e começa um dia inteiro de fato de nossa viagem por Paris. Como a Europa ainda se encontra no horário de verão, de manhã cedo ainda estava meio escuro, portanto fomos enganados pela claridade. Já passava das 8 da manhã quando resolvemos nos levantar e nos aprontar para sair. O hotel até que tinha café da manhã (pago), mas resolvemos sair por aí para procurar algo de interessante. O problema que era domingo e antes das 9 da matina.
Com um pouco de caminhada, achamos na Avenida Kleber um tipo de restaurante que servia dois tipos de café da manhã. Um Francês (bebida quente, suco de laranja, um pedaço de baguete com manteiga e um croissant com geléia de morango para passar) ou Americano (tudo acima exceto o croissant que trocava por ovos mexidos e algo mais que não peguei). Lógico fomos pelo Francês (por ser mais barato). Aqui o café da manhã se chama Petit Dejeuner (deve ter acento em algum canto por aí) e vários restaurantes servem até às 12 ou 13 horas.
Terminado o café, seguimos até a praça do Arco do Triunfo (que para um domingo de manhã estava muito movimentada de carros) e fomos até a Champs Elyseé (acentos errados? sorry. Sempre fui péssimo de francês).
Uma coisa que se deve falar sobre essa Avenida. Se no mundo existe alguma marca de destaque em qualquer área de moda, culinária, esporte, veículos, etc... tem uma loja aqui. Lógico que são aquelas marcas mais destacadas que se tem em qualquer lugar (Luis Vitton, La Coste, Prada, Saphora, Hugo Boss...) inclusive MacDonald's, que assim como pombo, barata e brasileiro, tem em todo lugar do mundo. O mais interessante foi ver lojas onde bolsas custavam 450 euros, malas menores que da minha mãe custavam 9700 euros e um cachecol custaria por volta de 300 euros.
Também por essa avenida pudemos enfrentar de frente o frio parisiense. Onde mais eu usaria um cachecol?! O sol estava de frente também, mas não ajudava muito para espantar o frio. Ainda bem que não tivemos que seguir muito por ela. Bem antes de chegar na Praça da Concórdia, viramos para a direita em direção ao Hotel dos Inválidos. Lugar construído para abrigar os veteranos de guerra e que foi um dos pontos de partida no dia da Revolução Francesa. Seguindo mais um pouco, e contornando alguns quarteirões, sempre nos guiando visualmente, chegamos até o Parc du Champ de Mars. Um longo parque que fica aos pés da torre Eiffel, pelo lado Sudeste. Sabe aquelas fotos de monte de gente com a Torre ao longe em um lugar elevado? Então, é do outro lado.
O curioso era ver os vendedores tentando vender kilos de miniaturas da Torre e uns estranhos tentando aplicar algum golpe ou vender algo, fingindo encontra um anel no chão e perguntando se não era da pessoa. Várias tentativas feitas no caminho com várias pessoas. Ainda bem que somos vacinados com aqueles pedintes do centro da cidade ou aquelas ciganas que sempre tentam ler nossas mãos. Bem que existem vários avisos para tomar cuidado com pickpockets (batedores de carteira).
Mas vamos ao que interessa. La Tour Eiffel! Com mais de 300 metros de altura, construída no século 19, quase destruída no século 20 porque muitos franceses odiavam a estrutura, que recebe mais de 4 milhões de turistas por ano, blá blá blá acesse o google para mais detalhes.
Esrtanhamente, ficamos apenas 40 minutos na fila para comprar os ingressos. Mais estranho ainda era ver um aviso na bilheteria dizendo que o topo estava fechado. Acesso somente até o segundo andar. OH MON DIEU!!!
Inconformados, mas já estando ali, resolvemos ir até o segundo piso. O elevador é deveras interessante, pois ele tem dois andares e uma estátua na parte da frente para representar como era feito o transporte na época: um pobre coitado girando uma manivela... e o elevador sobe sobre um trilho inclinado até um trecho, que seria o primeiro pavimento, e depois segue na vertical até o segundo pavimento.
