...ou como todas as nuvens vão para Roma.
E passam-se 3 dias que estamos em Roma. Cidade grande, se comparado com todas as outras que já passamos na Italia.
A viagem de Florença para Roma, pode-se considerar que foi a melhor de todas até agora. Resolvemos gastar um pouco mais e pegar lugares na 1a classe. Resultado? Lugares lado a lado, sem estar de frente para outros, ou seja, podendo esticar as pernas e ainda tem um serviço de bordo estilo vôo de ponte aérea, com um copo de bebida, um biscoito ou amendoim e um bombom no final. Até panos umedecidos tinha! Fomos no primeiro vagão, mas longe da porta. Tivemos que esperar o resto do pessoal descarregar monte de malas até conseguirmos sair.
O tempo em Roma é um pouco mais quente que os outros lugares da Italia que ja fomos, o que é bom, pois não precisariamos nos preocupar muito com agasalho, mas a previsão era de chuva para os primeiros dias. O hotel é bem perto da estação e tem cara de albergue. A recepção não funciona 24 horas, não tem café da manhã, mas tem máquina de fazer café ou chá na área comum, além de um forno de microondas e talheres que podem ser usados. Mas vamos ao resumo de cada dia.
Domingo:
Fomos até a igreja que fica bem próximo do hotel, Santa Maria Maggiore. O bom é que muitas igrejas de Roma não são pagas e permitem fotos. Logo em seguida, fomos até próximo da estação de trem procurar algo para comer. Tinha uma lanchonete que servia comida ou pedaços generosos de pizza. Só para constar: Pizza Margherita por aqui é a das mais simples, podendo ser inclusive de muzzarela com molho de tomate.
Saímos da lanchonete de pizza sem graça e fomos ver onde seria a igreja de Santa Susanna, onde teriamos que passar na terça ara apanhar os convites da missa papal de quarta. Logo em seguida, seguimos até a Fontana de Trevi. Não quis arriscar e já levei minha mãe para conhecer. Incrível que fora de época, frio e meio da tarde, a fontana tinha mais gente que quando vim em 2009 durante o verão e férias. Conseguimos nos aventurar até a beirada e fiz a minha mãe jogar 2 moedasna fonte (por garantia) para que ela volte a Roma (segundo dizem as tradições). Nesse momento tivemos nosso primeiro revés com o tempo. Começou a chover e forte. Como não parecia que seria uma chuva passageira, resolvemos voltar para o hotel, afinal teriamos que secar muita coisa.
Chegando no hotel, consideravelmente molhados, pois minha mãe tinha retirado o guarda-chuva da bolsa pois achava que não iria chover, enquanto ela se trocava, fui até um mercado que tinhamos achado mais cedo comprar alguma coisa para comer. Ou seja, primeira noite de lanches com queijo, salame e cream cheese. Chuva 1, nós 0.
Segunda:
Novamente resolvi visitar logo os pontos mais importantes. Fomos direto para o Coliseu. Na parte interna, estão fazendo uma grande obra de restauração (leia-se cobrir o que já tem para não cair mais o que tinha antes) e o Coliseu também estava mais cheio que da última vez (esse povo não tem trabalho não? E os filhos, mataram semanas de aula?). O bom do Coliseu é que o ingresso também é válido para o Foro Romano e o Palatino, que ficam do lado. Por isso fomos diretos para lá. No Palatino, muitas áreas pediam malabarismo por causa das inúmeras poças de água das chuvas anteriores. Até fomos na Casa de Augusto (muito esquema de segurança pra visitar 3 salas pequenas com afrescos caindo) e visitamos mais ruinas. Não pudemos fazer o tour completo, pois as nuvens de chuva começaram a se juntar e os pongos caírem. Dessa vez tinhamos guarda-chuva, mas duas pessoas não iria adiantar muito. Meu casaco tem capuz, portanto o aparato ficou com minha mãe. Fomos direto para o metro do Coliseu e tomamos um para Termini.
Almoço foi uma pizza dessas congeladas vendidas nos mercados e aquecida no microondas. Apesar que o forno é fraco e precisou um bom tempo para esquentar decentemente a pizza (tudo bem que o fato dela estar congelada atrapalhou, mas o forno podia ser melhor).
Na parte da tarde, resolvemos tomar o mesmo caminho tomado de manhã para o Coliseu, mas continuar mais um pouco até chegar no monumento a Vitorio Emanuelle II (aquele que tem uma estátua em qualquer outra cidade da Itália, mas aqui construíram um imenso prédio). Lógico que no horário que chegamos já estava fechado e tivemos que tirar fotos mais afastado. Antes de chegar por lá, vimos uma imensa revoada de pássaros (não consegui identificar qual espécie) fazendo um voo pelo céu. Parecia uma imensa nuvem de insetos. Devia ter centenas e centenas de pássaros e quando um grupo passava na frente de outro, formava uma massa mais escura. Fui tirando tanta foto em sequência que até minha câmera pediu um tempo para processar tanta imagem.
E advinha o que apareceu também enquanto estavamos no monumento? Chuva. Foi um pouco mais fraca, mas não dava para continuar nosso passeio. Além do mais já estava escurecendo rápido (nessa época, com nuvens, 5:30 da tarde já está escurecendo bem). Voltamos para o hotel. Dessa vez o estrago foi mínimo e não precisamos estender nada para secar (ainda bem, pois na noite anterior usamos até o secador do banheiro para acelerar o processo). Consideremos um empate, pois perdemos viagem, mas ela não nos molhou. Chuva 1, Nós 0.
