenas de fotos de uma réplica, ninguém vai notar a diferença mesmo).
Ok. Confesso que depois de ficar um tempo observando a Monalisa, o resto do museu era apenas bônus. Terminamos de ver a ala dos pintores italianos e espanhóis e resolvemos escolher apenas mais uma ala para visitar. É preciso entender que o museu é grande, tem muitas salas e para se ver todas elas com calma, pode-se dizer que é um dia para cada ala. Além do mais, o palácio é alto e as escadarias são muitas e longas, tornando o percurso bem cansativo. Para terminar nossa visita, nada como o básico em visitar a área do Egito Antigo (coisas básicas em um museu que cobre desde a antiguidade até o contemporâneo: pinturas italianas e objetos do Egito antigo).
E assim terminamos nossa visita ao que seria um dos mais famosos museus do mundo. Demoramos um pouco mais de 3 horas lá por dentro e não vimos tudo, mas em uma viagem dessas, não tem mesmo como ver. Quebramos um pouco nossa rotina e não saímos para procurar um restaurante para comer. Paramos em uma barraca vendendo salgados e croissants e depois resolvemos seguir nosso caminho até Montmatre.
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