Neste pavimento, existe uma imensa plataforma de onde pode se observar Paris em 360 graus (lógico que precisa andar para cada umdos lados da plataforma, mas se tem uma visão completa da cidade) e como estava um tempo razoavelmente limpo de Outono, a extensão da visão era grande. Uma coisa impressionante é chegar próximo da estrutura e olhar para cima. O segundo pavimento deve estar por volta dos 100 metros e ainda tem quase 200 metros de curva para cima. Chega até a dar tontura.
Mas o que eu vejo quando olho para a parte acima de mim? Elevadores subindo pela parte central até o topo. E com pessoas dentro! Procurando ao redor, acho uma fila de pessoas, indo até um guichê de bilhetes com uma placa dizendo "Até o topo" e pessoas comprando tickets!! Oh Yeah! Pelo visto, o que estava fechado era o guichê no térreo para vender bilhetes até o topo. Mas no segundo pavimento estava aberto e vendendo muito bem. Pagamos por nossas passagens para o topo e fomos até um dos 4 pequenos elevadores que subiam por quase 200 metros até chegar em uma plataforma coberta e fechada por vidros, permitindo uma visão mais alta de Paris. O interessante é notar que acima nesse deck panorâmico, existem informações de direção e distância para diversos países ao redor do mundo. O nosso estava representado por Rio, São Paulo e Brasília. Lógico que o lado mais cheio era o voltado para o sul, com monte de bandeirinhas de países africanos amontoados.
Uma escada leva até o deck superior. O ponto mais alto permitido à um turista. Acima disso, só as antenas de transmissão. Uma grade impede que alguém pule (sei lá) ou jogue um objeto de grandes proporções (um corpo, sei lá), mas várias placas recomendam não jogar objetos lá de cima (não iria cair no chão, mas sim no segundo deck, mas deve doer de qualquer forma). Várias lunetas por 2 euros permitiria uma visão mais aproximada da cidade (eu tenho minha objetiva de 300mm, obrigado) e mais 3 coisas se destacavam no andar:
1) uma sala fechada com janelas para turistas observarem o que seria uma reprodução (com estátuas de cera) da visita de Thomas Edson ao engenheiro Gustave Eiffel;
2) uma loja vendendo taças (de plástico) com legítmo Champangne por meros 15 euros
3) o banheiro, de longe o mais visitado, mas por causa do espaço a parte masculina fica quase visível ao público enquanto que a parte feminina fica atrás de uma porta (aliás, para sair, é necessário apertar um botão para destravar, o que minha mãe não sabia e ela ficou minutos até descobrir, levando bronca do funcionário que estava lá dentro, indignado com a demora).
No total, devemos ter ficado uns 50 minutos, uma hora, pela torre. É pelo fato mesmo de se dizer que estava nela, subiu nela e viu Paris dela do que realmente ficar nela. Na descida, como todo bom turista, passamos na loja oficial da torre (placas recomendavam não comprar os produtos falsificados de cambistas e ambulantes) e compramos uma medalhinha (para provar que estive, caso achem que as fotos são de photoshop) e uma caixa com pequenos tabletes de chocolate ao leite com embalagens mostrando imagens da torre e de Paris. Meigo, muito meigo. Pelo menos o chocolate é gostoso.
Na saída, vimos que as filas estavam bem maiores de quando chegamos. Ainda bem que fomos relativamente cedo (chegamos pouco antes das 11) e tomamos o outro lado para sair da área da torre. (então, lembra daquelas centenas de fotos de pessoas com a torre ao fundo, de um lugar elevado? É esse lado, mas não tirei foto com a torre ao fundo) A fome estava apertando e nos restava achar um lugar para comer.
É aí que entra the Latin Quarter... num próximo post!
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