Na volta, uma rápida passada no mercado para inclusive comprar mais coisas para de noite e para o café da manhã. Tem uma máquina de café, mas ou você é italiano ou precisa de uns meses de treinamento para usar corretamente. O café e até o leite saem horríveis (não, não é o café que é horrível ou a máquina que tá com problema. É o usuário mesmo).
Terça:
Nem acordamos muito cedo. Olhamos pela janela e vimos um tempo bem instável. Demoramos um pouco mais para sair do hotel. Resolvemos retomar o curso de nosso passeio da tarde anterior. Fomos novamente até o monumento de Vitorio Emanuelle e dessa vez conseguimos entrar. As diferenças que eu vi desde a última vez que estive aqui era que os andaimes mudaram de lugar, dessa vez permitindo ver mais estátuas (os andaimes foram para a lateral, impedindo uma das escadas, mas é parede que estão tapando, portanto, nada afeta) e os guardas que tomavam conta do monumento ao soldado desconhecido, que fica no alto da primeira escadaria, eram na verdade guardas femininas. Imagina duas moças, até que bem bonitas, ficarem horas ali, paradas, em pé, segurando lanças (sem duplo sentido, por favor) e olhando de rabo de olho as pessoas passarem e pararem para tirar fotos. Ainda bem que tinha um outro soldado andando no pé dos degraus que levavam ao monumento, impedindo pessoas de subirem (você pode chegar até em frente a escadaria, mas subir um degrau sequer, esquece).
Chegamos a entrar no prédio, mas nem ficamos muito por lá. Eram algumas áreas voltadas para museu de guerra, de forças armadas, etc... Como nem todos do grupo gostam de museus, resolvemos retomar nosso itinerário. Saindo do Vitorio Emanuelle e atravessando a Piazza Venezia que fica logo em frente, fomos pela Via del Corso. Num dos acessos a esquerda, viramos até encontrar a igreja de São Ignazio (não era essa que eu queria visitar, mas estava no caminho, então...) que não pagava para entrar e podia tirar fotos. De lá, seguimos pela mesma via até chegar no Pantheon. Uma ireja bem peculiar, pois ela tem formato circular, com a entrada cheia de pilastras estilo romano e no interior, a cúpula arredondada possui uma abertura no centro. Se chover, a água cai no meio do salão que é elevado, escorre para as laterais que são rebaixadas e são drenadas por ralos. Naquela época pensaram em tudo. Nessa igreja, estão os corpos dos reis Umberto I e Vitorio Emanuelle II (ele de novo), além do corpo do pintor Rafael.
Do Pantheon, saimos para o oeste, passando pela igreja de San Luigi de Francesi (eu preciso de um mapa para lembrar desses nomes todos), mais uma igreja gratuita e photo friendly e de lá fomos até Piazza Navona. Outro lugar que em 2009 estava feio por causa de obras e andaimes e hoje só o sol que surgia forte e com muita claridade que incomodava. Voltamos para o hotel, depois de passarmos pelo mercado e comprar algo para comer. Estamos de certa forma economizando, apesar que não estamos experimentando os pratos daqui.
Na parte da tarde, resolvemos ficar um pouco mais no hotel. Decisão acertada, pois começou a chover forte em Roma. Por um bom tempo escutamos a chuva cair, enquanto assistiamos televisão. A tv do hotel ainda é digital e pega canais via satélite! Tudo bem que tudo da Italia, mas pelo menos dava para se distrair. Um canal cheio de desenhos e séries da dácada de 70 que passava no começo da década de 80 no Brasil. Pena que tudo dublado em italiano. Pelo menos praticar o ouvido. Chuva 1, nós 1.
Chegou 5 da tarde. Horário que começava o período para pegar os convites para a missa papal. A chuva tinha diminuido, mas não parado. Como minha mãe estava convicta de ir à missa do papa e ia na igreja e como ela não saberia chegar lá sozinha, quanto mais falar com o padre para pegar os convites, lá vou eu junto. Pegamos chuva no trajeto. Aquela chuvinha fina, chata e constante que não para até você estar com o tenis molhado, meia encharcada e barra da calça úmida. Pelo menos achamos uma rua perto que vai dar direto na igreja, ao invés da volta que fizemos no domingo. Convites pegos e protegidos da chuva, voltamos até o hotel. Dessa vez tivemos que colocar nossas ropuas e tênis para secar. Espero que sequem direito até esta quarta. Tá complicado ficar lavando meias todos os dias e levando quase 2 dias para secar. Chuva 2, nós 1.
No final, até agora não conseguimos ver muitas coisas que eu já tinha visto da última vez que vim aqui, mas isso era previsto já que minha mãe não anda tanto quanto eu e muitos monumentos estão distantes das estações de metro, mas até agora deu para ver muita coisa importante. Agora só falta ver amanhã no que vai dar essa missa papal. Pior que teremos que acordar bem cedo para garantir um bom lugar na praça (eu não me importo de sentar lá na última fileira, mas...). Amanhã volto a postar sobre a missa.
8 de novembro de 2011
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